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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Tratei o mioma e consegui ser mãe!

Primeira paciente brasileira a ser mãe após tratamento não invasivo, a professora Renata Marinho sofria mensalmente com o fluxo menstrual excessivo

Trecho de matéria publicada na revista Sua Saúde, da Rede D'Or.






















- Sempre tive um fluxo intenso durante a menstruação, sentia muitas dores nas pernas e cansaço. Com o tempo, o fluxo foi ficando maior e comecei a ter também dores na relação sexual. Mas foi só há três anos que descobri que tinha um mioma, quando fazia meus exames pré-nupciais.

A primeira alternativa encontrada por ela foi o tratamento medicamentoso, que não surtiu muito efeito. “Como queria engravidar, minha ginecologista me aconselhou, então, a procurar o ExAblate, um método não traumático, que poderia facilitar uma futura gestação. Pouco tempo depois, experimentei o momento mais feliz da minha: o nascimento da minha filha”, conta ela.

“A Renata foi um dos primeiros casos que recebemos, há cerca de dois anos. Ela se recuperou muito bem e, para felicidade de todos, conseguiu engravidar pouco tempo depois”, lembra a radiologista Fernanda Chagas.

Opções de tratamento para miomas que buscam preservar a fertilidade














Trecho de matéria publicada na revista Sua Saúde, da Rede D'Or.

Miomectomia

A miomectomia consiste na retirada cirúrgica dos miomas uterinos com reconstrução e preservação do útero. Ela pode ser realizada de três maneiras diferentes. A mais tradicional é a miomectomia por laparotomia, feita por meio de uma incisão abdominal, na maioria das vezes similar a uma incisão de uma cesariana. Já a miomectomia por laparoscopia é realizada através de pequenas incisões na parede abdominal, sendo todo o procedimento monitorado por microcâmeras. A miomectomia por vídeo-histeroscopia é realizada de forma semelhante ao exame de vídeo-histeroscopia diagnóstica. No entanto, como se trata de cirurgia, com a realização de cortes no tecido do mioma, o procedimento é realizado sob anestesia e em ambiente hospitalar.

Por ser o tratamento conservador mais antigo, a miomectomia é a principal indicação de grande parte dos especialistas. De acordo com o Dr. Zelaquett, a técnica está extremamente desenvolvida, mas algumas ressalvas devem ser feitas para aquelas pacientes que desejam engravidar: “as miomectomias podem ameaçar a fertilidade, pois aumentam a incidência de aderências intra-abdominais e o risco de hemorragia intraoperatória, com consequente chance de ser preciso recorrer à histerectomia para contenção da hemorragia; além de que as miomectomias por laparotomia e laparoscopia, quando não realizadas com suturas uterinas adequadas, também apresentam risco de ruptura do útero em grávidas, devido à fragilidade que causam à parede uterina”, alerta.

Embolização

Surgida na década de 90, a embolização dos miomas uterinos é um procedimento minimamente invasivo que consiste na interrupção do fluxo sanguíneo que nutre o mioma. Ela é realizada por meio do cateterismo da artéria uterina e injeção de microesferas que se alojam especificamente nas artérias que nutrem os miomas. O cateter é introduzido por um pequeno furo na virilha, sem cortes, e é levado até as artérias que nutrem os miomas, com o auxílio de um equipamento de radiologia intervencionista.

Após a interrupção do fluxo sanguíneo, o mioma inicia um processo de degeneração lento e gradual. Esta degeneração é responsável pela redução dos sintomas causados pelos miomas, principalmente os hemorrágicos, e pela redução de até 70% do seu volume, reduzindo também os sintomas compressivos.

Na embolização dos miomas uterinos, o risco de aderências e de hemorragias é praticamente inexistente. Mas o ginecologista lembra que esse procedimento tem se mostrado uma opção somente quando os riscos apresentados pela miomectomia são bastante elevados: “a embolização sempre confere algum risco, ainda que muito pequeno, de comprometimento do endométrio (camada mais interna do útero) e dos ovários”, diz o Dr, Michel.

ExAblate

O ExAblate, trata os miomas de forma não invasiva. A técnica consiste no acoplamento de duas tecnologias: a ressonância magnética e o ultrassom de alta energia, para necrosar o tecido do mioma pelo calor. A ressonância magnética define o alvo, controla e monitoriza em tempo real o procedimento e o ultrassom emite ondas de alta energia focalizadas no alvo, o que leva à inativação do tecido do mioma (ablação), sem cortes. A grande vantagem deste tratamento está em possuir um índice baixíssimo de complicações.

No caso do tratamento com ExAblate em mulheres que ainda desejam engravidar, o Dr. Zelaquett ressalta que a indicação deve ser cuidadosamente avaliada. Apesar de já existirem inúmeros episódios de gravidez em todo o mundo, o procedimento só deve ser realizado quando os riscos da cirurgia de miomectomia superam seus benefícios. “Apesar de ter eficácia reconhecida, por ser um dispositivo relativamente novo, ainda não temos bases estatísticas para compará-lo aos demais tratamentos. O médico ressalta, contudo, que evidências têm sugerido que, muito em breve, a ablação dos miomas por ultrassom focalizado poderá ser eleita como mais uma alternativa para o tratamento dos miomas em mulheres que desejam engravidar.

Avanços no tratamento para miomas preservam a fertilidade feminina














Trecho de matéria publicada na revista Sua Saúde, da Rede D'Or.

Mal que acomete cerca de um terço da população feminina em idade reprodutiva, os miomas uterinos são os tumores benignos mais comuns entre as mulheres. Podem causar sangramento, dor pélvica e, algumas vezes, incontinência urinária e constipação, determinando diminuição importante em sua qualidade de vida. Porém, por nem sempre estarem associados a sintomas, podem passar despercebidos, muitas vezes só sendo notados quando a mulher tenta engravidar e não consegue.

Nem todos os tipos de miomas prejudicam a capacidade reprodutiva da mulher. Isso só acontece quando os tumores dificultam o encontro do espermatozóide com o óvulo, como no caso daqueles localizados dentro do útero, ou em suas paredes, distorcendo a cavidade uterina ou obstruindo as trompas. “Sem dúvida, uma das questões mais importantes para as mulheres que se veem diante do diagnóstico de fibroma é se sua fertilidade será afetada. Hoje já se sabe que inúmeras delas engravidam sem dificuldade e apresentam gestação e parto absolutamente normais, mas os tumores podem, sim, complicar a vida de quem quer ter filhos”, afirma o ginecologista do Centro de Miomas da Rede D’Or, Michel Zelaquett.

Segundo o ginecologista, raramente os miomas causam problemas graves durante a gravidez, no entanto as futuras mamães devem ser acompanhadas com cuidado, pois ainda assim existem riscos: “algumas pacientes apresentam sangramento de primeiro trimestre e a possibilidade de parto prematuro, de descolamento prematuro de placenta e de abortamento aumenta. Além disso, a chance de contrações uterinas ineficazes, no momento do parto, dobra e o risco de cesariana é seis vezes maior”. Dr. Michel acrescenta que, nesse período, os miomas podem sofrer uma espécie de autoembolização, ou seja, o tumor crescer mais do que sua capacidade de receber sangue. “Com isso, ele começa entrar em infarto, ou, mais especificamente, o tecido morre e, por isso, os episódios de dor são mais frequentes em grávidas com miomas”, ressalta.

Quando os miomas causam algum tipo de incômodo, a decisão de tratar o problema não é difícil. Já em pacientes assintomáticas, escolher o método terapêutico pode ser algo bastante complexo e delicado. “O desejo de gravidez deve sempre ser respeitado. Por este motivo, é preciso avaliar a relação risco-benefício de se realizar ou não cada um deles”, lembra o especialista.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

AVC - Como prevenir, identificar e tratar

Dr. Bernardo Liberato, neurologista do Hospital Copa D'Or fala ao jornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do acidente vascular cerebral, doença que mata mais de 200 mil pessoas por ano no Brasil.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Especialistas brasileiros recomendam mamografia a partir dos 40

O fim da polêmica:

Matéria de hoje do telejornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, confirma que a maioria dos médicos prefere recomendar a mamografia a partir dos 40. Eles também afirmam que o autoexame é importante.

Clique aqui para assistir

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Centro de Miomas da Rede D'Or com novo site









O Centro de Miomas da Rede D'Or acaba de lançar seu novo site - www.centrodemiomas.com.br - totalmente reformulado.

Nele, é possível encontrar informações importantes sobre o que são miomas, métodos terapêuticos, perguntas mais frequentes, depoimentos de pacientes, além do que existe de mais atual em termos de tecnologia para tratamento do problema.


Acesse www.centrodemiomas.com.br

10 razões para você largar o cigarro agora














Matéria do Portal IG Delas, com participação da Dra. Maria Cecília Erthal, indica 10 ótimos motivos para mas mulheres pararem de fumar.

Clique aqui para ler

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Pílula anticoncepcional – mitos e verdades















Baseada na administração de hormônios, a pílula diária e outros métodos anticoncepcionais similares atuam “enganando” o organismo, simulando uma gravidez. Dessa forma, os ovários não produzem óvulos e a mulher pode evitar a concepção por um determinado período de tempo. Mas essa quantidade extra de hormônios é motivo de preocupação para muitas delas e, como percebo no consultório, ainda existem muitas dúvidas e confusões envolvendo seu uso.

Hoje, os métodos hormonais podem ser encontrados nas mais diversas formas - pílula, anel vaginal, adesivo, injeção. Com dosagens cada vez menores e sem prejudicar sua eficácia, os produtos disponíveis atualmente produzem efeitos colaterais menores e, com isso, a tendência natural foi que a procura por eles aumentasse.

Porém, muitas histórias ainda são inventadas sobre esses métodos anticoncepcionais. O primeiro mito a se desmascarar: não é preciso descansar por um espaço de tempo depois de seis meses, ou um ano, de pílula. Isso é até contra-indicado do ponto de vista fisiológico. Outro, é o de que pílula anticoncepcional pode gerar infertilidade. Após a interrupção dos métodos hormonais, os ciclos ovarianos voltam a assumir o seu antigo padrão cíclico normal. É possível, contudo, que sejam necessários três meses, em média, para que este retorno aconteça.

A verdade é que podem existir, sim, efeitos colaterais, bastante conhecidos das mulheres. Os principais são as cefaléias enxaquecóides, os enjôos, o ganho de peso, a diminuição da libido, a dor na mama, o inchaço e o surgimento de microvarizes. A boa notícia é que com os anticoncepcionais atuais, de baixa dosagem hormonal, os tais efeitos são bem mais raros.

Saiba que o anticoncepcional hormonal não atrapalha a vida fértil e pode ser usado até a menopausa. Vale ressaltar também não só a importância dos métodos que previnem a gravidez, mas também as doenças sexualmente transmissíveis (DST), que a cada dia ameaçam mais homens e mulheres. Por isso, camisinha sempre!

E atenção: alguns remédios como ansiolíticos, antiepiléticos, antidepressivos e alguns antibióticos podem diminuir a eficácia dos métodos hormonais. Consulte sempre um especialista antes de optar por qualquer tipo de método contraceptivo hormonal.


Por Dr. Humberto Tindó
Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Quinta D'Or

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mulheres: digam tchau para a preguiça!
















O Globo Online traz hoje matéria da Agência Reuters sobre estudo da relação entre sedentarismo e risco de morte. Está mais do que comprovado: quem se exercita regularmente vive mais e melhor.
Clique aqui para ler matéria completa de O Globo Online.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Jornada Rede D'Or 2009 traz módulo dedicado à saúde da mulher






















Jornada Rede D'Or, voltada para médicos e estudantes de medicina, acontece este sábado - 22 de agosto - no Rio de Janeiro e traz módulo dedicado exclusivamente à saúde da mulher.

Especialistas da casa e convidados irão discutir temas fundamentais para o bem-estar feminino como os principais avanços em tratamento para miomas e para câncer de mama, a avaliação placentária das grávidas, o diagnóstico de câncer de colo de útero e a infertilidade na mulher.


Para mais informações, acesse: www.rededor.com.br/jornada2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mulheres otimistas vivem mais

Estudo feito nos Estados Unidos garante: mulheres com atitude positiva correm menos risco de desenvolver doença cardíaca e vivem mais. A pesquisa foi feita com quase 100 mil mulheres durante oito anos e concluiu que as otimistas tiveram 9% menos de chance de ter problemas cardíacos e 14% de morrer por qualquer outro tipo de problema de saúde.

Veja mais na página do O Globo Online

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um check-up para cada fase da vida

Matéria do Jornal Hoje (TV Globo) traz informações importantes sobre check-up, para homens e mulheres. A Dra. Olga de Souza, cardiologista e arritmologista do Hospital Copa D'Or, tira dúvidas dos telespectadores ao vivo.

http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1248964-16022,00-HOMENS+E+MULHERES+DEVEM+FAZER+EXAMES+REGULARMENTE.html

Matéria sobre TPM no Globo Online

Matéria de hoje do Globo Online traz a questão que "enlouquece" boa parte das mulheres uma vez por mês: a TPM. Dr. Humberto Tindó, que participou da reportagem, alerta: as mulheres que sofrem muito com as alterações de humor neste período devem procurar ajuda especializada.

Vale a pena conferir:

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2009/07/30/mudancas-acentuadas-de-humor-durante-tpm-podem-indicar-transtornos-de-ansiedade-757038019.asp

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Palestras gratuitas em homenagem ao Dia dos Pais
















CLIQUE AQUI E FAÇA A SUA INSCRIÇÃO

O Centro de Fertilidade da Rede D'Or organiza o Dia dos (Futuros) Papais, com dus palestras em homenagem ao dis deles.

As palestras acontecem no Hospital Barra D’Or, no dia 8 de agosto (sábado), das 10h às 13h e os temas são:

10h - “Fertilidade conjugal”, com a Dra. Maria Cecília Erthal, diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D’Or

11h30 - “Célula-tronco adulta e congelamento do sangue de cordão umbilical”, com a PhD em Ciências Morfológicas, Maria Helena Nicola, PhD em Ciências Morfológicas e coordenadora de Pesquisa & Desenvolvimento da Cryopraxis – Criobiologia.

As vagas são gratuitas e todos os participantes receberão uma entrevista com avaliação e aconselhamento sobre fertilidade, a ser agendada durante o evento.

CLIQUE AQUI E FAÇA A SUA INSCRIÇÃO

Temas abordados:
Causas da infertilidade feminina e masculina;
Técnicas de investigação da fertilidade;
Relação sexual programada;
Inseminação intra-uterina;
Fertilização in vitro;
Injeção intracitoplasmática de espermatozóides;
Congelamento de óvulos e espermatozóides;
Doação de óvulos;Banco de sêmen;
Diagnóstico genético de embriões;
Células-tronco embrionárias – o que são e pesquisas na área;
Células-tronco adultas – o que são, usos atuais e futuros;
Congelamento de sangue de cordão umbilical – como funciona e quais são as vantagens.

Local: Auditório do Hospital Barra D’Or
Endereço: Av. Ayrton Senna, 2541 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro
Tel: 21 2430-3890

Dicas simples para uma gravidez tranquila












• Todas as medicações em uso devem ser avaliadas individualmente pelo médico obstetra e, quando necessário, substituídas por outras mais seguras durante a gestação.

• Principalmente no primeiro e terceiro trimestres, viagens prolongadas devem ser evitadas, contudo, se necessárias, deve-se consultar o especialista para uma melhor avaliação, caso a caso.

• Levantar peso ou fazer esforços que demandem alterações repentinas do centro de gravidade, como apoiar-se em apenas uma das pernas, deve ser evitado, pois como o corpo ainda não está acostumado com o peso extra, isso pode causar acidentes.

• Os melhores exercícios para as grávidas são aqueles realizados dentro da água. Eles facilitam o retorno venoso pela pressão que o meio exerce sobre o corpo, e, claro, no caso de quedas, o perigo é muito menor.

• Pelo esforço físico exercido e alterações fisiológicas inerentes à gestação, é comum a mulher sentir-se mais sonolenta. Para o bem-estar de mamãe e bebê, o ideal é dormir pelo menos oito horas por dia.

• Procurar um nutricionista para suplementação vitamínica ou de minerais por meio da alimentação pode ser uma ótima opção.

• A drenagem linfática também pode ser útil para a gestante, trazendo mais conforto durante esse período, pois melhora a circulação venosa.

Por Dra. Maria Cecília Erthal
Coordenadora de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Barra D'Or

Guia do pré-natal - lista de exames












Para as grávidas e futuras mamães, essa é a lista de exames que monitoram a gestação e o desenvolvimento do bebê e deve ser seguida por todas. Além destes, em cada visita ao médico, também são observados peso, pressão arterial e altura do útero.

Mês 1 - Tipagem de sangue ABO e Rh; hemograma; e testes para diabetes, sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus, rubéola, hepatites, herpes, HIV 1 e 2, e urina.

Mês 2 - Ultrassonografia transvaginal – Feita bem no início da gestação, entre a 6ª e a 8ª semana, verifica a possibilidade de gestação múltipla e se o embrião está bem implantado no útero. É a melhor ultrassonografia para estabelecer idade gestacional.

Mês 3 - Ultrassom – Feito entre a 11ª a 13ª semana para investigação de marcadores que sinalizem para alterações genéticas, tais como translucência nucal, osso nasal e ducto venoso.

Mês 4 – Amniocentese e biópsia de vilocorial – Podem ser indicados para gestantes acima dos 35 anos, ou que tenham histórico familiar de doenças cromossômicas.

Mês 5 – Ultrassom morfológico – Com ele é possível visualizar o feto detalhadamente; ecocardiografia fetal – Para investigação de problemas cardíacos congênitos.

Mês 6 – Exame de sobrecarga de glicose (GPD) – Exame solicitado para avaliar a presença de diabetes gestacional; ultrassom com Doppler – acompanhamento do crescimento e desenvolvimento fetal, assim como da função da placenta.

Meses 7 e 8 - Ultrassonografia – Exame rotineiro, para estimar o peso do bebê, verificar a quantidade de líquido amniótico e o funcionamento da placenta.

Mês 9 – Ultrassonografia – Último exame realizado (normalmente entre a 36ª e a 39ª semanas), para estimar o peso do bebê, a quantidade de líquido amniótico e o funcionamento da placenta, assim como para avaliar o posicionamento do bebê. Pode ser feita junto com a cardiotocografia basal, formando o que os especialistas chamam de perfil biofísico fetal, capaz de avaliar o bem-estar do bebê dentro do útero.

Por Dr. Humberto Tindó
Coordenador de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Quinta D'Or

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Infertilidade feminina - Um problema com causas físicas e comportamentais

A infertilidade ainda é um fantasma que assombra muitos casais. Podemos afirmar que o fator que mais compromete a fertilidade nos dias de hoje é de caráter comportamental. Soou estranho? Mas é verdade! O que acontece é que com o aumento da expectativa de vida, o adiamento do casamento e as pressões do mercado de trabalho, o número de mulheres que deixa para ter o primeiro filho depois dos 35 anos é cada vez maior. Uma em cada cinco mulheres tem a primeira gravidez após essa idade. E mesmo com todas as conquistas da mulher no último século, o famoso “tic-tac” do relógio biológico feminino continua passando no mesmo ritmo. E esse reloginho é impetuoso. A partir dos 30, a chance de gestação espontânea cai de 3% a 5% a cada ano.

Mas calma! Não há motivo para se desesperar. Se a idade é implacável com as mulheres no que diz respeito à fertilidade, a medicina, com seus tratamentos e técnicas, é bem generosa e costuma ter êxito na tarefa de ajudá-las a viver seu tempo e a realizar o sonho da maternidade. Estudos recentes comprovam que cerca de 20% dos casais em todo o mundo são inférteis, porém, 95% dos que recorrem a tratamentos conseguem ter filhos.

As maiores causas de infertilidade feminina são: o avançar da idade, alterações na ovulação, obstrução nas trompas, endometriose e alterações no colo, ou no útero. Mulheres que fumam, consomem bebida alcoólica em demasia, vivem estressadas, ou estão acima do peso são sérias candidatas a ter problemas em sua capacidade reprodutiva.

Algumas doenças ginecológicas também são responsáveis pela dificuldade de engravidar. Miomas, endometriose, doença inflamatória pélvica, distúrbios ovulatórios, doenças da tireóide, doenças do colo uterino são algumas delas. O ideal é tratá-las assim que surgem, pois a resposta ao tratamento é melhor e as seqüelas que podem causar infertilidade, menores. Infelizmente, muitas vezes elas só são descobertas depois de comprometerem a fertilidade feminina, mas ainda assim não há motivo para pânico. A Medicina está preparada – e com cada dia mais casos de sucesso – para ajudar a mulher a ter seus bebês.

As mulheres que devem procurar ajuda nas técnicas de fertilização assistida são aquelas acima dos 30 anos que, com mais de um ano de vida sexual ativa sem anticoncepção, não conseguiram engravidar naturalmente. Além disso, as que estão acima dos 40 e, depois de seis meses nas mesmas condições, ainda não estão grávidas, também precisam buscar orientação de um especialista. É importante ter em mente também que, a partir dos 40, aumentam os riscos de anomalias cromossômicas (alterações genéticas), sendo a síndrome de Down a mais conhecida. Nessa idade, também por causa dessas alterações, as taxas de abortamento costumam ser maiores.

Se você está dentro de uma dessas duas descrições, é importante encontrar um médico em quem confie para submeter-se a um dos tipos de fertilização assistida. As opções mais comuns são: relação sexual programada, inseminação intra-uterina, fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozóides. Mas há ainda outras possibilidades, como o congelamento de óvulos e espermatozóides, a doação de óvulos, o banco de sêmen e o diagnóstico genético de embriões.


Por Dra. Maria Cecília Erthal
Ginecologista e Obstetra - Diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D'Or

Clique aqui e ouça a Dra. Maria Cecília Erthal falando sobre infertilidade feminina


"Optei pelo tratamento com ExAblate porque pretendo engravidar" - Depoimento de paciente tratada com ExAblate

Último depoimento da semana. Espero que as histórias delas deem esperança para outras mulheres que procuram tratamento para seus miomas.

"Há cerca de um ano e meio descobri que tinha miomas fazendo uma ultrassonografia transvaginal. Fiquei surpresa porque não tinha qualquer sintoma.

A minha ginecologista na época não conhecia o tratamento com o ExAblate. Mas ela me desaconselhou a cirurgia convencional por causa do tamanho da cicatriz que ficaria no meu útero e sugeriu que eu procurasse um tratamento alternativo. Fiz fitoterapia com meu acupunturista por três meses, que nada adiantou. Foi na minha segunda transvaginal no Labs D’Or que fiquei sabendo que o Hospital Barra D’Or tinha algo novo, e aí comecei minha pesquisa.

Optei pelo tratamento com ExAblate porque entendi que era minha única opção, já que pretendo engravidar. De acordo com a minha ginecologista, na época, se o mioma não regredisse, ele seria mais um problema que eu teria que enfrentar durante uma futura gestação.

O procedimento foi bastante simples. Estive algumas vezes no Centro de Diagnóstico e Tratamento de Miomas conversando com a Dra. Fernanda Chagas e sua equipe. Eles avaliaram meus exames e me pediram outros, até que concluíram que meu caso seria perfeito para a cirurgia com o ExAblate. Me explicaram todo o procedimento e tiraram minhas dúvidas.

No dia da cirurgia, tomei contraste, um sedativo leve e fiquei por aproximadamente cinco horas dentro do aparelho de ressonância magnética, com o anestesista ao meu lado. Enquanto isto, a Dra. Fernanda com outro médico operavam o aparelho de ultrassom junto com o de ressonância. Foi um procedimento interativo. A cada "bombardeio" no mioma ela perguntava se estava tudo bem, se senti alguma dor e se poderia prosseguir.

A recuperação foi tranquila e já nem me lembro muito. Acho que fiquei dois dias de repouso. Isso já faz um ano e depois continuei não tendo sintoma. A minha preocupação sempre foi preservar meu útero para uma futura gravidez."

Elaine Nacif Cury, 36 anos, produtora cultural


Por Dra. Fernanda Chagas
Radiologista do Centro de Diagnóstico e Tratamento de Miomas da Rede D'Or
www.rededor.com.br/cdtm

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Distúrbios da tireóide














A tireóide é uma glândula muito importante para o bom funcionamento do corpo. Localizada, na região anterior do pescoço, secreta os hormônios: T3 total e livre (triiodotironina) e T4 total e livre (tetraiodotironina), que estimulam o crescimento e desenvolvimento do organismo, além de controlar várias funções como a produção de energia e calor, além de um terceiro hormônio, chamado calcitonina, muito importante na regulação do metabolismo do cálcio.

O funcionamento da tireóide depende do equilíbrio desses hormônios e do TSH (hormônio tireoestimulante), produzido pela hipófise, outra glândula endócrina. Existem vários distúrbios da tireóide, mas os mais comuns são o hipotireoidismo (baixa ou nenhuma produção de hormônios) e o hipertireoidismo (produção exagerada de hormônios), sendo que as mulheres são mais atingidas do que nos homens.

O hipo e o hipertereoidismo podem ocorrer tanto em recém nascidos e crianças, quanto em adultos e suas causas são diversas. O hipotireiodismo é caracterizado pelos seguintes sintomas: pele seca e áspera; lentidão; edema (inchaço) das pálpebras; sensação de frio; pele fria; língua grossa; déficit de memória; cabelos ásperos; constipação intestinal; ganho de peso; queda de cabelos; edema corporal ou de membros inferiores; rouquidão; aumento do fluxo menstrual; anemia; palpitações; dor precordial; nervosismo; tonturas; e aumento das gorduras no sangue (colesterol e triglicerídeos). Em crianças, pode causar déficit de crescimento.

O hipertireoidismo, por sua vez, pode apresentar as seguintes manifestações: taquicardia; bócio (aumento do volume da tireóide); tremor nas mãos; pele quente e úmida; alterações nos olhos; arritmia cardíaca; nervosismo; sudorese excessiva; aumento do calor; fadiga; perda de peso; falta de ar; aumento do apetite; aumento da frequência de evacuações; e distúrbios menstruais.

É importante saber que os médicos aconselham, no caso do hipotireoidismo, além de pessoas diante dos sinais e sintomas descritos anteriormente, o rastreamento de pacientes nos seguintes casos: acima de 60 anos (sobretudo mulheres); com presença de bócio; história de radioterapia para cabeça e pescoço; pessoas que tenham feito cirurgia prévia na tireóide; com histórico de doença auto-imune tireoidiana na família; com colesterol elevado; faça uso de lítio e amiodarona; e mulheres em gestação.

Já para o hipertireoidismo, a investigação pode ser feita em qualquer idade, desde que o paciente apresente alguns dos sintomas, ou em caso de presença de bócio e diante de historia familiar, mesmo que sem sintomas.

O diagnóstico é feito pelo endocrinologista, primeiramente por meio de exame físico, avaliação dos sintomas relatados e pela história pessoal e familiar. Além disso, podem ser solicitados também exames de laboratoriais e radiológicos que confirmem o diagnóstico. Se você percebe que algo na sua saúde não vai bem e possui uma combinação dos problemas elencados acima, vale a pena procurar um especialista para investigação e tratamento adequado.


Por Dra. Vera Cuoco
Endocrionologista da Rede D'Or


Clique no ícone e ouça a Dra. Vera Cuoco falando sobre os distúrbios da tireóide




"Minha ginecologista não conhecia bem a técnica; mesmo assim resolvi tentar" - História de paciente tratada com ExAblate

"Descobri que tinham miomas em 1995, com um exame de ultrassonografia de rotina. Durante alguns anos não tive sintomas, mas com o tempo o mioma foi crescendo demais e minha médica ginecologista optou por fazer uma cirurgia, devido ao tamanho, pois já estava pressionando o útero.

Como trabalho no Labs D’Or, recebi o folder sobre o ExAblate e me interessei, apesar de não pretender engravidar. Minha ginecologista me disse que não conhecia bem a técnica, já que era bastante nova e ainda não tinha muitas informações sobre o procedimento. Mesmo assim, resolvi tentar.

A realização do tratamento foi tranquila e a recuperação muito boa. Tratei-me em dezembro de 2008 e estou me sentindo bem, porém, meu fluxo aumentou e estamos acompanhando."

Roseny Rosa da Fonseca Silva, 46 anos, supervisora de laboratório

Por Dra. Fernanda Chagas
Radiologista do Centro de Diagnóstico e Tratamento de Miomas da Rede D'Or
www.rededor.com.br/cdtm

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cólicas menstruais: você não precisa sofrer com elas

Doloridas e desagradáveis, as cólicas acompanham o ciclo menstrual da maioria das mulheres. Cerca de 65% das brasileiras declaram sentir cólicas regularmente. Em média 30% das que afirmam sofrer deste incômodo chegam a perder pelo menos um dia de trabalho por mês devido à incapacidade gerada pela dor.

As cólicas são resultado da contração involuntária dos músculos uterinos. Elas acontecem porque, durante a menstruação, o organismo faz com que o útero se contraia para evitar uma perda muito grande de sangue, resultado da eliminação do endométrio; camada interna do útero que foi preparada durante o ciclo menstrual para receber uma possível gravidez e não tendo acontecido a fecundação, é expelido. Geralmente, as dores passam com analgésicos leves ou com o fim da menstruação, e desde que não interfiram na rotina da mulher, podem ser consideradas normais.

Mas se essas dores forem excessivas ou aumentarem de intensidade repentinamente, é preciso tomar cuidado! Ainda mais se elas vierem acompanhadas de sintomas como enjôos, diarréia, desmaios ou queda de pressão. Tudo isso pode ser indício de doenças ginecológicas, como miomas, infecções e tumores, problemas que, se não tratados, podem piorar e resultar na infertilidade da mulher.

O alívio, no entanto, pode estar mais próximo do que se imagina. Quem sofre com o problema deve saber que, em todos os casos, já é possível prevenir e tratar as cólicas menstruais. Basta procurar um especialista, que, primeiramente, avaliará se não há outras doenças relacionadas à causa da dor. Descartada essa hipótese, dependendo do quadro clínico da paciente, é possível escolher entre duas novas opções terapêuticas, com aproximadamente 90% de eficácia. A primeira delas é evitar a ovulação, com o uso de anticoncepcionais hormonais tomados, preferencialmente, sem interrupção; e a segunda é amenizar a ação das prostaglandinas, uma espécie de hormônio que fazem parte da composição dos lipídeos, responsáveis pela contração do útero, por meio de antiinflamatórios não-esteróides.

Além dos tratamentos indicados pelos médicos, as mulheres que sofrem com as cólicas também podem contar com a ajuda de tratamentos não-medicamentosos, conhecidos também como tratamentos alternativos, para amenizar as dores. Uma boa opção é a acupuntura, que aumenta os níveis de serotonina e relaxa os músculos uterinos, diminuindo a dor. Isso sem falar naquelas técnicas que nossas avós sempre recomendavam e que surtem efeitos parecidos, como aplicar uma bolsa de água quente sobre o ventre e a prática de massagens no local.


Assim, é possível perceber que, com tantos tratamentos eficientes, não é difícil se livrar das cólicas. Mas é fundamental ter em mente que a prevenção ainda é o melhor caminho para atingir esse objetivo. Por isso, além de procurar seguir uma alimentação leve e balanceada durante o período menstrual, vale a pena investir na prática de atividade física, tanto antes quanto durante a menstruação, pois o exercício aumenta a circulação sanguínea, inclusive no útero, o que ajuda a melhorar as dores.

Por Dr. Humberto Tindó
Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Quinta D'Or

Clique no ícone e ouça o Dr. Humberto Tindó falando sobre a cólicas menstruais



"Optei pelo tratamento por ser mais seguro e não ter corte" - Caso de paciente tratada com ExAblate

"Descobri que tinha mioma a partir de um exame de ultrassonografia transvaginal. Meu primeiro indício foi o sangramento intenso, com coágulos enormes. Mas, os sintomas foram piorando com o tempo. O período menstrual foi aumentando de cinco para oito dias, depois dez... Durante o período, eu tinha dores nas pernas, pressão na bexiga para urinar constante. A minha rotina de trabalho, atividade física e social estava muito alterada e prejudicada.

O único procedimento que me foi indicado foi o cirúrgico. Quando eu estava à procura de um cirurgião que fizesse por videolaparoscopia, uma amiga recebeu um folder do Hospital Barra D’Or, informando do tratamento com o ExAlate e me mostrou. Eu procurei mais informações com uma médica da Rede.

Optei por esse tratamento porque ser mais seguro e não ter corte, não necessitar de internação e nem de anestesia, mesmo não pretendendo mais engravidar, pois já tenho dois filhos. Além disso, confiei nas informações recebidas no Hospital Barra D’Or pela equipe do Centro de Diagnóstico e Tratamento de Miomas.

Durante o tratamento em si, após a sedação, não senti nada, apesar da coluna lombar incomodar um pouco, devido à posição. Após o tratamento, fiquei com cólica e tomei um analgésico, já no dia seguinte, a área ficou um pouco dolorida, mas não precisei tomar nenhuma medicação e no terceiro dia já estava trabalhando.

O tratamento foi em agosto de 2007. A maioria dos sintomas sumiu, só permanecendo alguns coágulos durante dois dias do período menstrual. O último exame de controle que fiz foi em agosto de 2008 (ressonância magnética com contraste) e apontou uma grande redução do mioma."

Depoimento de Rosana Helena, 41 anos, servidora pública federal


Por Dra. Fernanda Chagas
Radiologista do Centro de Diagnóstico e Tratamento de Miomas
www.rededor.com.br/cdtm

terça-feira, 30 de junho de 2009

"Realizei meu sonho de ser mãe" - Depoimento de paciente tratada com ExAblate

"Há mais ou menos dois anos, fiz uma ultrassonografia, devido ao grande fluxo menstrual que tinha. Nessa época descobri que tinha miomas. Pesquisei na internet a respeito de tratamentos e, no início, não possuía muitas informações. O que me os médicos me disseram foi que a única opção de tratamento seria a retirada do mioma, através de cirurgia. Até que encontrei um profissional que me indicou o ExAblate. Preferi optar por um procedimento não cirúrgico.

Três meses depois do tratamento, engravidei. Estou grávida de quatro meses!

O tratamento em si foi muito tranquilo, sem problemas e a recuperação, excelente.
Há sete meses realizei o procedimento e me sinto bem, sem sintomas e muito feliz por estar grávida."

Depoimento de Monica, 36 anos, pedagoga


Por Dra. Fernanda Chagas
Radiologista do Centro de Diagnóstico e Tratamento de Miomas da Rede D'Or
www.rededor.com.br/cdtm

"Escolhi a opção não invasiva para preservar meu útero" - História de uma paciente tratada com ExAblate

Esta semana, quis trazer para vocês alguns depoimentos emocionantes de pacientes que trataram seus miomas conosco. São casos bem legais que mostram a experiência dessas mulheres antes e depois do tratamento. Espero que gostem!

"Em 2005, por meio de um exame de ultrassonografia pélvica transvaginal, descobri que havia um mioma subseroso de 40 x 33 mm em meu útero. No início, não tinha sintomas, mas depois comecei a ganhar peso, não menstruar regularmente, sentir desconforto na barriga, suor excessivo e aparecimento de manchas no rosto.

Pelo tamanho do mioma à época, a médica achou por bem não operá-lo e manter o acompanhamento semestral do aumento de tamanho, por meio de exame de ultrassonografia transvaginal. Mas, em 2007, constatou-se a necessidade de intervenção cirúrgica, em virtude de um aumento significativo do volume do mioma e, também, a possibilidade de perda do útero. Fiquei preocupada e fui pesquisar a respeito do assunto na internet, onde encontrei informações sobre o método não invasivo (ultrasssom focalizado e guiado por ressonância magnética), praticado pelo Centro de Diagnóstico e Tratamento de Miomas.

Contatei o Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro, e fui orientada a realizar o exame de ressonância da pelve e encaminhar o laudo, via fax, pois moro em Brasília - DF, para análise e parecer. O parecer foi favorável ao tratamento.

Minhas razões para escolher essa opção não invasiva estavam na preservação do meu útero, uma vez que ainda não sou mãe, bem como ser a recuperação mais rápida que uma cirurgia convencional, exigindo menor afastamento das minhas atividades profissionais.


O tratamento em si foi muito tranquilo e durou mais ou menos umas cinco horas, devido o tamanho do mioma (9 cm). Os profissionais envolvidos foram muito eficientes e competentes, o que me proporcionou tranquilidade e confiança na equipe. Saí do hospital sem sentir nenhuma dor e nem marca na barriga. A recuperação também foi ótima. Alguns dias depois do tratamento, menstruei, proporcionando um grande bem-estar.

Já faz um ano que realizei o tratamento (26 de março de 2008). Estou me sentindo bem melhor, pois voltei a menstruar regularmente. O exame complementar, realizado após seis meses do tratamento, mostrou uma redução de tamanho em torno de quinze por cento. Sinal de que o tratamento foi satisfatório."

Helena Bastos, 46 anos, servidora pública


Por Dra. Fernanda Chagas
Radiologista do Centro de Diagnóstico e Tratamento de Miomas da Rede D'Or
www.rededor.com.br/cdtm

terça-feira, 23 de junho de 2009

Gravidez múltipla e tratamentos de fertilidade












Quem nunca desejou ter um casal de filhos de uma só vez? Apesar de ser o sonho de muitas mulheres, a gravidez de gêmeos pode ser mais arriscada. A possibilidade de prematuridade e complicações de diversos tipos, tanto para mãe quanto para o filho, aumenta proporcionalmente à quantidade de bebês.

A possibilidade de prematuridade e de complicações de diversos tipos, tanto para mãe quanto para o filho, aumenta proporcionalmente à quantidade de bebês no ventre. A mulher que aguarda a chegada de gêmeos, por exemplo, pode ter desde náuseas em excesso, até maior chance de desenvolver eclampsia e diabetes gestacional.

As taxas de gravidez gemelar crescem a cada dia no mundo inteiro com a popularização de tratamentos de reprodução assistida. Por isso, o desafio dos especialistas dessa área é desenvolver técnicas para reduzir as taxas de gravidez múltipla. Na Europa é onde há a maior fiscalização desse tipo de tratamento por parte dos governos e, portanto, as taxas são as melhores do mundo. Lá, o índice de gestação gemelar está inalterado há quatro anos, mantendo-se em 26,4%. Desse número, temos 24,4% de gestação gemelar, 2,0% de gestação trigemelar, e 0,04% de quadri-gemelar.

Buscando alcançar ainda menores taxas, vários centros pelo mundo vêm colocando em prática técnicas mais avançadas de reprodução humana assistida, em que se procura fazer a transferência de poucos embriões, ou de embrião único. O PGD - ou diagnóstico pré-implantacional de embriões - por exemplo, é uma tecnologia para selecionar embriões mais saudáveis que procura melhorar o índice de implantação no útero, possibilitando a transferência de menos embriões a cada tentativa de fertilização.

Em muitos tratamentos de fertilidade são utilizados hormônios para provocar uma hiper estimulação ovariana. Esse processo aumenta a produção de óvulos na mulher. No caso da fertilização in vitro - em que, em cada tentativa, costuma-se implantar no útero mais de um embrião -, a chance de gravidez múltipla é bem maior do que na fertilização natural. Apenas uma em cinco tentativas de fertilização in vitro resulta em gravidez, o que pode levar médicos a implantarem vários embriões de cada vez para ampliar as possibilidades de sucesso. Mas esse procedimento aumenta em muito a chance de multiplicidade de fetos, arriscando a saúde e até a vida dos bebês. Por isso, com o intuito de reduzir a chance de gravidez múltipla, especialistas em fertilidade vêm recorrendo a novas técnicas de análise dos embriões e de gametas.

A questão com a gravidez múltipla é que ela aumenta oss riscos de problemas intra-uterinos, como atraso no crescimento dos fetos e até abortos. Nesses tipos de gestação, é comum as crianças nascerem mais cedo e menores, com alguns dos problemas a que os prematuros estão sujeitos. As complicações mais comuns são: ameaça de aborto, abortos, partos prematuros, crescimento de um dos fetos prejudicado pela presença do outro ocupando espaço, e a síndrome de transfusão sanguínea de um feto para o outro, colocando em risco a vida de um deles.

Já para a gestante de gêmeos, é normal acontecer um excesso de náuseas e vômitos, o que, em alguns casos, pode, inclusive, comprometer seu estado nutricional, levando à perda de peso. Se houver um agravamento do quadro clínico, pode ser até necessário recorrer á internação, se a mulher não consegue recuperar o peso ideal. Além disso, a gestação de gêmeos aumenta a chance de hipertensão arterial materna, de pré-eclâmpsia, eclampsia, síndrome de HELLP e diabetes gestacional.


E, por fim, na gravidez múltipla existe indicação para cesariana, procedimento no qual ocorre os riscos inerentes a qualquer cirurgia. Por isso, por mais linda quês seja a gravidez de gêmeos, a mulher precisa ter em mente que sua saúde e dos bebês demanda muita atenção. Assim, o acompanhamento pré-natal e o os cuidados com a gestante que carrega mais de uma criança devem ser redobrados.


Por Dra. Maria Cecília Erthal
Ginecologista e Obstetra, Diretora clínica do Centro de Fertilidade da Rede D'Or

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Qual o melhor tipo de parto?











Muitas são as decisões e providencias que um casal que aguarda a chegada de um filho precisa tomar. Talvez, uma das mais importantes delas, durante esse período de nove meses de espera, seja a opção pelo tipo de parto que irá trazer a criança ao mundo. Essa decisão é tão importante e tão séria, que acaba sendo motivo de muitas dúvidas e preocupações.

A polêmica em torno de qual o melhor tipo de parto, se o parto normal ou a cesárea, e ainda, as dúvidas sobre métodos mais modernos são grandes questionamentos para casais que esperam um bebê.

O primeiro passo dos futuros papais deve ser entender que muitos são os fatores a serem analisados, e que, nem sempre, são uma questão de escolha. Em determinadas situações, realizar um tipo de parto, ao invés do outro, representa segurança para mãe e filho.

As condições físicas e psicológicas da mãe, o conforto para ela e o bebê, as complicações que podem acontecer por conta do uso da anestesia e a recuperação pós-parto... todos esses pontos devem ser considerados.

O importante é trazer o bebê com o máximo de segurança ao mundo. Para isso, a orientação médica no esclarecimento e avaliação de todos os métodos é fundamental. Sob a orientação clara do especialista e tomando uma decisão consciente, a futura mamãe vai se sentir mais segura e confiante, o que ajuda bastante para a realização de um parto com sucesso. Também, a assistência de uma boa e completa equipe médica, uma boa maternidade, com UTI neonatal e todo aparato disponível para resolver qualquer problema que possa surgir é algo indispensável.

Então, sabendo de todos esses fatores, é hora de conhecer um pouco mais sobre todos os métodos de parto possíveis, para fazer uma escolha segura e adequada.

Parto normal - É o método mais aconselhado pelos médicos. Isso porque o parto normal ocorre mais tranquilamente e os riscos de infecções, abscessos e acidentes anestésicos são bem menores do que a cesariana. Além disso, a recuperação no pós-parto é muito mais rápida e a mulher pode voltar logo às suas atividades. Ele exige que a mãe se prepare desde o pré-natal, porque nesse tipo de parto ela participa ativamente, fazendo força para ajudar no nascimento. É necessário que a mãe apresente, quando chegada a hora do nascimento, contrações e dilatação do colo do útero adequadas. Além de estar em boas condições de saúde e apta para este procedimento, a prática de exercícios de respiração ao longo da gravidez pode ajudar o bebê a ser expulso mais rapidamente. Além disso, é comum o médico fazer um corte em um dos lados da vagina (episiotomia) para auxiliar no processo de expulsão.

Cesárea – Essa, apesar de ser totalmente cirúrgica, é a modalidade preferida pelas gestantes – até 90% dos partos realizados nas maternidades brasileiras são cesarianas. Porém, a cesárea é criticada por alguns médicos porque pode trazer consequências para o bebê, como dificuldades respiratórias, ou resultar em infecção hospitalar. Mas a rapidez do parto – cerca de meia hora - e o uso da anestesia, que diminui as dores, fazem com que ela seja a mais popular. Na cesárea, a mãe é anestesiada e fica deitada de costas. Ela participa menos do parto, já que uma cobertura é colocada entre a barriga e as pernas. O bebê é extraído através de um corte de 15 a 20 centímetros e, após várias camadas, o médico atinge o útero. Um auxiliar empurra a barriga para cima, para facilitar a saída do bebê pela abertura feita pelo médico. Assim que o bebê sai, é apresentado à mãe e levado para a sala de pediatria neonatal.

Parto com fórceps – O parto com fórceps alto é uma técnica antiquada e era comumente aplicada a partos feitos com cesariana. O fórceps alto é um instrumento em forma de duas colheres metálicas, utilizado em momentos complicados do parto, com o objetivo de puxar o bebê que está com dificuldade no período expulsivo. Por se tratar de um procedimento traumático, está praticamente abandonado. Hoje, o mais usado é o fórceps de alívio, que trás o bebê quando ele já está mais baixo no canal de parto – ainda assim só em casos onde não há outra solução. A utilização é mais indicada para bebês com pneumopatias ou cardiopatias, entre outros problemas de saúde.

Parto Leboyer – Criado por um médico francês, esse tipo de parto é parecido com o parto normal, com a diferença de que, por meio de técnicas – como uso de trilha sonora e baixa quantidade de luz - busca transformar a sala de parto em um ambiente menos frio mais tranquilo. O pai, ao invés de ficar do lado de fora assistindo, também pode participar.

Parto na água – Esse tipo de parto é pouco praticado no Brasil, já que não é muito convencional. É realizado em uma banheira confortável de água quente e tem o intuito de relaxar a mamãe, para que o parto seja mais fácil e tranquilo. Nem sempre essa prática é uma boa opção. O bebê pode aspirar água para o pulmão, o que pode levar a sérias complicações respiratórias para ele.

Parto de cócoras – É inspirado no parto indígena, mas sem precisar ficar no chão da maternidade. Para expulsar o bebê, a mulher fica de cócoras, acomodada em uma cadeira especial. O diferencial é que a gravidade ajuda na saída da criança, diminuindo as dores e uma grande vantagem é que, por conta de uma maior liberdade de movimento, a compressão de alguns vasos sangüíneos é menor do que em partos realizados com a mulher deitada.

Parto natural – Embora represente um risco bastante grande para mamãe e bebê, há pessoas que ainda preferem ter neném à moda antiga, parindo em casa, sem anestesia, ou intervenção médica. As chances de complicações e infecções são grandes, assim como os de paralisia cerebral e morte fetal. Essa prática não é recomendável, já que apesar do conforto da própria casa, são muitos os riscos desnecessários envolvidos.

Anestesia e pós-parto

Além dos tipos de parto possíveis, esses dois aspectos costumam permear a cabeça de papais e mamães.

Normalmente, a mãe pode escolher qual anestesia quer tomar. No parto normal, ela pode optar entre a peridural e a local. Já na cesárea, a escolha fica entre a peridural e a raquianestesia com agulha fina. Todo procedimento que faz a utilização de anestesia pode trazer complicações. Quanto maior a dose, como nas cesarianas, maior o risco. Cefaléia, diminuição da pressão arterial e da atividade uterina e, em casos mais sérios, dificuldades como taquicardias ou paradas cardio-respiratórias são algumas das dificuldades que podem ocorrer.

O pós-parto em geral costuma ser tranquilo para todos os casos, já que o corpo da mulher é preparado para a gestação e para este período após o parto. Mas é claro que as complicações podem ocorrer. A cesárea exige mais cuidados e costuma reter a mulher por mais tempo no hospital, aguardando uma recuperação mais segura. Enquanto mães que fizeram partos sem cirurgia saem do hospital em até 24 horas, as que realizaram a cirurgia precisam de pelo menos 48 horas de observação. As atividades físicas de quem fez parto normal podem ser retomadas em duas semanas, enquanto quem passou pela cesariana precisa esperar um mês.

Se você ainda está em dúvida sobre a melhor opção, não hesite em expor ao seu médico. Ele é a pessoa mais indicada para esclarecer todos os riscos, vantagens e necessidades da sua gestação.


Por Dra. Maria Cecília Erthal
Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Barra D'Or

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Casais HIV sorodiscordantes












Hoje abordaremos um tema delicado: como tornar possível a gravidez de um casal HIV sorodiscordante sem que o bebê seja contaminado pelo vírus. Esses casais são aqueles em que um parceiro é soropositivo e o outro, soronegativo.

Trata-se de um assunto muito importante porque a maior parte dos 40 milhões de pessoas infectadas pelo vírus do HIV é composta de adultos heterossexuais em idade reprodutiva, uma vez que a relação sexual desprotegida é a principal via de contaminação tanto para homem, como para a mulher.

Até algum tempo atrás, descobrir que se era positivo para o vírus HIV era quase uma sentença de morte. Mas, com o grande progresso das terapias anti-virais, boa parte das pessoas contaminadas pelo vírus não chega a manifestar a síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA ou AIDS) provocada por ele. Felizmente, hoje, essas pessoas podem manter seu ritmo de vida normal, tornando possível seguir com os planos e sonhar com a ideia de constituir uma família.


Um casal HIV sorodiscordante pode, sim, ter um bebê sem o vírus HIV. Isso é possível porque, na verdade, não é o espermatozoide que contem o vírus, mas as outras células presentes no sêmen. Assim, a reprodução assistida pode tornar o sonho da maternidade possível por meio das técnicas de inseminação intra-uterina e fertilização in vitro. Nessas técnicas, é feita a seleção dos espermatozóides com maior chance de fertilização, bem como o isolamento das demais células presentes no sêmen, principal fonte de contaminação na relação sexual sem proteção.

São procedimentos já feitos há muitos anos em várias clínicas da Europa, que realizam tratamentos para obtenção da gravidez em casais cuja mulher é HIV-negativo e o homem, HIV-positivo, sem qualquer registro de casos de contaminação das mulheres ou dos bebês. A gravidez sem risco ao bebê também é possível nos casos em que a futura mamãe é HIV-positivo. Para isso, existem critérios médicos e laboratoriais que permitem a liberação da mulher para gravidez.

Em qualquer situação, no entanto, estejam infectados ambos ou apenas um dos parceiros, é preciso ter em mente que a gravidez deve ser sempre um trabalho conjunto do médico infectologista, do especialista em reprodução assistida e do casal que tanto deseja conceber.

Por Dra. Maria Cecília Erthal
Ginecologista e obstetra, diretora clínica do Centro de Fertilidade da Rede D'Or

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Cuidados para ter uma gestação saudável











A gestação é um período repleto de expectativas na vida da mulher. Muitas são as dúvidas que surgem, principalmente do que deve ou não ser feito nesse momento tão especial que é a espera por um filho. Ter um estilo de vida saudável é fundamental durante a gestação, já que tudo que a gestante faz tem efeito direto no bebê, com consequências que podem afetar toda a vida da criança. Por isso, a futura mamãe tem que estar atenta às suas atitudes, para incorporar à sua rotina hábitos saudáveis e abandonar os que podem prejudicar a gestação.

Já diz o velho ditado que gravidez não é doença! Se a mulher está apresentando uma gravidez normal e não de risco, ela pode seguir com suas atividades usuais, sem necessariamente privar-se de alguma coisa. Claro que os cuidados devem existir, as tarefas devem ser moderadas, mas ela pode seguir com sua rotina normal de vida.

As atividades físicas são fundamentais para a mulher em gestação. Além de ajudarem no combate à ansiedade, ajudam também no controle de peso que as gestantes costumam ter ao longo dos nove meses. E as melhores atividades físicas para as grávidas são aquelas realizadas dentro da água. Elas facilitam o retorno venoso pela pressão que a água exerce sobre o corpo, e, claro, no caso de quedas, o perigo é muito menor.

Assim como os exercícios físicos, a alimentação também é um item importante na lista de toda grávida que quer passar saudável pelos nove meses. Um nutricionista pode ajudar, desenvolvendo uma dieta rica nos nutrientes que ela precisa.

Na fase de gestação, a mulher deve ter consciência de que vai passa por alterações fisiológicas e essas mudanças também levam a diferentes necessidades e cuidados que ela deve ter. O trabalho que a mulher desempenha, por exemplo, deve ser avaliado pelo médico obstetra a fim de se assegurar que ela pode exercê-lo sem problemas. Pela legislação vigente no país, caso seja detectado, pelo médico, risco para a gestante, a opção é solicitar alteração da função exercida, ou, até mesmo, indicar que ela fique de licença até a chegada do bebê.

Grande também é a polêmica em torno de uma vida sexual constante durante a gestação. O sexo nesse período não é contra-indicado, levando-se em conta casos onde exista contra-indicação específica pelo médico obstetra. É muito importante para a mulher, já que faz bem à auto-estima e toda relação de carinho é fundamental para o bem-estar da mamãe e do bebê.

Os maus hábitos sim, esses devem ser evitados a todo custo. A gestante que fuma, precisa já parar com o cigarro, pois além de prejudicar a sua saúde – e a de todos que estão ao seu redor, este vício pode influenciar no peso e altura do bebê, gerando crianças abaixo das medidas ideais e ocasionando má formação do feto. A ingestão de bebida alcoólica é outro hábito prejudicial e não indicado para as gestantes. A nicotina e o álcool atravessam a barreira placentária. O álcool, inclusive, pode levar a má formações fetais, e ambos acarretam crise de abstinência pós parto nos bebês.

Embora pareça ser difícil abandonar esses maus hábitos, há boas formas de substituí-los por outros mais saudáveis. Para reduzir a ansiedade depois de largar o cigarro, exercícios físicos são a melhor alternativa, desde que sob orientação médica. Outra ótima opção é experimentar novos sabores. Vale provar sucos de frutas diferentes, experimentar comidas. Adotar novos hobbies e tudo mais que distraia a atenção desses maus hábitos.

Por Dra. Maria Cecília Erthal
Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Barra D'Or

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Diabetes gestacional e pré-eclâmpsia












Durante os nove meses de gestação, a mulher deve estar sempre atenta à sua saúde e à do bebê. Alimentação adequada, exercícios moderados e alguns cuidados são muito importantes para que esse período seja de felicidade e bem-estar. Além disso, entender algumas condições que podem ameaçar a saúde é fundamental para garantir uma gravidez saudável.

Duas doenças bastante graves podem aparecer nesse período e ameaçar a gravidez: o diabetes gestacional e a pré-eclampsia. Certamente, as mulheres que realizam um pré-natal bem orientadas por seus médicos já ouviram bastante falar de ambas. Porém, ter informação nunca é demais, especialmente porque a manifestação desses problemas tem muito a ver com o estilo de vida que se escolhe levar nesse período.

O diabetes gestacional é a alteração das taxas de glicose (açúcar) no sangue que surge, ou é identificado, pela primeira vez durante a gravidez e pode persistir ou desaparecer depois do parto. Como o diabetes do tipo 2, acredita-se que essa doença seja resultado de uma resistência exagerada à ação de insulina. Ainda não se sabe a causa exata, mas sim que a gestante naturalmente já tem uma tendência a desenvolver certa resistência e um conjunto de fatores de risco podem expor a mulher a maiores chances de desenvolver o diabetes.

Por exemplo: se a futura mamãe tem mais de 25 anos, é obesa, ou ganha muito peso durante a gestação, especialmente com concentração de gordura na região do tronco, é preciso estar atenta. Suas chances de desenvolver o diabetes gestacional aumentam muito. Da mesma forma, se ela tiver história familiar de diabetes, é preciso redobrar os cuidados. Outro fator que pode levar ao desenvolvimento da doença é o crescimento excessivo do feto e doenças como hipertensão e pré-eclâmpsia, que explicarei melhor, em seguida.

Ter atenção às gestações anteriores também é super importante. Se a mãe tiver gerado bebês com excesso de peso, ou já tiver desenvolvido a doença anteriormente, é possível que isso venha a se repetir em gestações futuras. Problemas obstétricos como morte fetal, ou neonatal também indicam mais cuidado com a gravidez atual.

Durante a gravidez, o corpo da mulher (mais especificamente, a placenta) produz hormônios importantes para o desenvolvimento do bebê. Estes aumentam a sua resistência à ação da insulina. Por isso, especificamente a partir da 24ª semana de gestação, é importante que a mamãe faça exames que verifiquem a possibilidade de desenvolvimento da doença. E nessa altura que as taxas hormonais ficam mais elevadas e o diabetes gestacional costuma surgir. O mais grave é que mulheres que passam pelo problema durante a gravidez, costumam ter mais chances de desenvolver o diabetes do tipo 2 depois de ter o bebê.

O tratamento inicial costuma ser dieta alimentar elaborada por uma nutricionista, exercícios físicos sob orientação e acompanhamento médico regular. No caso do diabetes, é preciso também cuidado rígido com as taxas de glicose e, em alguns episódios, a aplicação de insulina.

E mais: com o aparecimento do diabetes, é possível que ocorra também o desenvolvimento da pré-eclampsia, também conhecida como toxemia. Na prática, para a gestante, a pré-eclâmpsia se manifesta como aumento de pressão arterial (hipertensão) e inchaço por retenção de líquidos (edema). Não é preciso alarde, porque a doença pode ser evitada e controlada. Só que, se não diagnosticada rapidamente, a pré-eclâmpsia pode evoluir para um quadro de eclampsia, levando a convulsões, coma e, em alguns casos, também pode ser fatal.

Cerca de 10% das grávidas chegam a apresentar quadros de pré-eclâmpsia, na maiora das vezes, de forma leve e, costumeiramente, na segunda metade da gestação. A ameaça para o bebê é que ela porque pode diminuir o fluxo de sangue para a placenta. Se a mãe tem problemas de pressão alta, casos de hipertensão na família, as chances de apresentá-la aumentam. Da mesma forma, as mamães de primeira viagem também costumam estar mais expostas ao problema.

Além de uma boa alimentação antes e durante a gravidez, não existe uma forma de prevenir a doença. Contudo, com um bom pré-natal e realizando os exames indicados pelo médico, a gestante consegue detectar o problema ainda no início e pode seguir o tratamento correto, sem maiores riscos para ela ou o bebê. O tratamento indicado é, em geral, repouso e ingestão de pouco sal. Em casos mais graves, o médico também pode indicar internação hospitalar e antecipação do parto.

Para não correr riscos desnecessários, toda a mulher deve ter consciência de que o momento da gravidez é especial e demanda cuidados. Assim, manter o acompanhamento pré-natal regular e ter a seu lado um médico de confiança é indispensável. Se você vai ser mãe, converse bastante com seu médico a respeito desses problemas, pois, estando informada, você pode ter uma gravidez tranquila e garantir muita saúde para você e seu bebê!


Por Dra. Maria Cecília Erthal
Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Barra D'Or

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Estria tem tratamento











Grande vilã da vaidade feminina, a estria é um tipo de lesão na pele que incomoda e constrange muitas mulheres. Todo esse pavor se deve ao fato de que elas causam marcas bastante visíveis na pele e são de difícil tratamento; quase que encaradas como marcas para toda a vida.

Apesar de comum também em homens - principalmente no chamado “estirão”, quando os meninos crescem mais rápido do que a pele consegue se adaptar, ou então, em casos de obesidade ou hipertrofia muscular - são as mulheres as mais atingidas pelo problema.

As estrias acontecem quando há uma tensão, um estiramento exagerado na pele, seja por aumento de gordura na região ou do volume muscular, enquanto as fibras locais ainda estão em formação. Ou seja, a pele local não consegue acompanhar o volume de massa de um determinado local do corpo, já que suas fibras elásticas ainda estão se desenvolvendo.

No local onde aparece a estria, há um afinamento da pele, causando o rompimento das fibras elásticas. É esse rompimento que causa na pele o aspecto semelhante a pequenos sulcos, que primeiro são avermelhados, e depois vão se tornando esbranquiçados.

As regiões mais comuns e vulneráveis ao aparecimento de estrias são as laterais das nádegas, coxas, barriga e mamas, que têm uma concentração maior de tecido adiposo.

Há duas fases da vida da mulher quando é maior a tendência ao seu aparecimento: a adolescência e durante a gravidez. No primeiro caso, as estrias surgem mais nas mamas e na parte interna e externa das coxas, regiões que se desenvolvem quando a menina está passando da infância para a puberdade. Já durante a gravidez, as estrias atacam a barriga da futura mamãe e as mamas, que aumentam por conta dos hormônios e produção de leite materno.

Além disso, é comum também o aparecimento de estrias em pessoas que fazem uso de alguns medicamentos, como os corticosteróides, por exemplo. Quando utilizado de maneira sistêmica, ou até mesmo o uso tópico pode causar o aparecimento dessas lesões tão indesejáveis.

Para prevenir as estrias, é recomendável que se evite ganho e perda constante de peso, exageros no desenvolvimento muscular nas academias e o sobrepeso, sobretudo na gravidez. Dieta saudável e prática regular de exercícios aliadas a uma constante hidratação da pele são outras medidas nesse combate. O tratamento clínico deve ser feito por um dermatologista e os melhores resultados são alcançados quando elas ainda estão avermelhadas. Atualmente, existem alguns procedimentos cirúrgicos e aplicação de certos tipos de laser que podem render ótimos resultados.

O ideal é sempre a prevenção. Mas se as estrias já apareceram, não se desespere. Há sim solução para amenizar as marcas. Alguns tratamentos como peelings, aplicação de ácidos, como, por exemplo, o retinóico, e algumas outras técnicas disponíveis no mercado têm trazido resultado satisfatório a muitas mulheres. Mas muito cuidado... Nada de tentar fórmulas milagrosas. Procure um médico especializado. Só ele poderá dizer como tratar o problema e garantir sua segurança e bons resultados.

Por Dr. Sergio Serpa
Dermatologista do Hospital Copa D'Or

Clique no ícone e ouça o Dr. Sergio Serpa falando sobre as estrias


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Quem tem medo da celulite?












A celulite é um mal que atinge principalmente o corpo feminino. Para muitas mulheres, ela é a inimiga número um do biquini e da minissaia. Os furinhos são resultado da degeneração do tecido adiposo de algumas regiões da pele com maior concentração de gordura, fruto de alterações na nutrição dessas áreas.

Muitos são os fatores que provocam os distúrbios na nutrição da pele, mas, aparentemente, a predisposição genética é o principal. Além dela, também são apontados como motivos as alterações hormonais, o uso de anticoncepcionais e o sedentarismo. Isso sem falar, é claro, na alimentação desregrada, com a ingestão de muita gordura, açúcar e sal; e de álcool, que favorece a formação de gordura e, consequentemente, o aparecimento de celulite.

Se você, como nove entre dez mulheres em todo o mundo, também sofre com a celulite, não precisa se desesperar: já existem, hoje, algumas drogas e tratamentos capazes de melhorar bastante o aspecto da pele, como a carboxiterapia, a mesoterapia e a drenagem linfática.

Mas embora esses tratamentos sejam bastante eficazes no combate às celulites, é importante lembrarmos que ainda não há comprovação de que seu efeito seja superior à manutenção de hábitos saudáveis de vida. Por isso, melhor do que apelar para os tratamentos, é adotar medidas que impeçam essas visitantes desagradáveis de se instalarem. Veja abaixo algumas dicas de como evitar as celulites:

- Dê preferência a sapatos de saltos baixos, pois o salto alto dificulta a circulação.

- Melhore sua alimentação: evite consumir frituras e açúcar refinado, aumente a ingestão de frutas, vegetais crus ou cozidos e alimentos ricos em fibras. Não esqueça de que o sal em excesso provoca a retenção de líquido, fator importante para o surgimento da celulite.


- Evite refrigerantes e bebidas alcoólicas em geral. Em vez disso, procure beber bastante água, fundamental para eliminar as toxinas do organismo e manter a pele sempre bonita.

- Deixe o sedentarismo de lado! A prática de exercícios não só combate as celulites como ajuda a deixar o corpo mais bonito como um todo. Os mais aconselhados contra os furinhos indesejáveis são a natação e a hidroginástica, pois trabalham harmoniosamente toda a musculatura e ainda massageiam os tecidos.

- Quando ficar muito tempo em pé ou sentada, coloque um pouco as pernas para cima, para facilitar o retorno do sangue venoso. Outra boa medida para isso é flexionar e estender os dedos dos pés e fazer rotação externa, interna, flexão e extensão dos tornozelos.

- Prefira as peças de roupas mais folgadas e confortáveis. Não use cintas redutoras, que dificultam a circulação venosa e linfática, assim como as roupas justas.

- Não fume! As substâncias presentes no cigarro aumentam a espessura dos vasos sanguíneos, dificultando também a circulação.

Por Dr. Sergio Serpa
Dermatologista do Hospital Copa D'Or

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Proteção solar - garantia de uma pele bonita e saudável por mais tempo












O principal aliado para quem deseja uma pele saudável e bonita são os filtros solares. Isso porque eles são essenciais não só para evitar que a pele fique ardida depois de exposta ao sol, como, principalmente, para prevenir o envelhecimento e diminuir a incidência do câncer. A importância do cuidado com a pele é tão grande, aliás, que deve começar cedo; mais exatamente antes do primeiro ano de vida, quando já é recomendável a aplicação regular e diária do filtro solar. Afinal, quanto antes se começar a proteger a pele, menor a exposição que ela terá aos efeitos nocivos do sol.

Atualmente, não faltam no mercado produtos de qualidade, que atendem às exigências médicas e peculiaridades de cada tipo de pele, ou até mesmo estilo de vida, como no caso de atletas e pessoas que trabalham muito expostas ao sol. Para as mulheres, há ainda alternativas de protetores solares para uso diário, como produtos sem cheiro ou específicos para o rosto e corpo. Já no caso dos bebês, há filtros específicos, de composição mais suave para não danificar sua pele mais sensível, nem provocar intoxicações.

Mas é muito importante termos em mente que, apesar de fundamental, apenas o uso de filtros solares não é suficiente para manter a pele protegida. Para isso, a mudança de hábito é tão ou mais importante. O uso de roupas adequadas, o costume de se usar chapéus e óculos escuros, evitar exposição prolongada e os horários de maior incidência de raios ultravioleta, ou seja, entre 10 e 15 horas, por exemplo, são algumas das medidas essenciais para preservar a pele da exposição excessiva ao sol.

Por Dr. Sergio Serpa
Dermatologista do Hospital Copa D'Or

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terça-feira, 16 de junho de 2009

O sol e pele: limites para manter a saúde e evitar riscos













Com a temperatura amena e a sensação de que os raios solares são “mais fracos” durante o outono, muita gente acaba deixando a preocupação com a proteção da pele um pouco de lado nos meses mais frios do ano. Se você é uma dessas pessoas, já está mais do que na hora de rever seus conceitos: a proteção contra os raios solares deve ser um hábito constante e essencial durante o ano inteiro.

A exposição ao sol de forma adequada é fundamental para a saúde da mulher e a manutenção da pele. A luz solar atua na calcificação óssea, prevenindo a osteoporose, influencia na liberação de hormônios e traz uma série de outros benefícios à saúde, quando não usufruída excessivamente.

Um dos principais benefícios está associado à produção da vitamina D no organismo. Segundo estudos, essa vitamina protege contra certos tipos de câncer, como o de mama e também contra a osteoporose. Porém, a exposição crônica e exagerada ao sol pode trazer efeitos indesejáveis à epiderme. Isto porque os raios ultravioletas da luz solar penetram na pele e causam alterações do material genético de nossas células cutâneas, fazendo com que a quantidade de fibras colágenas diminua. A longo prazo, a pele vai ficando áspera e cada vez mais fina e exposta.

A demasiada exposição ao sol também pode causar alterações nas células que produzem o pigmento da pele, fazendo aparecer manchas claras ou acastanhadas. As rugas, sulcos profundos, flacidez e coloração amarelada são também decorrentes da exposição aos raios solares e, inclusive o câncer da pele.

Assim, as vantagens trazidas pela exposição solar, especialmente no nosso país, em que temos o privilégio de ter bastante radiação disponível o ano todo, podem se transformar em perigos para a saúde. Sendo assim, o melhor é sempre seguir o bom senso. É importante só se expor ao sol na parte da manhã, até as 10h; ou à tarde, após as 15h. Além disso, o uso diário de filtro solar é indispensável.

E lembre-se: em exposições mais prolongadas, o filtro solar deve ser reaplicado diversas vezes. Filtro solar, bonés, barracas e o proveito inteligente do sol são os principais aliados de uma pele saudável.

Por Dr. Sergio Serpa
Dermatologista da Rede D'Or

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pele na gravidez












Um dos problemas mais comuns enfrentado pelas grávidas é o escurecimento da pele em certas regiões do corpo. Por causa de uma série de alterações metabólicas e hormonais, como o aumento da produção de progesterona, as gestantes ficam muito mais suscetíveis a alterações pigmentares. Cerca de 75% das grávidas percebem manchas, escurecimento de áreas como mamilos e linha central do abdome, ou pintas e cicatrizes mais destacadas. Porém, cada organismo reage de maneira diferente e, em muitos casos, essas marcas desaparecem após a gravidez. Para aquelas mamães que se sentem incomodadas com as marcas da gravidez na pele, já existem tratamentos específicos que o próprio dermatologista pode indicar. Apesar disso, todas elas devem estar atentas para cuidados básicos especiais que este período demanda.

O melasma, por exemplo, que é a famosa mancha que aparece no rosto de algumas grávidas, pode ser prevenido com a ajuda do filtro solar. Certas áreas da pele são mais propensas ao escurecimento, como o rosto, as axilas, as coxas, o períneo e as cicatrizes e pintas, por isso a atenção a essas regiões deve ser redobrada. Durante a gravidez, o dermatologista deve indicar cosméticos adequados ao tipo da pele, protetores solares diários e cremes hidratantes especiais são capazes de proteger contra essas.

Já a hiperpigmentação da linha escura vertical no centro da barriga e da aréola mamária é muito comum em boa parte das grávidas e costuma desaparecer de forma parcial ou completa. Caso isso não ocorra naturalmente, pode se recorrer ao tratamento com produtos despigmentantes, mas apenas após o desmame do bebê.

Para a gestante, o uso do protetor solar é fundamental, bem como evitar a exposição demasiada ao sol. Há bons clareadores disponíveis no mercado. Mas, todo cuidado é pouco e muitos produtos, como os que contêm ácido retinóico e glicólico, são contra-indicados durante a gestação. Por isso, consulte sempre um especialista.

Já as estrias são outro grande vilão durante a gestação. Elas variam de mulher para mulher, mas, como via de regra, ao evitar o ganho de peso excessivo, utilizar hidratantes adequados e evitar o uso em excesso de sabonetes e os banhos muito quentes, a grávida consegue prevenir-se contra esse problema. Hidratantes de boa qualidade a base de óleos (amêndoas e uva, por exemplo) em regiões propensas como abdome, quadril e seios, costumam produzir bons resultados.

Toda futura mamãe já sabe, mas não custa lembrar: um programa de atividades físicas próprias para gestantes também traz grandes benefícios, além, é claro, dos cuidados com a alimentação. Ao ingerir bastante líquido, sua pele vai se manter mais hidratada e bonita.

Dr. Sérgio Serpa
Dermatologista do Hospital Copa D’Or


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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dislipidemia - Quando o sangue fica "gordo"













Apesar do nome estranho e, talvez, exatamente por causa dele, muita gente não entende bem do que se trata a dislipidemia. A dislipidemia nada mais é do que o aumento anormal de lipídios no sangue, na maioria dos casos, triglicerídeos e/ ou “colesterol ruim” (LDL). Os lipídios são moléculas de gordura extremamente importantes ao organismo, por desempenharem funções no metabolismo, mas, quando em excesso, tornam-se muito perigosos. Por isso, a dislipidemia representa um importante fator de risco para doença cardíaca ou derrame e pode, inclusive, levar à morte.

O problema pode ter várias causas. A origem pode ser tanto genética, como consequência de doenças (por exemplo, insuficiência renal e hipertireoidismo), ou do uso de certos medicamentos (anabolizantes, inclusive); e, ainda, resultado de uma dieta rica em colesterol (gorduras saturadas) e triglicerídeos (carboidratos).

Como também pode ser uma condição assintomática, o paciente, a longo prazo, acaba por acumular essas substâncias nos vasos sanguíneos formando placas que levarão à diminuição da circulação sanguínea, criação de trombos, ou à obstrução do vaso. Dessa forma, pessoas com dislipidemia podem desenvolver aterioesclerose, infarto, angina, AVC e doenças vasculares de uma forma geral.


Para evitar a doença é preciso entender primeiro quais os fatores de risco que a antecedem. A mulher que tem problemas de hipertensão arterial, ou é diabética, tem casos de dislipidemia na família, fuma, tem colesterol HDL (“bom colesterol”) muito baixo, ou já passou dos 55 anos, deve estar atenta.

Apesar da doença nem sempre poder ser prevenida (quando de origem genética), o melhor a se fazer é manter exames regulares de colesterol e triglicérides (lipidograma) e se precaver com alimentação balanceada e exercícios regulares. Comer menos gordura e aumentar o consumo de fibras, vegetais e frutas; procurar alimentos riscos em Omega 3 (peixes e oleaginosas); abandonar o sedentarismo e o fumo, são passos em direção à saúde e armas importantes contra a dislipidemia.

Por Dra. Vera Cuoco
Endocrinologista da Rede D'Or

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