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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Fazer o bem faz bem

Rede D'Or São Luiz humaniza tratamento de crianças internadas graças à solidariedade de ações voluntárias

Mesmo em uma sociedade onde as questões pessoais são muito latentes, ainda há espaço para a solidariedade. Nos corredores dos hospitais, por exemplo, é perceptível a importância de ações voluntárias e solidárias para os pacientes, principalmente para crianças que passam grande parte dos seus dias internadas. Pensando nisso, a Rede D’Or São Luiz, ao lado de instituições parceiras, desenvolve projetos especiais para estes meninos e meninas.



Mas, afinal, qual é a importância das ações solidárias? Dr. Jorge Moll Neto, diretor-presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), foi o primeiro neurocientista no mundo a concluir que fazer uma boa ação ativa áreas do cérebro relacionadas com o prazer, o bem-estar e o sentimento de pertencimento. João Ascenso, doutorando do instituto, relaciona o estudo à linha filosófica de Sócrates, Platão e Aristóteles. Eles afirmavam que a felicidade duradoura só é possível com práticas de virtudes como o altruísmo.

É o que também pensa o Instituto Rio de Histórias, projeto da Associação Viva e Deixe Viver, que realiza visitas semanais nos hospitais Rios D’Or, em Jacarepaguá; Copa D'Or, em Copacabana; Oeste D'Or, em Campo Grande; e o Hospital Estadual da Criança, em Vila Valqueire, para contação de histórias. Tais atividades lúdicas e recreativas auxiliam a criança no enfrentamento da doença, além de atuar como agente terapêutico, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.



No Rios D´Or, as ações solidárias avançam ainda mais nos finais de semana: dois novos grupos começaram a atuar na unidade em fevereiro. O Faz de Conta vai levar às crianças os personagens encantados dos clássicos infantis enquanto o Projeto Saving Lives vai possibilitar aos pequenos pacientes ver de perto o Homem Aranha e vários outros super heróis.

Além dos medicamentos indicados pelos especialistas, a presença do trabalho voluntário para os pequenos internados contribui para a humanização do tratamento. A psicóloga do Hospital Caxias D’Or, Teresa Beatriz Eder, destaca a importância do contato do voluntário com a criança. “Sempre que possível, incentivo a realização dessas visitas para esses pacientes. É bom estimular momentos confortantes para eles”, explica a especialista.

A Trupe Miolo Mole, outro parceiro da Rede D’Or São Luiz, visita semanalmente inúmeras crianças na unidade de Jacarepaguá e de Vila Valqueire para apresentações teatrais e brincadeiras. O grupo de palhaços realiza vínculos não só com pacientes, mas também com seus familiares e equipe médica. Assim como a Comunhão da Alegria que, durante todas as quartas-feiras, marca presença na pediatria do Hospital Quinta D’Or e no Centro de Oncologia D'Or, ambos em São Cristóvão, para apresentações musicais. Para eles, a música não é apenas um entretenimento, mas também uma forma de acalmar e proporcionar bem-estar durante o tratamento.


Em meio a tanta dor, atos de verdadeira solidariedade representam um papel relevante tanto para quem os pratica quanto para os que recebem. No fim das contas, todos saem ganhando.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Mitos e verdades sobre a vasetomia

Fazer ou não vasectomia? Dr. Camillo Loprete, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, responde os questionamentos mais comuns entre os homens sobre o procedimento:

1.      A vasectomia é eficiente?
Sim, a vasectomia é um procedimento rápido (com duração de cerca de 30 minutos), ambulatorial, com anestesia local e de eficiência comprovada. Segundo o urologista, por meio de duas pequenas incisões (menores que um centímetro) na bolsa escrotal, a vasectomia interrompe o canal (ducto deferente) que conduz os espermatozoides dos testículos (onde são produzidos) para a uretra.

2.      Como posso saber se o procedimento foi bem-sucedido?
Após realizar a vasectomia recomenda-se manter uso de métodos contraceptivos por 10 relações sexuais ou 10 ejaculações após a vasectomia. Passado esse período, o paciente deverá realizar o exame chamado espectrograma. Se ele for diagnosticado com azoospermia (ausência total de espermatozoides na ejaculação) a vasectomia foi bem-sucedida.

3.      Como é a recuperação? Quantos dias são necessários para retomar a rotina, atividades físicas e vida sexual?
A recuperação é rápida. As atividades normais podem ser retomadas 24 horas após o procedimento. Recomenda-se esperar 7 dias para voltar às atividades físicas e de 5 a 7 dias para retomar a vida sexual.



4.      A vasectomia altera a libido, a ereção e volume da ejaculação?
Libido, ereção e volume da ejaculação não são alterados com a vasectomia. “O procedimento apenas interrompe o escoamento natural dos espermatozoides e não a sua produção. Mas, devido ao não escoamento, a “fábrica” de espermatozoides (localizada no testículo) para de produzi-los com o tempo. No entanto, isso também não traz prejuízos à libido, ereção e volume da ejaculação”, diz Camillo Loprete.

5.      E quanto à reversão da vasectomia? É um procedimento simples? E a recuperação?
A reversão é mais complexa do que a vasectomia em si. Por se tratar de um procedimento cirúrgico (2 a 6 horas de cirurgia), a recuperação é mais lenta.  De acordo com o urologista, o paciente fica internado no hospital em média por um dia e deve permanecer em repouso por uma semana antes de retomar sua rotina normal.   É necessário aguardar 30 dias para atividades físicas e 10 dias para retomar a vida sexual.

6.      A cirurgia de reversão é eficaz? A produção de espermatozoides retorna em quanto tempo após a cirurgia?
A reversão da vasectomia nem sempre tem um resultado satisfatório. Mesmo se a cirurgia for um sucesso, a produção de espermatozoides pode sofrer alterações e as chances de engravidar a parceira diminuem. “A eficácia da cirurgia de reversão depende do tempo de vasectomia. Ou seja, quanto mais antiga for a vasectomia menores serão as chances de fecundação”, diz o urologista.
Confira como o tempo de vasectomia interfere na eficácia da cirurgia de reversão e, consequentemente, na chance de engravidar a parceira 

TEMPO DE VASECTOMIA
CHANCE DE ENGRAVIDAR A PARCEIRA
Até 3 anos
50% a 60%
De 3 a 8 anos
40% a 50%
Mais de 8 anos
30% a 40%


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Cuidados com a saúde no Carnaval

Os dias oficiais de folia estão chegando. Mas além de preparar as fantasias e montar o roteiro da diversão, é preciso estar atento à saúde. Descuidos com a alimentação, ingerir pouca água e o excesso de bebidas alcoólicas podem tornar a quarta-feira realmente ingrata. “Desidratação e infecção intestinal são algumas causas que costumam levar pessoas ao hospital após e até mesmo durante o Carnaval”, explica o clínico Marco Antonio Alves, gestor da Emergência do Hospital Esperança Recife.


Para que ninguém interrompa a brincadeira, o médico lista algumas recomendações:

– A maratona é intensa, principalmente para quem brinca em Olinda. Opte por um café da manhã reforçado. Pão, cereal, leite, sucos, frutas e queijos são algumas sugestões. É importante sair de casa bem alimentado.

– Lembre-se de comer ao longo do dia. Se preferir levar o lanche de casa, atente para a conservação dos alimentos. Se a refeição for na rua, cuidado redobrado ao acondicionamento e ingredientes utilizados. Evite molho branco, fritura e alimentos muito gordurosos, que dificultam a digestão.

– Procure se alimentar a cada três horas. Além de repor a energia perdida, evita a tão temida ressaca.

– Beba água. E beba durante todo o dia. Não esqueça que está perdendo bastante líquido no sobe e desce das ladeiras, acompanhando os blocos e apresentações e também por causa da alta temperatura. Sucos de frutas e água de coco também são boas opções para se hidratar. Vale lembrar que refrigerante refresca, mas não hidrata o organismo.

– Por falar em temperatura alta, estamos em pleno verão: não esqueça de usar protetor solar. O fator indicado é, no mínimo, o 30. Vale também apostar nas roupas com proteção solar, bonés e chapéus.

– Para os que vão ingerir bebidas alcóolicas, é importante intercalar com água, para manter a hidratação. E o alerta de sempre é válido também para o Carnaval: se beber, não dirija.

– Alongue o corpo. Isso vai ajudar a evitar a fadiga muscular e a manter o pique.

– Tente manter a qualidade do sono, dormindo, se possível, cerca de oito horas por noite. E não emende os dias; o organismo precisa de repouso.

– Use preservativo. Sexo seguro é grande garantia de manter a saúde.