Sobre o que você quer saber?







sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Novembro Branco: mês reforça a importância da prevenção do câncer de pulmão

Especialistas alertam para a ligação entre tabagismo e a doença, e afirmam que, apesar dos avanços, a neoplasia ainda é uma das mais letais que existem

O Brasil tem apresentado importantes avanços no combate ao câncer de pulmão, entretanto, a doença continua sendo uma das principais causas de morte no país. Aproximadamente 90% dos pacientes diagnosticados com a doença são ou já foram tabagistas. Na tentativa de reverter este quadro, o penúltimo mês do ano ganhou uma campanha especial para alertar a população sobre a doença e seus fatores de risco: o Novembro Branco.

Já se sabe que o tabaco pode aumentar em cerca de 30 a 40 vezes o risco de desenvolver o câncer de pulmão ao longo da vida, inclusive em fumantes passivos que têm cerca de 2 a 3 vezes mais chances de ter esse tipo de neoplasia. "A melhor forma de prevenção do câncer de pulmão é não fumar. Caso esse hábito já exista, abandoná-lo o quanto antes é o primeiro passo para evitar não apenas este tipo de tumor, como também os localizados na cavidade oral, na laringe, no esôfago, na bexiga, no pâncreas e no estômago", ressalta Tatiane Montella, oncologista clínica e uma das coordenadoras do projeto Neotórax – Núcleo de Excelência em Oncologia Torácica, do Grupo Oncologia D’Or.



Além do abandono do hábito, outro grande desafio é o diagnóstico precoce da neoplasia, como destaca a Dra. Angela Chindamo, responsável pelo Centro de Pneumologia do Hospital Barra D’Or.

"É comum as pessoas procurarem o pneumologista depois de passarem por vários outros especialistas, o que retarda o diagnóstico. E, para que este seja feito de forma mais assertiva, dispomos de um serviço que compreende o atendimento especializado e exames diagnósticos, como a broncoscopia e a espirometria, para agilizar a identificação de tumores e doenças inflamatórias nos pulmões. A proposta do Centro de Pneumologia é oferecer esta assistência integrada que, em caso de diagnóstico confirmado, possa encaminhar com agilidade para o tratamento com o oncologista”, explica a Dra. Angela Chindamo.

Segundo Tatiane Montella, apesar das constantes campanhas antitabagistas realizadas no Brasil, os números continuam sendo alarmantes. Este ano, a publicação científica The Lancet publicou um estudo realizado com 195 países, entre eles o Brasil, mostrou que o cigarro causa uma em dez mortes no mundo. “Nosso país está entre os dez com maior índice de tabagismo. Porém, é importante ressaltar que houve uma redução de homens fumantes, eles passaram de 29% para 12%, já as mulheres de 19% para 8%”.

Novidades em tratamento

O número de mortes por câncer de pulmão atualmente é maior do que o número de mortes por câncer de mama, próstata e colón juntos. São mais de 28 mil novos casos da doença por ano no Brasil.

A boa notícia é que o tratamento para a doença tem avançado, sendo a imunoterapia um dos mais promissores nos últimos anos. “Diferente das demais terapias, a imunoterapia tem como proposta estimular o próprio organismo a combater o tumor. O sistema imunológico do paciente é a grande arma contra a neoplasia”, explica Tatiane Montella.

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a terapia como primeira opção terapêutica para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células – um dos tipos mais comuns da doença. “A aprovação foi um grande avanço, pois há décadas o padrão de tratamento era apenas a quimioterapia”, diz a oncologista.

Neotórax – Núcleo de Excelência em Oncologia Torácica – Acompanhando as evoluções no tratamento do câncer de pulmão, os centros oncológicos têm apostado cada vez mais em unidades especializadas e com assistência integral ao paciente oncológico. É o caso do Neotórax - Núcleo de Excelência em Oncologia Torácica, que oferece um atendimento específico no trato das neoplasias pulmonares com o uso de terapias complementares para o combate à doença. Além de desenvolver pesquisas clínicas para o estudo de novos tratamentos.

O diferencial da unidade é o foco em uma linha de cuidado integral dos pacientes, voltada especificamente para câncer de pulmão. A clínica também dispõe de terapias complementares, como é o caso da Yogaterapia, projeto que conta com o apoio do Instituto Hermógenes, com base no trabalho desenvolvido pelo professor José Hermógenes, criador do instituto. As aulas são ministradas pelo professor Thiago Leão, neto de Hermógenes, e contam com exercícios respiratórios, visualizações, meditação e relaxamentos.


Centro de Pneumologia Barra D'Or – uma unidade especializada em atendimento Pneumológico reunindo todos os critérios necessários para realização de Espirometria e de Broncoscopia diagnóstica e terapêutica, em nível interno ou ambulatorial. Com atendimento de 2ª a 6ª feira, das 8h às 17h, o centro também oferece prova de função respiratória e avaliação da via aérea e troca de cânula de pacientes traqueostomizados em serviços de Home Care. 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Arritmia Cardíaca: Cerca de 20% da população será afetada nos próximos dez anos

Doença está associada a morte súbita, que no Brasil, estima-se ocorrer mais de 300 mil casos/ano

Quando o coração demonstra que está “fora do compasso” é sinal de que um cardiologista, ou mesmo um arritmólogo (cardiologista especialista em arritmia), deve ser procurado. Cansaço, palpitações, desmaios e tonturas, confusão mental, falta de ar, pressão baixa e dor no peito podem ser indícios de arritmia cardíaca. Algumas vezes pode não causar sintomas prévios, e a primeira apresentação ser a morte súbita. No Brasil, dados apontam que por ano ocorrem mais de 300 mil casos de morte súbita por doenças cardiovasculares, destes, 250 mil provocados por arritmias cardíacas.

A arritmia é uma alteração no ritmo normal do coração que produz frequências cardíacas velozes, lentas e/ou irregulares. Nos batimentos acelerados (mais de 100 por minuto), o problema é chamado de taquicardia. Já nos lentos (menos de 60), de bradicardia. Para identificar a doença é necessário fazer uma série de exames, e a maioria só podem ser realizados em hospitais.



- Observamos que nas emergências hospitalares muitos são os casos de busca por atendimento devido a arritmias cardíacas. Nos hospitais da Rede D’Or São Luiz, isso corresponde a 1% de toda a demanda, o que significa uma média de 33.500 mil pacientes por ano. Estatísticas apontam que nos próximos dez anos uma epidemia de fibrilação atrial, como também é conhecida a arritmia, afetará cerca de 20% da população mundial. Por isso a importância de se descobrir e tratar a arritmia precocemente. O tratamento evita a formação de coágulos, que podem subir ao cérebro e até levar o paciente à morte – explica a Dra. Olga Ferreira de Souza, coordenadora do serviço de arritmia e eletrofisiologia da Rede D'Or São Luiz.

Tratamento – Muitas são as opções de tratamento disponíveis, desde a mais convencional como a ablação por radiofrequência, realizada por cateterismo; o uso de medicações anticoagulantes, que impedem a formação de coágulos; medicamentos que evitam novos surtos e sintomas. Até o tratamento mais inovador, feito por crioablação, procedimento para corrigir o ritmo cardíaco é realizado também via cateterismo cauterizando as veias à temperatura de -50 C°. Esse novo tratamento é mais simples e rápido, além de ter uma menor taxa de complicações.

Há, também, como opção de tratamento para todas as arritmias, a colocação de um marca-passo, indicado, na maioria das vezes para tratar as bradicardias, mas há tipos especiais recomendados para prevenir morte súbita e para o tratamento da insuficiência cardíaca. O dispositivo é responsável por manter uma cadência cardíaca adequada às pessoas portadoras de arritmias, grupo de condições em que o batimento cardíaco é irregular, sendo demasiado rápido ou lento. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 350 mil pessoas são portadoras de marcapasso no Brasil e, a cada ano, 39 mil dispositivos são implantados em novos pacientes.

É importante destacar que a escolha do tratamento é sempre feita pelos médicos arritmologista e cardiologista.

Fatores de risco – Hipertensão, obesidade, tabagismo, sedentarismo e cardiopatias são os principais fatores de risco do desenvolvimento das arritmias cardíacas. A fibrilação atrial é um tipo de arritmia mais associada ao envelhecimento, acima dos 65 anos – aumentando 20% naqueles com mais de 80 anos. A tendência é que com maior expectativa de vida da população, os casos de arritmia cardíaca aumentem de 5 a 10% no país, nos próximos anos.

No entanto, este cenário pode ser alterado devido a maus hábitos, como o consumo excessivo de álcool, o uso de drogas e estimulantes. A prática excessiva de exercício físico – sem prévia avaliação médica e acompanhamento profissional – também pode causar a arritmia cardíaca.

- É sempre indicado que as pessoas com mais de 35 anos, com histórico familiar de cardiopatia ou morte súbita, sejam submetidas a consultas regulares com cardiologista, principalmente, porque não são todas as pessoas que possuem fibrilação atrial que apresentam sintomas. Contudo, a prevenção é forte aliada para evitar complicações – destaca a especialista.


Centro de Arritmias Cardíacas – A Rede D’Or São Luiz dispõe de um serviço de excelência especializado no diagnóstico e tratamento das arritmias cardíacas e um centro de avaliação de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis. Equipe especializada está à disposição para atender os pacientes com Estudo eletrofisiológico, Ablação com rádio frequência ou Crioablação e Dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Envelhecimento, sedentarismo e má postura agravam dores na coluna

Episódios de dores das costas são muito comuns na população. Em geral, eles estão relacionados à má postura, ao uso indevido da coluna (como movimentos repetitivos e sobrecarga mecânica) e ao envelhecimento. Os desconfortos também podem esconder outros problemas, que podem ser agravados se não houver correção das posturas incorretas.

Segundo o Dr. Marco Prist, neurocirurgião do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, os processos mais comuns com o envelhecimento da coluna são as doenças chamadas degenerativas, como bicos de papagaio, hérnias discais e estreitamentos dos locais por onde passam os nervos da coluna vertebral. Porém, os maus hábitos favorecem o aparecimento destas enfermidades mais cedo.



“Hoje, o sedentarismo, o hábito de ficar mais tempo sentado ao computador e a utilização excessiva de tablets e celulares estão agravando o mau uso da coluna e aumentando o aparecimento de problemas e dores cervicais, além dos desconfortos lombares por falta de atividade muscular compensatória da coluna lombar”, explica o especialista.

Exercícios físicos podem ser grandes aliados na correção da postura e na melhora dos quadros de dor, mas apenas se forem feitos de forma correta. Por isso, é necessário ter atenção e acompanhamento profissional. De acordo com o médico, todo exercício com impacto para a coluna, principalmente a lombar, pode ser prejudicial se feito sem acompanhamento e regra. Os mais indicados são alongamento, musculação e pilates.

“Os exercícios orientados e a fisioterapia reabilitadora podem fazer com que os sintomas dolorosos melhorem e o paciente fique bem sem necessidade de outros procedimentos, por melhora da condição muscular e das articulações da coluna. O paciente deve sempre fazer exercícios como alongamento, pilates, e evitar esforços com sobrecarga e impacto para se manter bem”, diz o Dr. Marco.

É importante ressaltar que os problemas posturais também melhoram com RPG (reabilitação postural global), que educa o paciente ao uso de seu corpo em condições mais anatômicas, preservando a coluna e melhorando o estresse mecânico das posturas viciosas e das sobrecargas do uso. Eventualmente, em doenças como a escoliose, há necessidade de correção cirúrgica.

O especialista ainda alerta para o risco da automedicação: “O uso indiscriminados de remédios para dor pode levar a dependência desses medicamentos, bem como a perda da sua eficácia e efeitos colaterais sobre outros órgãos. As medicações devem ser usadas com parcimônia e sempre com acompanhamento”.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Apenas 50% dos idosos que são vítimas de fratura no fêmur retomam suas atividades


Especialista destaca que agilidade no atendimento, procedimento cirúrgico precoce e equipe multiprofissional qualificada são determinantes para a redução de complicações

As estatísticas causam preocupação quando se trata de queda e traumas relacionados ao idoso. Principalmente se associada a fratura. A literatura médica relata que até 50% dos idosos com fratura de fêmur vão a óbito nos dois anos seguintes e apenas 50%, ou seja, metade dos que sobrevivem, retomam suas atividades sem nenhum prejuízo ou queda de função. Estes dados são analisados por especialistas na tentativa de melhorar os índices e promover uma melhor resposta dos pacientes ao tratamento implementado.

Entendendo a gravidade do quadro e a prevalência cada vez maior, haja visto o envelhecimento populacional, o Hospital Copa D’Or implementou, de forma gradual e consistente, o sistema multiprofissional de atendimento ao trauma ortopédico do idoso. O serviço integra diferentes profissionais preparados para o atendimento deste paciente de forma que, em um curto espaço de tempo, consegue-se o pronto reestabelecimento do doente, com retorno ao ambiente familiar de forma precoce e segura.



- O sistema de atendimento ao trauma do idoso do Hospital Copa D’Or conseguiu reduzir as taxas de hemotransfusões (infusão de sangue antes, durante ou após o procedimento cirúrgico), a quase zero. O paciente muitas vezes tem alta hospitalar em 72 horas após o trauma inicial, retornando com segurança para seu domicílio e já tendo iniciado o programa de reabilitação no ambiente hospitalar. O último levantamento do serviço demonstra resultados muito animadores, com mais de 75% dos pacientes operados recuperando os níveis de atividade e independência que possuíam previamente ao acidente. Além disso, a taxa de óbito relacionado a fratura reduziu significativamente, sendo inferior a preconizada pela literatura mundial, permanecendo em semestres subsequentes igual a zero – destaca o cirurgião ortopedista do Hospital Copa D’Or, Dr. Daniel Ramallo.

O sucesso desta abordagem é a atuação conjunta e especializada de diversos profissionais que entendem a singularidade da doença. A otimização do tempo e a abordagem cirúrgica por técnica minimamente invasiva pela equipe de cirurgiões ortopedistas mudaram o prognóstico da doença, fazendo toda a diferença, inclusive podendo significar a vida ou não do paciente.

Por que os idosos são mais propensos a fratura de fêmur? – A lesão desta região tem relação direta com fragilidade do organismo e osteoporose, uma vez que quedas e traumas simples na terceira idade podem gerar a ruptura deste osso. O fêmur é um dos ossos mais importantes do corpo, pois conecta a bacia ao joelho, permitindo movimentos simples, porém da maior importância ao desenvolvimento e vida humana. Alguns exemplos em que ele necessariamente é utilizado são: caminhas, correr, subir e descer escadas, e sentar. Uma vez quebrado, o paciente pode ter limitações e, na maioria das vezes, permanecer acamado.

O paciente acamado e deitado, tem suas funções vitais comprometidas, com atrofia e perda da massa muscular, inclusive, a responsável pela respiração. A motilidade intestinal débil faz com que o paciente permaneça constipado e, desta forma, causa a perda progressiva da capacidade respiratória, dos movimentos, da função gastrointestinal, levando o paciente a um estado limítrofe de vida. Além disso, a pele mais fina se rompe e forma escaras cutâneas (grandes machucados que podem infectar com germes altamente virulentos). A higiene precária em um paciente acamado e com dor e a dificuldade de movimentar o corpo faz com que seja um paciente altamente colonizado por bactérias infectantes.

- O lúdico e a parte cognitiva também podem ser afetados e o paciente pode perder noção de espaço e localização. Alteração comportamental como agressividade e agitação podem advir em conjunto, abrindo um quadro de delirium. Estes fatores em conjunto são devastadores para o idoso, que se não for bem conduzidos, podem culminar, em uma última instância, em óbito – ressalta o especialista, reforçando a importância do atendimento de qualidade ao paciente.

Diferenciais no atendimento de traumatologia do idoso – O sistema de tratamento do trauma do idoso no Hospital Copa D’Or acolhe o paciente desde a sua entrada na emergência, com atendimento imediato do ortopedista que aciona o cirurgião ortopedista especialista em cirurgia do trauma (especialidade que trata as fraturas complexas dos ossos). A clínica médica imediatamente solicita todos os exames específicos, ainda na emergência, sendo o paciente revisto e operado em menos de 12 – 24 horas da sua admissão, seguindo os mais rigorosos protocolos de segurança do paciente. O pós operatório inicial é feito em unidade própria para este perfil de doente, com equipe especializada, liberando muitas vezes para o quarto em menos de 12 horas. A fisioterapia motora e respiratória está todo tempo atuante e inicia já nas primeiras horas após o procedimento cirúrgico.

A cirurgia é realizada por equipe especializada, com técnica minimamente invasiva e com mínima dose anestésica. Esse sistema integrado e multiprofissional, permite que no dia seguinte ao procedimento, o fisioterapeuta coloque o idoso de pé e o trabalho para recuperação funcional é otimizado ainda dentro do âmbito hospitalar.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Filhos de pais obesos têm de 50 a 100% de chance de desenvolver a doença

Avaliação clínica multiespecialidades é aliada no combate ao excesso de peso e as doenças associadas

A obesidade está ligada principalmente à influência genética, ou seja, filhos que tenham os dois pais ou um deles obeso têm de 50 a 100% de chance de desenvolver o problema. Já para aqueles que não têm histórico familiar a possibilidade é de 25% – menor, mas não nula. Em todos os casos, os hábitos de vida adquiridos desde a infância têm total interferência na balança, seja na fase adulta ou, ainda, infantil. Logo, a melhor medida contra a obesidade é a prevenção.

- Prevenir é muito mais eficaz e mais fácil. Manter-se no peso ideal é mais prático do que ter que perder os quilos excedentes e lutar para continuar dentro da forma física. O trabalho é longo e mais difícil no sentido de emagrecimento e manutenção – explica a Dra. Cristiane Carius, médica especialista em suporte nutricional do Hospital Quinta D’Or.



Ainda segundo a especialista, o cuidado deve iniciar na infância. Para isso, há dois caminhos importantes a seguir: o primeiro é o exemplo dos pais juntamente com uma educação alimentar. Ter uma família que come de forma equilibrada e variada, e ensinar sobre a importância da alimentação adequada ajudam as crianças a definirem seus paladares corretamente; a outra forma é através do estímulo às atividades físicas. Os pequenos têm tendência a gostar de esportes e, quanto mais cedo são inseridos nesse meio, mais fácil irão se adaptar e estender para a vida adulta.

Para quem já está acima do peso ou que tem predisposição genética, as orientações são para que busque acompanhamento e avaliação médica, pois a obesidade pode estar associada com outras doenças, principalmente as hormonais.

- As doenças que envolvem a obesidade são divididas em dois grupos: as que são associadas às causas, e as que são consequências, ou seja, que se desenvolvem por causa do excesso de peso. No primeiro grupo, o hipotireoidismo é mais comum. No segundo, estão diabetes, hipertensão, esteatose hepática e colesterol alto. Mas do que a estética, essas patologias podem colocar em risco a vida do paciente obeso – alerta Dr. Leonardo Grossi, endocrinologista do Hospital Quinta D’Or.

O acompanhamento de uma equipe médica multidisciplinar – que pode ser composta por nutricionista, endocrinologista, cardiologista, psicólogo e cirurgião bariátrico – é indicado tanto para quem encontra-se dentro do peso adequado, mas tem predisposição genética, quanto para quem já desenvolveu a doença. Através deste apoio, é possível prevenir, diagnosticar as causas do sobrepeso e receber orientação quanto ao melhor caminho para tratar o problema, antes que a cirurgia bariátrica seja a única forma resolutiva.

A cirurgia bariátrica não é o fim da linha de chegada – No entanto, mesmo aqueles que passaram pela bariátrica precisam continuar o tratamento com outros profissionais, que darão suporte nutricional e psicológico após a cirurgia, principalmente se alguns dos estopins da doença forem compulsão alimentar ou depressão.

Há todo um processo de avaliação e preparo clínico que antecede a cirurgia, e o paciente com obesidade precisa ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Durante este período, os especialistas submetem o paciente aos exames complementares, como de sangue específico, Doppler dos membros inferiores, eletrocardiograma, endoscopia, ultrassom e prova de função respiratória. Além de receber orientações para tentar reduzir o excesso de peso de forma gradual, com boa alimentação e atividades físicas. Porém, se, ao passar por este processo, for percebido que não houve alteração nas taxas de IMC, tendo este se estabilizado acima dos 35 e associado com outras patologias, ou IMC acima de 40, os profissionais indicam a cirurgia bariátrica.

- O sucesso da cirurgia se dá com perda de 20% do peso inicial. Mas para manter o progresso, o paciente tem que ter consciência de que precisa permanecer acompanhado por multiprofissionais por mais cinco anos, até receber alta. Hoje, a gente sabe que apenas 35% dos pacientes conseguem o objetivo final. As pessoas acham que cirurgia é o fim do tratamento, mas não é. Existe todo um trabalho de outros profissionais antes, durante e após ela – aconselha Dr. Guilherme Cotta, cirurgião bariátrico do Hospital Quinta D’Or.

Benefícios da Cirurgia Robótica – A técnica, minimamente invasiva, também está presente na realização de cirurgias bariátricas. O procedimento disponível no Hospital Quinta D’Or, e também no CopaStar, gera vantagens aos pacientes, como redução do tempo de hospitalização; recuperação e retorno mais rápido às atividades normais; redução de dor e complicações no período pós-operatório; cortes menores e menor sangramento; menor risco de infecção hospitalar; redução na dose de medicamentos no pós-operatório.


Segurança para o paciente – Os hospitais da Rede D’Or São Luiz estão credenciados para operacionalizar a plataforma Da Vinci Surgery, e todo o procedimento é muito seguro. O braço do robô é o responsável por manipular as pinças introduzidas no paciente para a cirurgia – com total precisão, sendo importante salientar que todos os comandos são definidos e controlados em tempo real por médicos altamente treinados para a realização da cirurgia robótica. Na prática, um cirurgião comanda o equipamento – através de um joystick, tendo acesso a uma visão mais abrangente do que nas cirurgias convencionais. O cirurgião executa os movimentos no equipamento, que são replicados pelo robô, dento do paciente, durante a cirurgia. Um cirurgião assistente fica próximo à mesa cirúrgica, com outros especialistas, para dar o suporte necessário ao procedimento.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Outubro Rosa chama atenção para o câncer de mama

Especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce da doença

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer – Inca indicaram que, em 2016, aproximadamente 58 mil novos casos foram diagnosticados no país. O mês de outubro é marcado por ações de conscientização sobre a importância de exames preventivos e do diagnóstico precoce pelo Outubro Rosa. Em apoio à campanha, especialistas compartilham informações sobre o diagnóstico e tratamento da doença, contribuindo dessa forma para a redução da mortalidade.



A coordenadora do Centro de Mama do Hospital Quinta D’Or, Ellyete Canella, especialista em Radiologia Mamária, destaca que, descobrir o câncer de mama no estágio inicial aumenta a chance de sobrevida e permite tratamento conservador (com preservação da mama). Este alerta indica que a realização de exames de alta tecnologia, como a tomossíntese – também conhecido como mamografia digital 3D, é capaz de detectar tumores pequenos (menores que 10 milímetros), não palpáveis, ou seja, impossíveis de serem identificados no autoexame.





Segundo Gilberto Amorim, oncologista clínico e coordenador de oncologia mamária do Grupo Oncologia D’Or, o diagnóstico tardio da doença é o principal fator de morte da mulher brasileira – 27% descobrem este tipo de câncer em estágio já avançado.

O oncologista clínico do Grupo Oncologia D’Or faz um alerta para mulheres com menos de 45 anos e que tenham grande histórico familiar de câncer. “A busca por um oncogeneticista para um aconselhamento genético é indicado, pois permite detectar mutações e marcadores genéticos associados à predisposição de desenvolver a doença. Trata-se de uma análise de risco. A oncogenética realiza esse mapeamento para uma profunda identificação na árvore genealógica do paciente”, explica Gilberto Amorim.

A união entre atividade física e alimentação saudável também é uma importante aliada na prevenção do câncer de mama.

Principais sintomas da doença

Gilberto Amorim ainda cita alguns sinais que podem ajudar a reconhecer se há algo de errado nos seios. “O aparecimento de nódulos duros palpáveis, com ou sem dor mamária, e que permanecem por vários dias; mudança no aspecto do mamilo; alterações na pele da mama, como abaulamentos, retrações ou aspecto ‘casca de laranja’; secreção escura ou sangue; e mudanças na cor ou textura da pele são alguns dos destaques”, explica. Entretanto, ele faz uma ressalva: “Nem sempre são sinais definitivos de câncer”, diz.




Sobre o tratamento

O tratamento vai depender do tamanho do tumor na época do diagnóstico. Tumores pequenos (menores que 2 cm) geralmente são tratados com cirurgia conservadora da mama. Tumores grandes (maiores que 5 cm) geralmente são tratados por quimioterapia e depois por cirurgia. “Hoje sabe-se que o câncer de mama é uma doença com vários perfis, então o tratamento é muito individualizado. A doença benigna também tem várias expressões, as mais comuns são os fibroadenomas (tumor sólido benigno) e os cistos (nódulos com líquido). Algumas lesões são caracteristicamente benignas, mas a maioria necessita de uma biópsia para a diferenciação, pois ambas as doenças (benigna e maligna) podem ter a mesma expressão clínica e/ou radiológica”, explica a radiologista Ellyete Canella.


Serviços especializados – O Centro de Diagnóstico de Mama do Hospital Quinta D’Or é um serviço de alta relevância nesta linha de cuidados, permitindo a realização de mamografia digital com tomossíntese, ultrassonografia mamária, procedimentos invasivos (biopsias guiadas, percutâneas e cirúrgicas), além da ressonância magnética para elucidação diagnóstica nas patologias mamárias. Saiba mais no site: http://quintador.com.br/Centro_de_Mama,d,2916.aspx

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Proteção de dose em dose: vacinas oferecem ganhos individuais e coletivos

Movimentos antivacinação colocam em risco o surgimento de doenças já erradicadas

Desde da implantação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), há 40 anos, o Brasil se mostrou como um dos países com maior efetividade de combate e controle de doenças contagiosas, como sarampo e poliomielite, que está erradicada no país há mais de 20 anos.

Hoje, o calendário nacional obrigatório de vacinação pode proteger, em média, contra 18 tipos de doenças, como meningite, HPV e doenças pneumocócicas. Em contrapartida, o crescimento de movimentos antivacina ameaça os resultados conquistados nos últimos anos pelas campanhas de imunização, e podem contribuir no retorno de doenças que foram erradicadas ou que já estão controladas no Brasil e no mundo.



Para ajudar pais e responsáveis pelas crianças, a Dra. Renata Coutinho, infectologista do Hospital Rios D’Or, esclarece dúvidas sobre vacinação, reforçando a importância de manter o calendário vacinal atualizado.

Por que é importante manter a vacinação infantil em dia?

A vacinação é um dos melhores métodos para prevenir as principais doenças infectocontagiosas da infância. E, além de ter benefício individual, existe um grande benefício coletivo, pois diminui a circulação dessas doenças na população em que essas crianças convivem. Tem também outros ganhos, como menor taxa de hospitalização, de óbito, de sequelas, de abstinência no trabalho, porque todas essas doenças acabam afetando, inclusive, a vida econômica dos pais e atividade profissional. Sendo assim, os ganhos acontecem em várias áreas, não só na saúde individual.

As vacinas são 100% seguras?

As vacinas têm seus riscos e benefícios, e, neste caso, recomenda-se a comparação entre os riscos da doença e os riscos da vacina. Exemplo, a febre amarela: o risco de ter um evento grave pela vacina é de 1 em 1 milhão de doses; e o risco de ter febre amarela selvagem grave é 10 em 100 casos – e mortalidade é muito alta. Matematicamente, é incomparável o risco da doença selvagem e o risco da vacina. Assim, a vacina tem indicação e em caso de dúvidas, deve-se consultar o médico.

Ultimamente, vem crescendo um movimento antivacina, liderado por pais que acreditam que são agressivas à saúde e podem desencadear reações adversas. Tem fundamento o motivo desta relutância?

A vacina é um produto médico imunobiológico dos mais seguros que existem por vários motivos. O principal deles é que ela é usada em larga escala. Em todos os programas de vacinação no mundo, o ideal é que se vacine 100% da população alvo. Então, exige-se um tempo bem extenso de estudo para introduzi-la no mercado. Inclusive, um estudo sobre sua funcionalidade. É preciso que esse produto seja de alta segurança, e, realmente, é.

Quais as consequências de não imunizar as crianças?

A principal e mais preocupante é o ressurgimento de doenças erradicadas e aumento da incidência de doenças.

As reações das vacinas são menos prejudiciais se comparadas aos efeitos da doença em uma criança não imunizada?

Seguramente. E os pais/responsáveis têm que compreender que algumas doenças são graves e inerentes as condições clínicas das crianças. Ou seja, este é um contra-argumento para aqueles que acreditam que crianças saudáveis e bem nutridas estariam imunes de doenças, não precisando ser vacinadas. O ideal é que esta concepção seja aceita por todos, pois, por exemplo, a pneumococcemia pode matar qualquer criança, inclusive as saudáveis. A gente já passou por experiencia de mães que tinham essa filosofia e mudaram de ideia uma vez que os filhos estavam na UTI com doenças que seriam imunopreviníveis, ou seja, que poderiam ser evitadas com a vacinação.

Existe algum fator que impeça a criança de tomar vacina?

Dependendo da vacina, sim. Por exemplo, não devem ser vacinadas crianças que têm comorbidade específica, imunodeficiência, portadora de HIV, transplantado de medula, doença renal crônica e transplantado de órgão sólido. Apesar de ser um procedimento seguro, sempre se coloca na balança riscos e os benefícios. Se o risco da vacina for maior que os benefícios, ela é suspensa, pela segurança do paciente. O médico que acompanha a criança deve ser sempre consultado para uma orientação mais específica e segura.

Para quais reações deve-se ligar o alerta de que algo deu errado?

Placas ou pintas no corpo até 24 horas depois a vacinação, convulsão com ou sem febre e alguma dificuldade motora. A criança deve ser encaminhada ao serviço de emergência e/ou ao médico pediatra.

Qual o melhor período do dia para vacinar as crianças?

Do ponto de vista prático, o ideal seria pela manhã, pois, assim, teria o dia inteiro para observar. De noite, todos estão dormindo. Mas não é um procedimento que exija o acompanhamento dos pais o dia todo, pois, geralmente, as crianças ficam bem.

Criança doente pode tomar vacina?

A contraindicação para vacinar são doenças febris agudas graves. Mas, em caso de dúvida, indica-se buscar orientação do pediatra.

Pode tomar mais de uma vacina em um dia?

As que são programadas para serem juntas no calendário não têm interferência de resposta vacinal. Mas, existem outras com indicação de intervalo mínimo de aplicação, exemplo da tríplice viral e febre amarela. Isso tudo é respeitado pelo esquema de vacinação pública, que tenta ao máximo simplificar as vacinações, diminuindo as chances de falha de cobertura e o número de visitas dessa criança nos postos.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Sucesso de transplantes de fígado está relacionado diretamente com experiência da equipe de assistência e qualidade do centro transplantador


Procedimentos realizados no Hospital Quinta D’Or alcançam a marca de 95% bem-sucedidos

“Tão importante quanto o transplante, é o sucesso dele”. A afirmação é do coordenador do serviço de transplante hepático do Hospital Quinta D’Or, Dr. Lucio Pacheco, que é incansável quando o assunto é salvar vidas. Com sua equipe, alcança a marca de 95% de transplantes de fígado bem-sucedidos, considerando casos de alta complexidade. E este dado se torna ainda mais relevante quando se observa que muitos dos pacientes com doença do fígado morrem antes de conseguirem o transplante.

- A espera pelo transplante de fígado pode ser um processo longo para muitos pacientes, que têm que se submeter a tratamentos conservadores e sofrem impactos relevantes em sua qualidade de vida. O que observamos é que há uma fila relevante para o transplante no Brasil, mas ela se dá mais pela falta de doadores do que pela estrutura instalada para a realização. A realidade é que muitos pacientes morrem antes de conseguir o doador – destaca o especialista.


A condição mais frequente, em adultos, que leva ao transplante de fígado é a cirrose hepática. Além disso, o tumor primário de fígado é outra indicação frequente de transplante de fígado. Em crianças, a principal indicação é uma doença congênita, chamada Atresia de Vias Biliares. No entanto, ainda é um grande obstáculo a negativa familiar, hoje, cerca de 47% não autorizam. É preciso que todos tenham consciência de que os órgãos de um familiar falecido podem contribuir diminuindo a dor de tantas outras famílias.

- Temos conhecimento de que ainda há receio quanto ao que é morte encefálica. É preciso que todos tenham ciência de que há protocolos muito bem estabelecidos para confirmação da morte encefálica e que morte encefálica é irreversível. É este o diagnóstico que viabiliza a doação dos órgãos. A doação de órgãos é um assunto deve ser comentado constantemente. O ideal é que as famílias falem sobre isso antes do óbito, pois em muitos casos é um assunto deliciado para ser tratado. Estimulamos que o tema seja exposto em reuniões de família, já que cabe a ela a decisão final quanto a doação ou não dos órgãos – complementa o Dr. Lucio Pacheco.

Como escolher um hospital para realizar um transplante de fígado? – No Brasil, o transplante hepático só pode ser feito por uma equipe e um hospital credenciado pelo Sistema Nacional de Transplantes para realizar este procedimento. O resultado destes centros não é divulgado, como é feito nos Estados Unidos. A escolha do centro de transplante é um fator muito importante para o sucesso do procedimento, principalmente para pacientes com doença mais avançada, isto é, com alto grau de gravidade. 

- O que observamos é que com uma equipe especializada e coesa o potencial de sucesso cirúrgico e de sobrevida a longo prazo aumenta. Além disso, uma equipe multidisciplinar experiente em um hospital bem equipado possibilita que o paciente tenha um diagnóstico mais ágil e a definição de conduta mais correta com o menor tempo possível – explica o coordenador do serviço de transplante hepático do Hospital Quinta D’Or, Dr. Lucio Pacheco.

Cerca de 95% dos procedimentos de transplante de fígado realizados em pacientes graves, no Hospital Quinta D’Or, são considerados bem-sucedidos. Isso ocorre, pois a equipe de assistência, desde diagnóstico ao pós-transplante atua de forma integrada, na discussão do caso, identificação do diagnóstico e da conduta. Conta com parque de imagem completo (tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassom e serviço de endoscopia estruturado). Outra questão relevante é a composição da equipe, com hepatologista, cirurgiões, radiologia diagnóstica, radiologia intervencionista, oncologia e endoscopia.

Além disso, o Quinta D’Or dispõe de uma Unidade de Tratamento Intensivo especializada na doença hepática, o que potencializa a assistência ao doente hepático em casos graves, tendo indicação ou não do transplante.

Transplante Intervivos – O transplante de fígado intervivos é uma prática possível e condiz na retirada de parte do órgão de pessoas sadias para doação ao paciente com doença no fígado. Inicialmente, era uma opção voltada para crianças, pois a cirurgia no doador é um pouco menor. Atualmente, também é feito transplante intervivos de fígado em adultos. A compatibilidade principal é o tipo sanguíneo ABO, seguida por avaliação de peso e altura do paciente e do doador. Outros pontos também são considerados como o tamanho do fígado a ser doado e a estrutura anatômica do doador e receptor, como veias, artérias e vias biliares.


O doador não precisa ser membro da família, mas é necessário que seja uma ação voluntária, respeitando os critérios éticos. A lei brasileira diz que parentes até 4º grau e conjugues podem doar sem autorização judicial.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Exercícios físicos também auxiliam no combate ao mal de Alzheimer

A prática ainda contribui para que seja retardado o desenvolvimento da doença

A saúde da mente está mais ligada às atividades físicas do que se imagina. Estudos da neurociência já comprovaram que a prática de exercícios físicos é capaz de diminuir o risco de desenvolver diversas doenças, não apenas as cardíacas como se imaginava recentemente. O mal de Alzheimer é uma delas. Atos simples como subir escadas e caminhar podem reduzir os riscos de desenvolvimento da doença, que, atualmente, afeta 1,2 milhões de brasileiros.



- Além da prevenção, a prática de exercícios físicos também pode minimizar os sintomas do Alzheimer, melhorando a ‘comunicação’ entre as áreas cerebrais afetadas pela doença. O exercício aumenta tanto a expressão gênica quanto a proteína do BDNF, substância que favorece a formação dos neurônios – explica Dr. Paulo Mattos, médico e pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

Atividades aeróbicas também contribuem para uma melhor irrigação sanguínea do cérebro, mais um fator que pode contribuir para a diminuição do risco do surgimento da demência. Curiosamente, a atividade física parece ter mais influência positiva no envelhecimento cerebral e na prevenção das demências do que a manutenção de atividade intelectual pós-aposentadoria, algo que sempre foi muito repetido.

Associado à velhice, o mal de Alzheimer ocorre em aproximadamente 60% dos casos de demência entre pessoas acima dos 60 anos de idade. Com o aumento da expectativa de vida da população mundial, a projeção é que haja cada vez mais idosos e, consequentemente, mais demência.

- É importante que o olhar e o cuidado estejam direcionados não só para o paciente com Alzheimer como também para a família que, sobretudo no fim da doença fica muito sobrecarregada. Como não há cura, é preciso que alternativas sejam inseridas na rotina para que o dia a dia se torne menos desgastante. A atividade física se torna uma aliada também na promoção do bem-estar e contribui para que o paciente permaneça ativo, mesmo que através das tarefas diárias – pontua a psicóloga Mariana Guedes, que coordena o Grupo de Apoio a familiares de pessoas com Alzheimer do Hospital Rios D’Or.

Clínica da memória – O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) mantém no Rio de Janeiro o serviço “Memory Clinic”, primeiro do estado a oferecer os diversos exames necessários para o diagnóstico de demência. Com o intuito de justamente avaliar indivíduos com queixas de memória, o serviço utiliza os protocolos mais modernos de investigação, como avaliação clinico-neurológica, neuroimagem e neuropsicologia, além do exame de líquor.

- Pelo fato do IDOR ser um centro de pesquisa, muitas investigações precisam esclarecer aspectos importantes sobre demência. Por exemplo, quais fatores determinam se o estágio intermediário, o Comprometimento Cognitivo Leve, irá progredir para demência ou não – finaliza o Paulo Mattos.

Grupo de apoio a familiares de pessoas com Alzheimer – Há sete anos profissionais de diversas especialidades se reúnem e promovem no Hospital Rios D’Or um encontro gratuito, mensal, com familiares e cuidadores de pessoas com Alzheimer. A iniciativa busca colaborar com a melhoria da qualidade de vida de pacientes.

- A família da pessoa com Alzheimer fica ciente do caminho que terá que percorrer, mas cabe a ela a forma com que fará isso. As que buscam se amparar, além da assistência especializada e multiprofissional ao paciente, com condutas de amor e humor, administram as fases com mais tranquilidade, gerando benefícios para todos. É este o estímulo que recebem no Grupo de apoio do Hospital Rios D’Or – complementa a psicóloga.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Gordura abdominal e ausência de atividades físicas contribuem para a síndrome metabólica

Tratamento pode abranger desde a mudança de hábitos de vida até a cirurgia metabólica

Aquele excesso de gordura abdominal pode representar algo além de alguns dígitos a mais na balança. Pode ser sinal de uma síndrome metabólica, que tem como base a resistência do corpo à insulina. Este distúrbio hormonal contribui para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, da pressão alta, obesidade e a elevação das taxas de triglicérides, glicemia e colesterol. Todas essas doenças juntas cooperam para o surgimento de problemas cardiovasculares, o AVC e o infarto. Porém, a redução do peso corporal através de atividades físicas, tratamento medicamentoso ou cirurgia metabólica representam o controle, ou até, a cura da doença.

As causas da síndrome metabólica estão associadas à ausência de hábitos saudáveis, como alimentação e atividade física. Um alerta é que além de adultos, as crianças têm desenvolvido a doença cada vez mais cedo.



- Os hábitos dos pais refletem na vida dos filhos. Se eles não buscam uma rotina saudável, logo, as crianças não têm bom exemplo. Além disso, o excesso de uso de tecnologias, como tablet, televisão e celulares, têm contribuído para que as crianças se movimentem cada vez menos.  Isto, juntamente com o fácil acesso aos fast food, coopera para o ganho de peso e o desenvolvimento da síndrome metabólica – pontua a Dra. Monique Lima, endocrinologista do Hospital Rios D’Or.

A falta de uma rotina saudável também é a responsável pelo crescimento dos casos da doença ao longo dos anos, pois a correria diária e a ansiedade têm feito as pessoas consumirem alimentos processados, cheios de calorias, ricos em gorduras saturadas e carboidratos simples, e que, cada vez mais, têm tido menos tempo para se exercitarem. Além disso, a predisposição genética também coopera para o distúrbio, principalmente, àqueles com histórico familiar de diabetes.

Diagnóstico

A síndrome metabólica é diagnosticada através da avaliação física pelo médico - que vai verificar a pressão arterial e a gordura visceral, principalmente a localizada no abdomen, e dos exames hormonais e de sangue - que mostra as alterações nas taxas de colesterol, triglicérides e glicemia. A desregulação desses índices somados à obesidade significam risco à saúde, pois estão ligados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares - como AVC e infarto - aos casos de infertilidade feminina decorrente da resistência do corpo à insulina, às complicações durante a gestação, e a alguns tipos de câncer, como o colorretal.

Cirurgia metabólica – possível tratamento

Como a síndrome metabólica está muito associada ao sobrepeso, o principal tratamento base é a mudança dos hábitos de vida, incluindo na rotina exercícios e dieta equilibrada.

Dependendo do resultado clínico e laboratorial, há outros tratamentos específicos. Por exemplo, para aqueles que estão com a taxa de IMC acima dos 40kg/m², há a indicação de cirurgia metabólica. Este procedimento, além de focar na redução do peso, também age no controle do diabetes tipo 2, por isto o termo cirurgia metabólica. Para quem está no grau 2 de obesidade, ou seja, com IMC acima de 35kg/m², a cirurgia só é indicada caso tenha ligação com outra patologia, sendo o diabetes, novamente, a principal associação.


- Há outras alternativas para tratar a doença, como os medicamentos, mas isso depende do tipo de alteração da síndrome o paciente tenha e do objetivo do tratamento naquele momento -  finaliza Dr. Monique Lins.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Medicamentos: Como guardar corretamente?

Armazenamento incorreto interfere na composição química dos remédios

É comum ter uma caixa ou um armário cheio de medicamentos acumulados ao longo da vida. Estão ali seja porque sobraram depois de um tratamento anterior, ou para ter em mãos em caso de necessidade. Mas especialista alerta para dois simples detalhes que nem todo mundo se atenta: a data de vencimento e os cuidados no armazenamento.

De acordo com as normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), as embalagens dos medicamentos devem conter, dentre outras informações, número do lote, data de fabricação e orientações quanto ao armazenamento adequado destes produtos. As recomendações são armazenar em locais secos, que não tenham incidência de luz solar direta, sem umidade e arejados.



- É importante evitar armários de banheiro por estarem em um ambiente que tem muita umidade, que, somada à temperatura, modifica a estrutura química do medicamento. O ideal é mantê-los dentro de uma maleta, guardada em quartos por exemplo. Prestando sempre atenção à temperatura, que deve estar entre 15° e 30° graus, para a manutenção do produto – explica Rômulo Carvalho, farmacêutico corporativo da Rede D’Or São Luiz e coordenador do curso de farmácia do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

Outro ponto que pode sofrer alteração é a data de validade, que é mais vulnerável dependendo da consistência física do remédio. Por exemplo, os antibióticos de suspensões orais – que precisam ser dissolvidos em água – tem serventia de apenas sete dias após abertura do frasco. A fragilidade também vale para colírios e pomadas, sendo os comprimidos os mais fiéis ao prazo de vencimento informado no rótulo, desde que seja utilizado logo após retirado da embalagem.

- A pessoas também costumam guardar os medicamentos na bolsa para tê-los em mãos sempre que precisarem. Mas os cuidados em relação à integridade também valem para estes casos. A aparência é o que vai dizer se o remédio está bom para consumo mesmo se estiver dentro da validade. Se houver descoloração, desmanche, esfarelamento, bolor e, eventualmente, odor, estará impróprio para consumo – detalha Rômulo Carvalho.

Pode cortar o comprimido para reduzir a dosagem? 

Este procedimento não é indicado, pois há uma questão técnica envolvida. O comprimido é feito de componentes ativos e inativos, que não são distribuídos uniformemente, ou seja, partir ao meio não significa que há 50% deles de cada lado. Portanto, o ideal é utilizar a dosagem exata prescrita. Além disso, um erro leva ao outro, pois as pessoas, além de cortar o comprimido, guardam a outra metade para tomar depois. Mas esta deveria ser descartada.

É possível utilizar mais de um comprimido para atingir a dosagem prescrita?

Não há problema tomar mais de um comprimido, desde que a junção destes resulte na dosagem indicada. Por exemplo, para uma prescrição de 10mg, pode ingerir duas pílulas de 5mg.

Qual a melhor forma de descartar os medicamentos vencidos?

Uma possibilidade é verificar se há farmácias próximas e/ou serviços de saúde que funcionem como postos de coleta. Caso não seja recebam, em pequenas quantidades, pode ser direcionado ao lixo comum doméstico.  No entanto, é preciso ficar atento com o descarte de materiais perfurocortantes, como agulhas, para não provocar acidentes.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Atenção ao coração: Especialistas do Grupo Oncologia D’Or e Rede D’Or São Luiz recomendam cuidados durante o tratamento oncológico


No tratamento contra o câncer, o paciente precisa estar atento a diversos cuidados, como ter uma boa alimentação e praticar atividades físicas regularmente. Com a saúde do coração não poderia ser diferente. Especialistas recomendam uma atenção especial ao órgão, que pode sofrer acometimentos por conta de certos quimioterápicos, como aqueles à base de antraciclícos – bastante encontrados em medicamentos contra o câncer de mama, por exemplo.

O avanço da ciência oncológica contribuiu para uma maior sobrevida do paciente com câncer, mas também acabou comprometendo a saúde cardiovascular de quem lutava contra a doença. Isso fez com que oncologistas e cardiologistas se unissem para um melhor atendimento.



Segundo Gilberto Amorim, oncologista clínico do Grupo Oncologia D’Or, o papel do oncologista é avaliar adequadamente a necessidade de tratamento com quimioterapia à base de antraciclícos, se existem fatores de risco cardiovascular ou doenças cardíacas prévias como angina, infarto, dislipidemia, arritmias e hipertensão grave. “Havendo alternativas, é necessário indicar outros quimioterápicos. E, sempre que possível, solicitar exames básicos de avaliação como o ecocardiograma, por exemplo, e referir os casos para avaliação conjunta com o cardiologista”, afirma o oncologista.

Para Flávio Cure, cardiologista do Hospital CopaStar, da Rede D’Or São Luiz, a avaliação prévia do paciente oncológico é essencial para a evolução do tratamento. Entretanto, o especialista alerta que uma única visita não é o suficiente. “Uma consulta a cada dois meses é o ideal para manter a saúde do coração de quem precisará utilizar medicamentos à base de antraciclícos, por exemplo”, diz.

Para amenizar os efeitos desses medicamentos, o cardiologista explica que existem drogas capazes de evitar o problema. “O uso de beta bloqueadores e inibidores da enzima conversora da angiotensina, por exemplo, atenuam os efeitos cardiotóxicos de certos fármacos”.

Gilberto Amorim ainda lembra que a radioterapia também já chegou a ser uma preocupação. No entanto, ele explica que, com a evolução do tratamento, o cenário mudou.  “Com planejamentos modernos, além de bons equipamentos e equipe especializada, irradiar a mama – e cadeias de drenagem – é muito seguro para a saúde do coração do paciente”, finaliza.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Casos de suicídio aumentam e reforçam a importância de falar sobre o assunto


Transtorno depressivo é uma das doenças que pode levar uma pessoa a tirar a própria vida

Todos os anos, no mundo, mais de um milhão de pessoas tiram a própria vida. Em 2020, a previsão de aumento é de 1,5 milhões de mortes por suicídio ao ano. Os dados assustam, mas fundamentam a importância da Campanha Setembro Amarelo – de prevenção ao suicídio, que pontua que 32 brasileiros se suicidam, por dia – taxa superior às vítimas da AIDS e a maioria dos tipos de câncer. Por ser considerado ainda um tema "tabu", as pessoas fogem do assunto e, por medo ou por desconhecimento não conseguem reconhecer sinais de que uma pessoa próxima está com ideias ou comportamento suicida.



- É bastante difícil compreender o motivo que leva uma pessoa cometer um suicídio, e outras em situações similares não o fazem. Contudo, precisamos levar em conta os fatores emocionais, psiquiátricos, religiosos e socioculturais. Os principais fatores de risco são história de suicídio na família ou de tentativas anteriores de suicídio, e história de transtorno mental. Além disso, perdas recentes podem motivar o ato. Um ponto de atenção é quando a pessoa fala repetidamente sobre o tema da morte ou sobre suicídio – ressalta a psicóloga do Hospital Rios D’Or, Mariana Guedes.
 
Segundo a Organização Mundial de Saúde, 9 em cada 10 casos de suicídio poderiam ser prevenidos, e por isso a esperança e a importância da Campanha Setembro Amarelo: a ideia é "quebrar tabus, falando sobre o assunto, esclarecendo, conscientizando e estimulando a prevenção". Sabe-se que quando ocorre um suicídio, cerca de 6 a 10 pessoas são afetadas diretamente. Então, é de extrema importância compreender o sofrimento não só da pessoa que tentou o suicídio e não alcançou a morte, como também dos familiares, amigos e das demais pessoas próximas.
 
- O suicídio é um problema de saúde pública que não pode ser ignorado. As estatísticas, tanto no Brasil quanto em outros países, têm aumentado exponencialmente. A taxa de suicídio nos Estados Unidos, por exemplo, no início dos anos 2000, era de 11 para 100 mil indivíduos. Em menos de 10 anos esse número aumentou para 13 a cada 100 mil – explica Dr. Paulo Mattos, neurocientista do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e coordenador do Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA).
 
É importante saber que o trabalho de prevenção do suicídio nunca é solitário, envolve uma parceria com a família e os diversos profissionais (médico, psiquiatra, psicólogo, fisioterapeuta, etc), para que se possa estabelecer um plano de segurança. Além disso, pode-se recorrer ao Centro de Valorização à Vida, através de ligação para o número 141.
 
Depressão: o mal do século – Entre os fatores identificados de desencadeadores do suicídio está a depressão. Mesmo com todos os avanços da medicina, tem afetado milhões de pessoas ao redor do mundo. Considerada a doença do século, a depressão atinge 4,4% da população mundial e 5,8% dos brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os números alarmantes ampliaram o debate sobre o transtorno, mas muito ainda precisa ser feito. Segundo especialistas, falar sobre o problema é um passo importante, já que muitos confundem a tristeza patológica da transitória, provocada por acontecimentos ruins, que podem acometer qualquer pessoa durante sua trajetória de vida.  
 
- A depressão é uma doença que pode afetar pessoas de diversas idades. Por isso, é importante estar atento a certos sintomas, como: fadiga ou perda de energia constante, baixa autoestima, distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva), estado com o humor triste quase todos os dias, entre outros. O acompanhamento médico é essencial para a evolução do paciente, assim como a participação de amigos e familiares durante este processo – complementa o neurocientista.
 
O especialista destaca que a depressão não é a única doença a levar ao suicídio. A esquizofrenia também pode levar o paciente a tirar a própria vida.
 
FATORES DE RISCO PARA O SUICÍDIO:

- Comportamento retraído ou dificuldade para se relacionar com parentes e amigos;
- Alcoolismo;
- Ansiedade, pânico;
- Mudança na personalidade, irritabilidade, agressividade;
- Pessimismo, depressão;
- Mudança no hábito alimentar ou no padrão de sono;
- Sentimento de culpa, de se sentir sem valor;
- Perda recente importante (separação, divórcio, morte);
- Sentimentos de solidão, desesperança;
- Doença crônica limitante ou dolorosa.

COMO AJUDAR:

- Achar um lugar adequado, onde possa acontecer a conversa com uma privacidade razoável;
- Acolher a dor e o sofrimento, escutando atentamente e com interesse o que a pessoa diz, com calma e sem julgamentos para facilitar a comunicação;
- Aceitar a queixa da pessoa e ter respeito pelo sofrimento dela;
- Expressar respeito pelas opiniões e pelos valores da pessoa;
- Demonstrar preocupação, cuidado e afeto por ela;
- Orientar e acompanhar a busca por profissionais.
 
Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA) - Tanto a depressão quanto a ansiedade são relativamente comuns e podem afetar a atenção e a memória. O aprendizado de crianças e adolescentes, por exemplo, fica comprometido na maioria dos casos. Entretanto, é preciso fazer um diagnóstico preciso entre dificuldades que são secundárias à depressão e dificuldades de aprendizado que, secundariamente, levam à depressão por conta do fracasso acadêmico. Este pode ser um diagnóstico muito difícil, e por isso, o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) se associou, em 2012, ao Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA), que se dedica ao diagnóstico de dificuldades de atenção, memória, linguagem e aprendizado desde 1992.
 
Lá, a equipe liderada pelo neurocientista Paulo Mattos realiza o exame neuropsicológico, que avalia o histórico de sintomas e o comportamento, além das funções intelectuais do paciente, que são: a memória, a linguagem, a percepção visual, a capacidade de planejamento e o controle de impulsos. “No exame, cada uma dessas funções é avaliada de modo objetivo e, depois, é realizado uma correlação de todas elas”, explica Mattos.
 
“No caso de queixas de desatenção, esquecimento, dificuldades de planejamento e até mesmo impulsividade, é fundamental distinguir se elas estão dentro do limite da normalidade ou se fazem parte de um problema que precisa de acompanhamento clínico. O exame neuropsicológico apresenta uma avaliação detalhada, auxiliando o profissional que está responsável pelo caso”, finaliza.
 
O CNA fica na Rua Diniz Cordeiro, 30, Botafogo, no Rio de Janeiro. Além de pesquisas científicas, o Centro de Neuropsicologia Aplicada realiza atendimentos externos.
 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Atividade física regular pode reduzir sintomas de dor crônica

Atitude do paciente ajuda a ter uma vida com menos sintomas

Caminhadas e corridas nunca estiveram tão presentes na vida do brasileiro. Na última década, movimentar-se é considerado um dos pilares determinantes para a manutenção de uma vida saudável. Mas não só isso, ao contrário do senso comum, que acredita no repouso como combate a algumas doenças, o exercício é indicado pelos médicos como tratamento para dores crônicas.

A dor crônica é definida quando acontece de forma contínua ou intermitente, por um período igual ou superior a três meses. “Este é o tempo mínimo para que o sistema nervoso crie uma memória associada à dor intensa e de longa duração, o que a caracteriza como dor crônica", explica Dr. Thiago Bernardo de Carvalho Almeida, médico do esporte do Hospital IFOR, da Rede D’Or São Luiz.



Ela pode ser combatida com atividade física em diversas ocasiões, como nas dores da região lombar – chamada de lombalgia – que acomete até 85% da população mundial uma vez na vida, segundo dados da literatura médica.

As doenças como a lombalgia, cefaleia, artropatias e osteomusculares relacionadas ao trabalho também podem ser atacadas com a atividade física regular. “São raros os casos de pacientes com artrose em que a atividade física está contraindicada, por exemplo”, explica.

Thiago orienta que no caso da osteoporose, é importante se exercitar tanto na prevenção quanto no tratamento. No caso da fibromialgia, na maioria dos casos, o tratamento medicamentoso não surte efeito se não estiver associado à atividade física. “O uso terapêutico do exercício vem se provando cada vez mais eficiente”, sugere.

Além da atividade física, os especialistas recomendam que os pacientes mantenham também hábitos alimentares saudáveis e uma boa rotina de descanso, pois são fundamentais para a manutenção da qualidade de vida.

O tratamento da dor crônica pode variar de acordo com cada pessoa. Ele cita o exemplo da musculação, que pode ter cargas e repetições diferentes para cada etapa. “Nem sempre o tratamento da dor deve ser individualizado, mas orientado de acordo com as necessidades de cada pessoa. Isso inclui uso de medicamentos, mudança do estilo de vida, prática esportiva, entre outras coisas”.

O Dr. Thiago recomenda ainda que os pacientes procurem uma atividade física ao seu agrado, mas sempre acompanhado de um profissional. “É a manutenção do exercício que trará o bem-estar e uma melhor qualidade de vida”.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Doenças mais comuns em crianças no período escolar


Crianças de até 2 anos de idade possuem uma quantidade de anticorpos ainda relativamente menor que as crianças maiores. Assim, seu sistema imunológico não está maduro o suficiente para defender o corpo com a mesma eficiência que os demais, por isso há tantos eventos seguidos de infecções especialmente respiratórias.  O contato com outras crianças também influencia no aumento dessa frequência, assim como a falta de algumas vacinas que ainda não foram administradas.


Confira a entrevista que a Pediatra Alergista deu para a Rede D’Or São Luiz com algumas dicas importantes para o cuidado com seu pequeno.

1 - Muitas crianças ficam mais doentes depois que começam a frequentar a escola, isso é comum?

Sim, é bastante frequente. Principalmente quando percebemos a tendência atual, na qual as crianças têm ido à escola um pouco mais cedo. Isso tem ampla relação com a faixa etária e com a presença de outros fatores de risco que levem a desenvolver infecção, até mesmo com a própria presença de atopia ou alergias respiratórias.

2 - Quanto mais nova a criança, mais suscetível ela está às doenças?

Sim, isso é verdade. Os bebês até os 2 ou 3 aninhos de idade têm uma quantidade de anticorpos menor do que o adulto, às vezes em torno de 50% a 60% menos. Em virtude disso, e pelo fato de nem todas as vacinas terem sido administradas até essa idade, existe uma vulnerabilidade maior aos processos de infecção que se tornam mais frequentes e às vezes intensos.

3 - Há uma idade recomendada para a criança ser colocada na creche?

Esse é um assunto bem polêmico, ainda mais na sociedade atual, na qual as mães estão inseridas no mercado de trabalho. Existem duas dificuldades. O ideal é, se a situação econômica e a estrutura da família permitir, adiar a creche até os 2 ou 3 anos, em virtude da existência de uma menor quantidade de anticorpos que é natural da idade e devido as vacinas ainda não estarem completas, tendo a criança mais chance de infecção. Por isso, o ideal é esperar a fase de lactente jovem terminar para que a criança frequente a creche. Não sendo possível, a orientação é vacinar e ofertar a alimentação o mais saudável possível.

4 – As infecções ocorrem devido o contato direto com as demais crianças?

É mais uma característica natural dos bebês terem infecções recorrentes não graves (4 a 6 vezes ao ano nos primeiros 2 anos). Nas outras faixas etárias nós teremos outros problemas, como por exemplo: nas crianças de 2 a 6 anos já começa o convívio mais próximo (trocam objetos de uso pessoal, se abraçam...) e com isso acaba ocorrendo a transmissão dos quadros infecciosos entre as próprias crianças, que estarão em ambiente fechado e geralmente confinados. Inclusive no verão intenso, é muito difícil as escolas não usarem ar condicionado, e isso acaba favorecendo um confinamento maior e a transmissão de doenças, especialmente as de vias aéreas superiores e gastrointestinais.

5 - Há um limite para recorrência desses casos? A partir de que idade a criança fica mais suscetível a ter essas doenças e se há idade limite que ela fica mais tranquila e começa a ter uma forma de controle para essas doenças?

Existe o limite para essa recorrência, sim. Nos primeiros 2 anos, espera-se cerca de 4 a 6 episódios infecciosos e sem gravidade, algo que são resolvidos com sintomáticos ou outro evento com antibiótico. Mas existem critérios que chamamos de sinais de alerta, onde essa recorrência passa a chamar atenção do Pediatra, e passa a ser importante a ação do especialista investigando se existe uma baixa imunidade. Um sinal de alerta é se essa criança está usando ao longo do ano mais do que 2 meses do uso de um antibiótico ou se, por exemplo, ela teve uma infecção que demandou uma internação hospitalar para resolver. Esses são sinais de alerta que levam o Pediatra a indicar uma pesquisa mais profunda com o Alergista.

6 - Quais são as doenças mais comuns e quais sintomas?

O que mais acomete as crianças são, sem sombra de dúvida, as infecções nas vias aéreas superiores: a gripe ou resfriado (tosse, coriza, espirros) e em consequência dessa gripe as complicações, como as sinusites, otites e até pneumonia. A pneumonia acomete bastante as crianças em idade escolar, principalmente os pequenos em torno dos 2 a 3 anos e depois a faixa dos adolescentes. Os bebês têm mais infecções virais, especialmente no primeiro ano, e principalmente as relacionadas ao vírus respiratório que dá um quadro um pouco mais difícil, que às vezes precisa da intervenção do Médico Assistente mais de perto.

7- Há vacinas preventivas para essas doenças? Elas estão disponíveis no calendário de vacinação proposto pelo Ministério da Saúde?

Sim. Hoje o Brasil é bastante eficiente no aspecto vacinal. O calendário do Programa Nacional de Imunizações contempla a maior parte das doenças graves, e hoje nós tivemos melhorias importantes com a adição da varicela que é da catapora, uma doença de grandes complicações e muitas internação dos pacientes, as pneumonias estão contempladas, a meningite contemplada com a do tipo C. Tem atualmente uma única vacina que acho que ainda falta nesse calendário do governo: a vacina da Meningite contra a Meningite Meningocócica, que acredito que ao longo dos anos ela será incluída.

8 - Manter as crianças hidratadas e bem alimentadas pode contribuir nessa prevenção?


Sim. Adequadamente sim. Hoje a gente tem fatores muito importantes e a saúde é o resultado de várias ações, onde principalmente entra, além da vacina e a ida regular ao Pediatra, a alimentação. Os nutrientes, os antioxidantes, as vitaminas fazem com que a criança tenha uma imunidade natural, além daquela adquirida com as vacinas. E o hábito de lavar as mãos também reduz a transmissão de infecções em todos os âmbitos.

9 - Quais são as principais dicas para os pais? Existe alguma outra forma de aumentar a imunidade, além da alimentação e hidratação?

É muito importante transmitir para as crianças pequenos hábitos que ajudam na proteção, como por exemplo lavar as mãos. Esse hábito se mostra muito efetivo, porque a criança leva muito a mão à boca. Quando a criança maior que 6 anos implementa essa prática de lavagem das mãos, já ajuda a interromper uma cadeia de transmissão de doenças bastante importantes, principalmente quando saírem de coletivos, de locais públicos e antes das refeições. Isso já vai diminuir bastante a veiculação dos agentes infecciosos. Outra boa prática, se a criança for um pouco maior, é o uso do álcool gel. Ela pode levá-lo na mochila, com isso facilitando essa higienização. Nas meninas a atenção importante é com relação aos objetos de uso pessoal, principalmente escova de cabelo, devido a pediculose (piolho) ser transmitida mais facilmente desta forma. São regrinhas simples do dia a dia que podem facilitar a redução das infecções.

10 - É adequado levar a criança doente para a escola? Quando deve-se levar e quando deixar em casa? Tem algum sintoma principal para optar em deixá-la em casa?

Isso depende da realidade da família. O ideal é a criança ficar em casa com a família, porque ela terá aquele mal-estar, astenia (fraqueza), febre, demandando um pouco mais de cuidado e menos ativa também. Eu considero mais relevante que a criança, iniciando um quadro infeccioso, fique em casa. Até para o benefício dela e do grupo, da coletividade. Porque a ida da criança a um ambiente aonde ela pode transmitir aos colegas ainda sem diagnóstico é um pouco ruim não só para ela, mas como para o ambiente todo que a cerca, que pode ser acometido por um surto ou até por uma infecção um pouco mais grave. Se a família tiver condição de cuidar em casa, o ideal é não ir a escola.

11 - É correto ou é mito dizer que é importante a criança ter algum tipo de doença para desenvolver anticorpo e reforço do sistema imunológico?

Essa era uma prática antiga. Antes da vinda do calendário vacinal adequado nós tínhamos poucas opções de proteção. Hoje não tem muito sentido expor a criança a uma doença prevenível. Hoje as vacinas fazem uma cobertura bastante ampla dos germes mais comuns, então você expô-la desnecessariamente a uma infecção não é recomendável. Naturalmente, as infecções irão ocorrer ao longo da vida e conforme a idade dessa criança avance e toda sua carteira de vacinação esteja completa, ela terá uma imunidade adquirida de forma segura. Lembrando que todo processo infeccioso exposto desnecessariamente, pode evoluir mal, dependendo do agente.

12 - A condição climática da escola também é um fator relevante? Quais cuidados são necessários para o ambiente ficar mais seguro para as crianças?

A questão de temperatura dos ambientes fechados é bastante relevante. Se a criança for alérgica, não tiver seu quadro alérgico bem tratado e estiver confinada numa ambiente com ar condicionado e temperaturas muito baixas, esse ressecamento das vias respiratórias propicia ainda mais a complicações recorrentes da infecção. Outra situação importante para os pais discutirem com as escolas, é na época do ano de inverno e outono utilizarem mais as janelas abertas, para evitar o aumento das infecções trocadas entre as crianças no ambiente.

13 - Existe alguma dica para a escola ou creche conseguir evitar um pouco esta contaminação ou é um pouco inevitável as crianças ficarem doentes, decorrentes do contato?

Seria bom uma formula mágica, entretanto, é bom frisar que o mais importante é a boa saúde que deve ser conquistada ao longo de todos os anos, indo ao Pediatra, cumprindo todas as etapas do calendário vacinal e com a melhor alimentação possível, para que essa criança tenha uma imunidade natural e adquirida somadas para um bom desempenho de sua saúde. Além das boas práticas de higiene como a lavagem de mãos e o uso do álcool gel que ajudam e as escolas podem disponibilizar esse álcool gel nos corredores, muitas já fazem isso. Podem ser somadas às boas práticas algumas Campanhas, como o uso de repelentes prevenindo doenças como a Dengue, a Zika e a Febre Amarela. O cuidado contínuo precisa ser uma parceria entre escola e família.

14 - Tem algum cuidado que os pais podem ter, caso a creche possua aqueles brinquedos de uso comum?

É um pouco difícil, porque não há uma norma proibindo esses brinquedos coletivos. O ideal é que se fiscalize e utilize um brinquedo lavável, evitando resíduos que podem levar a uma contaminação maior das crianças. Hoje as escolas e creches estão mais atentas a isso e tem-se evitado o uso de materiais que possam causar danos às crianças.

É importante que os pais tenham a rotina de levar seus filhos ao Pediatra, para que se faça uma medicina preventiva e nas situações que se tenha risco ou dúvidas, tenha uma referência de uma Emergência Pediátrica que possa contar para que sua criança possa sempre ser bem atendida.

A Emergência Pediátrica do Hospital Barra D’Or além de possuir profissionais altamente qualificados, tem a proposta de unir o acolhimento e agilidade no atendimento a bebês e crianças, sem perda de qualidade.