Sobre o que você quer saber?







sexta-feira, 19 de maio de 2017

Grande inimiga da alegria, a depressão é considerada o mal do século

A pessoa depressiva perde o sentido da vida vivendo um misto de tristes sentimentos

A tristeza é inevitável em determinadas situações. Esse sentimento é comum à vida de qualquer ser humano, mas é preciso ficar atento à sua frequência e se está acompanhada de angústia, ansiedade, desmotivação, pessimismo, apatia, cansaço ou fadiga e distúrbios do sono. Essa mistura de sintomas, que podem aparecer isoladamente ou em conjunto, pode caracterizar a depressão, distúrbio cerebral que está ligado ao desequilíbrio químico dos neurotransmissores e requer uma atenção especial e acompanhamento médico.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a depressão é o transtorno mental mais prevalente no mundo sendo conhecida como uma das inimigas que mais atormentam a saúde humana. Segundo a OMS, cerca de 350 milhões de pessoas têm o distúrbio.

- Em muitos casos o paciente não percebe que está doente e são os familiares e amigos que identificam que algo está errado. A gravidade da depressão não pode ser minimizada, pois ela pode causar prejuízos significativos na vida do paciente comprometendo suas atividades sociais e pessoais sendo, inclusive, uma das principais causas de afastamento do trabalho – explica a psicóloga Mariana Guedes, do Hospital Rios D’Or.



Em situações mais brandas, como na depressão leve, a pessoa busca pessoas próximas para desabafar e compartilhar seu sofrimento, dificultando o diagnóstico e tratamento correto. A situação se torna mais preocupante quando a pessoa se isola abandonando as atividades sociais e profissionais comprometendo até mesmo a higiene e a aparência. Geralmente, nesse estágio o indivíduo deprimido não tem forças para buscar ajuda, cabendo aos amigos e familiares cuidarem da integridade física e mental do paciente, buscando apoio médico e profissional.

- O ideal é que não se espere chegar a um estágio tão grave para procurar ajuda. Para evitar o agravamento do quadro o correto é que a pessoa busque auxílio profissional ao sentir uma tristeza profunda e permanente, sem causa aparente. Porém, nem sempre a pessoa deprimida aceita ajuda médica com facilidade. É preciso paciência, não demonstrar excessiva compaixão pelo enfermo, escutar suas queixas sem banalizar seu sofrimento e até se oferecer como companhia para as consultas – completa a psicóloga.


A boa notícia é que a depressão é curável. O primeiro passo é o paciente reconhecer que precisa de ajuda e buscar auxílio profissional. O tratamento é individualizado e inicia com mudanças de estilo de vida com hábitos saudáveis como a prática de exercícios, boa alimentação e boas noites de sono. Terapia, medicações e tratamentos alternativos podem ser indicados separadamente ou combinados, sendo grandes aliados na busca por uma vida longe da tristeza.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Atividade física é grande aliada dos idosos

Longevidade e qualidade de vida são alguns dos inúmeros benefícios de uma vida ativa 

A terceira idade chega, inevitavelmente, mas nem sempre está acompanhada de uma vida pacata, restrita aos cuidados com os netos. Muitas das pessoas que estão nessa faixa etária estão vivendo de forma plena, além de estarem inseridos no mercado de trabalho, viajam, curtem a família e fazem novas descobertas a cada dia. A prática de atividade física é uma grande aliada para que o corpo acompanhe essa mente jovial, beneficiando a saúde física e emocional.

- É inevitável que algumas mudanças aconteçam durante o processo de envelhecimento e a atividade física é a medida de prevenção mais eficaz para amenizar essas modificações do corpo. Esta prática resulta na independência do idoso, reduzindo o risco de queda e de complicações relacionadas a imobilidade (como trombose e feridas na pele), além de estimular a melhora cognitiva e da socialização que é importantíssima para a auto estima desses pacientes – detalha o geriatra Rodrigo Serafim, do Hospital Copa D’Or.



Diversas modalidades são oferecidas, porém, a escolha pela atividade que será praticada deve estar alinhada à outras questões como, por exemplo, doenças pré-existentes, limitação física e idade. Os limites do corpo devem ser respeitados e a consulta médica antes do início de qualquer esporte deve ser uma regra para evitar lesões musculares e/ou danos permanentes à saúde.

- Não existe atividade física ideal para a terceira idade. Qualquer exercício pode ser praticado por eles, desde que estejam preparados para isso. É preciso uma avaliação médica detalhada para descobrirmos o que o paciente gosta de fazer, pode fazer e deve fazer. Devemos respeitar a especificidade de cada indivíduo para que a prática esportiva ofereça prazer e benefícios para sua saúde. O ideal é que a partir dos 40 anos o paciente mantenha, ou inicie, um acompanhamento físico para fortalecimento e equilíbrio da musculatura do corpo, a fim de que alcance a melhor idade com qualidade de vida – explica o ortopedista, Dr. Michael Simoni, do Hospital Copa D’Or.

Nunca é tarde para começar a se exercitar. Uma leve caminhada pode ser uma excelente forma de colocar o corpo em movimento, sem esquecer dos alongamentos. Aulas de hidroginástica, de dança e natação também são opções que ajudarão a manter corpo e mentes saudáveis.

BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA A TERCEIRA IDADE:

➢ Melhora da performance cardiovascular;
➢ Melhora a flexibilidade e a força muscular;
➢ Prevenção de doenças cardíacas;
➢ Ajuda no combate à depressão;
➢ Prevenção da obesidade;
➢ Redução dos riscos da osteoporose;
➢ Diminuição das dores oriundas de inflações nos tendões, músculos e articulações;
➢ Insere o idoso no meio social.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Realização de exames periódicos permite identificação precoce de diagnósticos


Fatores de risco para doenças cardiovasculares e AVC são os principais alvos do Check up

A prevenção ainda é o melhor cuidado com a saúde. Uma alimentação balanceada, a prática de exercícios físicos e exames periódicos são grandes aliados de uma vida saudável. Além disso, a realização frequente de alguns exames pode contribuir na identificação de diagnósticos precoces – forte aliado em tratamentos, principalmente, relacionados a doenças cardiovasculares. O coordenador do serviço de cardiologia do Hospital Quinta D’Or, Francisco Carlos Lourenço, reforça a importância do Check up:

• O check up é uma avaliação médica periódica, com história clínica e exame físico, associada a exames complementares (em geral a dosagem de glicose em jejum, colesterol e triglicerídeos) que visa a identificação de pessoas com um risco maior de determinadas doenças;




• A avaliação periódica visa a identificação de pessoas com um risco maior para doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico, através da identificação dos fatores de risco como a hipertensão, diabetes, dislipidemia, sobrepeso, sedentarismo, tabagismo e a história familiar. Assim podemos iniciar as orientações para seu controle;

• Na avaliação, buscamos por pacientes que tenham perfil:
- Histórico familiar de infarto ou morte súbita (principalmente em parentes de primeiro grau);
- Pais ou irmãos com aumento do colesterol;
- Sintomas como falta de ar, palpitações e dores no peito;
- Medidas de pressão arterial frequentemente acima de 135x90 mmHg;
- Tabagistas; - Diabéticos;
- Doença cardíaca na infância ou sopro cardíaco;
- Planejam realizar a prática esportiva;
- Apresentam sobrepeso ou obesidade.

• Todos os adultos a partir dos 20 anos de idade já devem realizar uma avaliação cardiológica. Antecedentes familiares podem interferir na precocidade das avaliações. Assim, crianças cujos pais possuem colesterol alto devem realizar o rastreamento a partir de 10 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em geral é recomendado:
- Aos 20 anos - medida da pressão arterial e dosagem do colesterol;
- Dos 20 aos 40 anos - avaliações a cada três anos;
- Dos 40 anos em diante - avaliação clínica anual com avaliação cardiológica.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Câncer de próstata: Avanços tecnológicos contribuem com as chances de cura


Intervenção robótica representa 80% das cirurgias para a especialidade

Novos tratamentos e métodos de diagnóstico, assim como procedimentos cirúrgicos, têm revolucionado o combate ao câncer de próstata. A estimativa é que mais de 61 mil homens recebam o diagnóstico ainda este ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença é a segunda mais comum entre os homens, porém tem altas chances de cura em 90% dos casos quando diagnosticada precocemente. Especialistas altamente qualificados e equipamentos modernos encontram-se disponíveis nas unidades da Rede D’Or São Luiz, e nas clínicas do Grupo Oncologia D’Or.

No diagnóstico precoce a biópsia por ressonância merece destaque. Segundo o oncologista clínico Daniel Herchenhorn, do Grupo Oncologia D’Or, a diferença entre a biópsia tradicional e a por ressonância é que a segunda diminui os riscos do super-diagnóstico, que nada mais é o diagnóstico de uma anormalidade que não traduz, necessariamente, uma doença clinicamente significativa.

- A biópsia por ressonância para o câncer de próstata pode melhorar o diagnóstico da doença e focar no que realmente deve ser tratado, que é o tumor denominado de grau elevado. Trata-se de um importante avanço contra a doença – comenta o oncologista.



Ainda segundo Daniel Herchenhorn, uma vez diagnosticado o câncer de próstata, é preciso levar em conta diversos fatores antes de dar início ao tratamento, entre eles: a idade do paciente, o estadiamento da doença, a probabilidade de cura, além da expectativa em relação aos efeitos colaterais de cada terapia. Em alguns casos, procedimentos como a radioterapia e a quimioterapia são os mais indicados. Já em outros, o simples monitoramento da doença é o recomendado.

Quando o assunto é procedimento cirúrgico, a robótica tem sido muito indicada. Maior precisão para a equipe médica, resolutividade e segurança ao paciente fizeram da cirurgia robótica o procedimento minimamente invasivo mais utilizado em intervenções urológicas. Há um ano, o Hospital Quinta D’Or iniciou o serviço de cirurgia robótica, dispondo do robô Da Vinci do modelo mais moderno no país, e já ultrapassou a marca de 250 procedimentos, sendo 160 em urologia – o que o torna no centro com maior volume de procedimentos robóticos do Rio de Janeiro.

- Atualmente, cerca de 80% das cirurgias para câncer de próstata são realizadas utilizando a plataforma robótica. Esse número vem aumentando progressivamente no Brasil, seguindo uma tendência mundial. Entre os benefícios, pode-se citar a visualização 3D do tumor, que permite ao cirurgião maior precisão da dissecção, minimizando hemorragias. Além disso, o procedimento minimamente invasivo contribui com a rápida recuperação do paciente e reduz as chances de problemas de incontinência urinária, além de menor risco de disfunção erétil – detalha Rodrigo Frota, urologista e coordenador do Programa de Cirurgia Robótica da Rede D’Or São Luiz.

Desde 2016 a Rede D’Or São Luiz atua com um programa especial de treinamento de robótica para seus cirurgiões, com certificação internacional de qualidade, contribuindo na qualificação e capacitação de cerca de 70 especialistas, resultando em procedimentos mais seguros. Os treinamentos em cirurgia robótica avançada ocorrem em parceria estabelecida entre a Rede D’Or São Luiz e a University of Southern California (USC), de Los Angeles, promovendo o avanço da medicina robótica no Brasil, também através do desenvolvendo de produções científicas conjuntas.

>>> Esclareça as principais dúvidas sobre o Câncer de Próstata – Segundo Daniel Herchenhorn, a conscientização da doença é primordial, pois a maior parte dos homens procura ajuda tardiamente. Pensando nisso, o especialista esclarece as principais questões sobre o tema:

O que é próstata? É uma glândula do sistema reprodutor masculino que pesa cerca de 20 gramas e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

O que é câncer de próstata? No Brasil, é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, após os tumores de pele não melanoma. Acontece quando as células deste órgão começam a se multiplicar de forma desornada. A doença pode demorar a se manifestar, exigindo exames preventivos constantes para não ser descoberta em estágio avançado e potencialmente fatal.

Quais são os principais sintomas da doença? Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e, quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 90% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Já fase avançada, pode provocar: dor óssea, sangue na urina e/ou no sêmen, dor ao urinar e vontade de urinar com frequência.

Quais são os fatores de risco? Histórico familiar de câncer de próstata (pai, irmão ou tio com a doença), obesidade (excesso de peso pode contribuir para o desenvolvimento desse tumor), raça (homens de pele negra sofrem maior incidência deste tipo de câncer).

E quanto ao diagnóstico precoce? A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo com a falta de sintomas, homens a partir dos 45 anos de idade com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir anualmente ao urologista.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Burnout: conheça a doença provocada pelo excesso de trabalho


Síndrome que tem sintomas parecidos com os da depressão é causada pelo esgotamento na vida profissional

Aproveite este Dia do Trabalho para refletir sobre a relação da sua saúde com a profissão que você exerce. Você sabia, por exemplo, que existe uma doença conhecida como síndrome de Burnout? Também chamado de síndrome do esgotamento profissional, o distúrbio tem sintomas parecidos com os da depressão, mas desencadeados pelo trabalho. É um estado de tensão emocional e estresse crônico, provocados por condições desgastantes de trabalho, sejam elas físicas, emocionais ou psicológicas.

Por isso, reserve hoje para refletir sobre este problema, uma das principais causas de afastamento do emprego. A Dra. Paula Fernandes, psiquiatra do Hospital Rios D’Or, responde quatro dúvidas sobre o tema:

1. Quais são as características do esgotamento profissional?

Algo diferente do estresse genérico, a Síndrome de Burnout geralmente incorpora sentimentos de fracasso. Seus principais indicadores são: cansaço emocional, despersonalização e falta de realização pessoal.



2. Como se identifica o problema?

Como qualquer tipo de estresse, a Síndrome de Burnout pode resultar em manifestações psicossomáticas. Normalmente se referem à fadiga crônica, frequentes dores de cabeça, problemas com o sono, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquiarritmias, outras desordens gastrintestinais, perda de peso, dores musculares e de coluna e alergias. Além disso, também podem ser notados os seguintes sintomas:

- diminuição e perda de recursos emocionais (falta de habilidade para lidar com dificuldades cotidianas que outrora eram superadas sem grande esforço);
- desenvolvimento de atitudes negativas para com outras pessoas no trabalho ou no serviço prestado, que não eram característica daquele indivíduo anteriormente;
- irritabilidade, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância à frustração, comportamento agressivo para com os clientes, companheiros e para com a própria família;
- sentimentos de vazio, esgotamento, fracasso, impotência, baixa autoestima;
- condutas evitativas, consumo aumentado de café, álcool, fármacos e drogas ilegais, absenteísmo, baixo rendimento pessoal;
- consumo aumentado de café e álcool;

3. Qual é o tratamento?

Apesar do tratamento envolver profissionais especializados em Saúde Mental, como o Psicólogo e o Psiquiatra, nos casos em que seja possível recomenda-se procurar também o Médico do Trabalho da empresa ou outro profissional que possa ajudar a reduzir a carga emocional envolvida na atividade laborativa em questão. Mesmo assim, pode ser necessário o afastamento do trabalho por um tempo e o uso de medicamentos, conforme orientação médica.

4. Existem profissões que oferecem maior risco de esgotamento profissional?

A síndrome de Burnout é uma doença que se desenvolve como resposta ao estresse ocupacional crônico e pode ser encontrada em qualquer profissão, mas, em especial, naquelas que trabalham em contato direto com pessoas em prestação de serviço. É o caso dos profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, recursos humanos, bombeiros, policiais, advogados e jornalistas.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Casos de tuberculose estão relacionados a baixa imunidade

Doença é causada por bactéria que se estabelece facilmente quando o indivíduo já detém outras enfermidades

Uma das doenças mais antigas da humanidade, a tuberculose é classificada como um problema de saúde pública no Brasil. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, a cada ano são notificados aproximadamente 70 mil novos casos com 4,5 mil mortes em decorrência da doença. De acordo com especialistas o grande índice de pessoas infectadas pela bactéria tem relação direta com o aumento de indivíduos com HIV positivo que têm em sua baixa imunidade uma porta aberta para a bactéria.

- A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria que atinge principalmente os pulmões, mas que também pode afetar outros órgãos sendo possível que a pessoa seja infectada, mas não desenvolva a doença. Uma pequena parcela tem a manifestação clínica da tuberculose, enquanto que a maioria nunca terá conhecimento de que em algum momento adquiriu a bactéria. Pacientes infectados pelo HIV, diabéticos, em tratamento com diálise ou com drogas imunossupressoras são mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença. O tabagismo, a desnutrição ou qualquer fator que gere baixa imunidade também favorece o estabelecimento da tuberculose – esclarece o infectologista Marcelo Gonçalves, do Hospital Barra D’Or.



A transmissão da tuberculose é direta. Ao falar, tossir ou espirrar, o indivíduo infectado expele pequenas gotas de secreção respiratória com o agente infeccioso que, se aspiradas por outras pessoas, pode contaminá-las. O contato direto entre uma pessoa com tuberculose em ambientes fechados, com pouca ventilação e ausência de luz solar também favorecem a transmissão pela bactéria causadora da doença.

O principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse permanente, por duas semanas ou mais, podendo estar associada ou não a febre vespertina, cansaço excessivo, suor intenso à noite, falta de apetite e emagrecimento.

- É fundamental que o paciente procure assistência médica ao perceber os primeiros sinais.  O conjunto de sintomas e a radiografia de tórax são avaliados, mas o diagnóstico definitivo é fechado após exame que analisa a secreção excretada pelos pulmões. Com o avanço da técnica utilizada para análise é possível rastrear o DNA da bactéria para rastreamento precoce – explica o pneumologista do Hospital Barra D’Or, Dr. Renato Azambuja.

O tratamento para a doença é feito com antibióticos, mas para a cura completa é preciso que o paciente siga com a medicação durante todo o tempo indicado pelo médico, geralmente de seis meses. A interrupção antes desse período pode fazer com que o paciente adquira tuberculose multirresistente que exige tratamento mais agressivo.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Democráticos e populares: conheça os prós e contras da corrida de rua e do crossfit

Exercícios praticados com atenção e acompanhamento médico trazem inúmeros benefícios

Até dezembro deste ano, a Grande São Paulo receberá mais de 56 corridas de rua. Por outro lado, o número dos chamados boxes, academias de crossfit, tem se popularizado a cada ano. Esses dados mostram o crescimento e a popularização desses dois esportes. O que pode ser considerado um estímulo para deixar o sedentarismo de lado e iniciar alguma atividade física.

Enquanto a corrida se mostra mais democrática e abrangente, o que não exige muitos cuidados, o crossfit desponta como uma variação de força, que requer alguns cuidados. Não se engane, o médico do esporte do iFor, Eduardo Bernardo, hospital de ortopedia da Rede D’Or São Luiz, recomenda que antes de iniciar a prática de qualquer atividade física é necessário que o paciente seja visto pelo especialista, a fim de evitar eventuais surpresas. “Grande porcentagem da população tem problemas articulares no joelho, coluna e região lombar, mas não sabe, uma vez que não se expõe às atividades de impacto e acreditam que não precisam de acompanhamento médico”, explica.



Todo esporte, por menor que seja sua carga de impacto, pode lesionar o paciente, como é o caso da corrida. Por isso, a pessoa deve tomar muito cuidado e não praticar nenhum exercício por conta própria. Para cada um há uma técnica e postura que se precisa manter, além da necessidade de um tênis adequado e treinos individualizados.

“Cada pessoa possui uma forma física e é capaz de aguentar uma carga de treino exclusiva. Esses cuidados são importantes pra evitar problemas de saúde. Pacientes sedentários e acima do peso, por exemplo, não devem iniciar por uma corrida, mas optar por atividades sem nenhum impacto, como: bicicleta, natação, hidroginástica ou musculação. É importante ganhar um pouco de força antes de começar as atividades”, esclarece Dr. Eduardo Bernardo, médico do esporte do iFor.

Já no crossfit, justamente por sua grande intensidade, a incidência de lesões musculares é relativamente alta. Principalmente em iniciantes, que se encantam pelos exercícios e supostos benefícios e acabam exagerando nas cargas. Segundo o especialista, a falta de instrução pode levar o praticante a esse exagero e, consequentemente, às lesões. Nesse caso, demanda-se alto grau de supervisão de profissionais especializados, sobretudo para os que ainda não desenvolveram qualidades físicas mínimas para suportar os complexos exercícios. A orientação profissional vai garantir ao atleta um padrão motor para executar os movimentos da forma correta e evitar lesões.

Um estudo publicado pela Journal of Strength and Conditioning Research, em 2013, alertou para o índice de lesão extremamente alto provocado pelo Crossfit. Dos praticantes da modalidade pesquisados, 73,5% tiveram algum tipo de lesão, dentre os quais, 7% foram submetidos a cirurgias, na maioria dos casos, nos ombros e coluna.


 Por sua vez, se os exercícios forem executados com atenção e acompanhamento médico, podem trazer inúmeros benefícios. A corrida é responsável por reduzir a gordura corporal, melhorar a ansiedade, tensão, qualidade do sono, os níveis de colesterol e a força de membros inferiores, fortalece a capacidade cardiovascular e pulmonar, auxilia na redução da osteoporose e diminuição da pressão sanguínea.

No caso do crossfit, o praticante pode desenvolver todas as valências físicas de modo amplo e geral, promove aumento de força e resistência musculares, melhora o sistema cardiorrespiratório, a coordenação motora, a agilidade, o equilíbrio e a precisão, além do controle ou diminuição de peso.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Sedentarismo é responsável pelo surgimento de inúmeras doenças

Mudanças na rotina são excelentes formas de tornar o corpo ativo

Os avanços tecnológicos são grandes aliados da modernidade, mas, se utilizados em excesso, podem induzir ao sedentarismo. É comum que atividades simples, como ir até a lanchonete da esquina sejam substituídas por pedidos de comida pelo aplicativo de celular, assim como ficou mais cômodo pagar as contas sem precisar ir ao banco. 

É indiscutível a praticidade, porém as atividades cotidianas também contribuem para manter o corpo ativo. Especialistas relatam que a população atual gasta bem menos calorias por dia do que há 100 anos, e 70% da população brasileira não pratica exercícios físicos regularmente. O destaque é que mudanças simples podem contribuir para que doenças sejam evitadas.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é considerado sedentário o indivíduo que gasta menos de 2.200 calorias por semana em atividades físicas e ocupacionais, representando um gasto de 300 calorias por dia, equivalente a uma hora de movimento significativo. O sedentarismo é considerado um problema de saúde pública, pois pode desencadear diversos problemas como colesterol, diabetes, hipertensão, sobrepeso e obesidade. 

- Além de oferecer diversos benefícios para a saúde, a prática de atividade física também é grande aliada da saúde emocional, pois aumenta a autoestima, a autoconfiança, o sentimento de felicidade promovendo entusiasmo e otimismo. Um grande leque de opções é oferecido e não é preciso ir para academia para sair do sedentarismo. Caminhar, correr, pedalar, nadar ou jogar bola são excelentes atividades para movimentar o corpo e cuidar da saúde – comentou o ortopedista do Hospital Rios D’Or, Rodrigo Rezende.

A escolha pela atividade a ser praticada deve respeitar algumas questões como doenças pré-existentes, condição física e idade. Os limites do corpo devem ser respeitados e a consulta médica antes do início de qualquer esporte deve ser uma regra para evitar lesões musculares e/ou danos permanentes à saúde.

- Através da avaliação médica é possível identificar algumas inconformidades como hipertensão arterial, problemas cardíacos, pulmonares, entre outros. Por isso, a consultas médica prévia é tão importante. Além disso, vale ressaltar que o uso associado de estimulantes, energéticos e anabolizantes pode provocar arritmia cardíaca – detalha Dra. Olga Ferreira de Souza, coordenadora do serviço de arritmia e eletrofisiologia da Rede D'Or São Luiz.

Nunca é tarde para resgatar a saúde. A primeira regra para se tornar ativo é sair da zona do conforto e se conscientizar sobre a importância do exercício físico. Escolher uma atividade que dê prazer é fundamental para a regularidade da prática. Mudar simples hábitos como usar a escada ao invés do elevador, ir até a padaria caminhando e estacionar o carro em um lugar distante do seu destino são boas formas para dar um “chega pra lá” definitivo ao sedentarismo.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Febre Amarela: Especialista comenta principais sintomas que se assemelham a outras doenças

O forte calor associado ao período de chuvas é um fator de alerta para doenças propagadas pelo Aedes aegypti. Isso porque clima facilita a proliferação dos ovos do mosquito vetor da Dengue, Zika, Chikungunya e da Febre Amarela – enfermidade relacionada mais recentemente a esse transmissor. Os sintomas causados por estas doenças são similares e acabam causando dúvida na população, por isso, é indicado uma avaliação médica para definição da melhor conduta a ser tomada.



- A maioria das pessoas infectadas pelo vírus da Febre Amarela apresentam sintomas leves como febre e cefaleia com duração média de dois dias, mas em alguns casos o quadro clínico pode ser moderado apresentando dor muscular, nas articulações, náuseas e, em alguns fenômenos agudos, o paciente pode ter hemorragia causando icterícia, um sintoma que deixa a região dos olhos, pele e mucosas com aspecto amarelado. Não existem tratamentos médicos específicos contra o vírus. Geralmente o tratamento visa melhorar os sintomas e, em casos mais graves, pode haver reposição do sangue perdido nas hemorragias, diálise para os rins afetados e controle geral das complicações – detalha a infectologista Sílvia Oliveira, do Hospital Rios D’Or.

Combate ao Aedes aegypti – A prevenção, com a eliminação dos focos das larvas, ainda é a melhor forma de evitar a doença, mas a vacinação também é importante para a imunização contra a Febre Amarela, sendo indicada para moradores ou visitantes de áreas consideradas de risco dos 9 meses aos 60 anos de idade alcançando eficácia de até 97% com apenas uma dose, segundo a Organização Mundial de Saúde. A vacina contra febre amarela, disponível em postos de saúde e em algumas clínicas particulares, é contraindicada para gestantes, mulheres que estão amamentando, crianças até seis meses e pessoas com mais de 60 anos. Pacientes oncológicos e portadores de doenças crônicas só podem ser vacinados com indicação médica, assim como pessoas alérgicas.

Conheça os principais sintomas da Febre Amarela, Zika, Dengue e Chikungunya:



terça-feira, 21 de março de 2017

Cirurgia robótica é a indicação mais segura para procedimentos ginecológicos


Retirada de miomas, tratamento da endometriose e outras patologias se beneficiam com tecnologia cirúrgica

As doenças ginecológicas são sempre motivo de atenção. Especialistas recomendam o acompanhamento médico em consultório e realização de exames preventivos, associados aos hábitos saudáveis, para evitar complicações. Mas, quando o caso tem indicação cirúrgica, as mulheres podem ser beneficiadas pela tecnologia na medicina, recebendo um tratamento mais resolutivo e minimamente invasivo. A cirurgia robótica é a opção mais recomendada para o tratamento dos miomas uterinos, da endometriose profunda e do câncer ginecológico pélvico.

- A indicação de procedimentos minimamente invasivos, auxiliados pela robótica, tem como benefícios principais a preservação da fertilidade e das estruturas anatômicas, assim como melhores condições no pós-operatório. Anterior a esta tecnologia, era comum que as mulheres tivessem que ser submetidas a procedimentos mais invasivos, radicais e com maior risco de hemorragias e infecções. Hoje, esta realidade pode ser alterada devido a evolução da tecnologia na medicina, que vem a beneficiar tanto o paciente quanto ao cirurgião. A robótica tem um ganho significativo em relação a laparoscopia e inigualável a cirurgia aberta, com menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades cotidianas – esclarece Dr. Michel Zelaquett, ginecologista especialista em miomas uterinos e cirurgião em robótica do Hospital Quinta D’Or.



A cirurgia robótica ginecológica é indicada para procedimentos de alta complexidade, que requerem cada vez mais precisão para sua realização. Pacientes diagnosticadas com doenças benignas como miomas uterinos e endometriose, podem ser submetidas a cirurgia robótica, tanto no intuito de preservação do útero e da fertilidade, quanto para a histerectomia (retirada do útero), quando necessário. Além disso, esta tecnologia também é amplamente empregada para o tratamento do câncer de colo uterino, de endométrio e ovário, com ótimos resultados em relação ao tratamento da doença, associado a uma rápida recuperação da paciente. Hoje, o Hospital Quinta D’Or, através de seus cirurgiões altamente especializados, é a maior referência no Rio de Janeiro para procedimentos ginecológicos através da cirurgia robótica.

Tecnologia a Serviço da Mulher – A cirurgia robótica tem sido indicada para diversos procedimentos em ginecologia, como miomectomias (cirurgia para retirada dos miomas e preservação do útero), histerectomias desde as mais simples até as mais complexas, reconstruções pélvicas, endometrioses severas e para o tratamento do câncer ginecológico. O procedimento minimamente invasivo gera muitos benefícios para as pacientes, como a realização de cirurgias mais seguras com redução de complicações hemorrágicas e infecciosas, recuperação mais rápida e menos dolorida, fazendo com que o retorno às atividades diárias seja acelerado.

Integralidade na assistência – O conceito de Centro de Saúde da Mulher, implantado no Hospital Quinta D’Or, caracteriza a interligação dos serviços destinados aos cuidados femininos. Contemplando desde atendimento em consultório, exames de diagnóstico de alta tecnologia e tratamentos cirúrgicos, os especialistas atuam de forma integrada gerando melhor resultado e assertividade à assistência. Além disso, toda a equipe está fundamentada na humanização, para atender de maneira personalizadas, com acolhimento e empatia as pacientes, proporcionando um ambiente mais confortável e seguro.

Cirurgia Robótica – Os benefícios da cirurgia robótica têm sido potencializados através da capacitação de todos os especialistas – compromisso da Rede D’Or São Luiz que, desde 2016, atua com um programa especial de treinamento de robótica para seus cirurgiões, com certificação internacional de qualidade, contribuindo na qualificação dos especialistas, o que resulta em procedimentos mais seguros. Ao todo, 1000 cirurgias robóticas já foram realizadas na Rede D’Or São Luiz, nos hospitais que alocam os seis robôs Da Vinci – modelo mais moderno no Brasil: em São Paulo, no Hospital São Luiz - Unidade Itaim, Hospital São Luiz - Unidade Morumbi, e Hospital e Maternidade Brasil; em Pernambuco, no Hospital Esperança Recife; e no Rio de Janeiro, no Hospital Quinta D’Or e no Hospital CopaStar.

Além da ginecologia, outras especialidades operam com esta tecnologia: urologia, cirurgia bariátrica, oncologia, tórax, entre outras. Os hospitais da Rede D’Or São Luiz estão credenciados com a patente Da Vinci Surgery, e todo o procedimento é muito seguro. O braço do robô é o responsável por segurar as pinças introduzidas no paciente para a cirurgia – com total precisão, e quem controla todos os comandos são médicos altamente treinados para a realização da cirurgia robótica.




terça-feira, 14 de março de 2017

Real D’Or é o novo hospital da Rede D’Or São Luiz, com perfil materno infantil


Inauguração da unidade marca o investimento do grupo nas especialidades

Desde 13 de março, as gestantes da Região Oeste à Norte do Rio de Janeiro podem usufruir dos serviços do novo hospital da Rede D’Or São Luiz – o Real D’Or. Destinado ao atendimento materno infantil, com estrutura moderna e tecnológica, o hospital supri a demanda do serviço de maternidade na região, oferecendo o que há de mais seguro em assistência hospitalar e qualidade.

- O atendimento do Real D’Or é completo e integrado. A equipe de assistência altamente qualificada atua com o suporte tecnológico para a realização de exames, partos normais e cesáreas, contando ainda com o suporte de UTI neonatal e pediátrica – declara o diretor executivo do hospital, Dr. Ricardo Calado.

O novo hospital conta com serviço de emergência obstétrica, atendimento a gestantes em caso de urgência, assim como eletivo. O investimento de 20 milhões contempla a adequação da estrutura predial, aquisição de equipamentos de alta tecnologia e ambientação humanizada.



- O Real D’Or já inicia seu funcionamento objetivando a certificação através da Organização Nacional de Acreditação Hospitalar, pela qualidade e segurança na assistência aos pacientes. O hospital tem estrutura e equipe capacitadas para que esse objetivo seja atingido o mais breve possível – afirma a diretora médica da unidade, Dra. Adriana Campos.

Parto Humanizado – O Hospital Real D’Or tem como um dos destaques a realização do parto humanizado, com uma equipe preparada para conduzir o nascimento, respeitando o tempo natural e emocional da mãe e do bebê, e contribuindo na condução do parto com menos intervenção possível, sem deixar de propiciar uma condição segura. O mais indicado é que os cuidados se iniciem desde o pré-natal, quando a mãe além de sua saúde se prepara emocionalmente para a experiência de dar à luz.

- Humanizar o parto é uma proposta que integra condutas e procedimentos afim de que mãe e filho possam vivenciar a experiência do parto natural. No Hospital Real D’Or, esta gestante encontra um ambiente acolhedor e uma equipe ciente de seu papel de contribuição no processo, oferecendo técnicas que possam minimizar as conhecidas “dores do parto”, como o estímulo a caminhada e o banho de chuveiro ou banheira, para que esta gestante e o bebê tenham bem-estar físico e emocional – destaca Dra. Glaucimara Gonzaga Nunes, Coordenadora do serviço de obstetrícia do hospital.

Estrutura – A nova unidade segue o conceito moderno e de excelência da Rede D’Or São Luiz, e oferece segurança, conforto e comodidade aos pacientes, acompanhantes e seus familiares, assim como para os médicos obstetras assistentes. O Hospital Real D’Or associa sofisticados equipamentos e uma equipe altamente qualificada e acolhedora, destacando a qualidade da assistência humanizada.

O Real D’Or coloca à disposição dos cirurgiões obstétricos um moderno centro cirúrgico, composto de três amplas salas, além da sala de parto humanizado. Uma equipe qualificada, tendo o suporte de equipamentos modernos, monitora com segurança os bebês que, após o nascimento, requerem cuidados especiais, nos 12 leitos da UTI Neonatal. O mesmo serviço é comtemplado na UTI pediátrica, que dispõe de 8 leitos.

Além disso, os dois andares de internação obstétrica oferecem excelente estrutura e possuem berçários dedicados a cada andar. Além disso a unidade trabalha com o modelo de alojamento conjunto, possibilitando que mãe e bebê estreitem os laços após o nascimento, estimulando, inclusive a amamentação. O ambiente conta com modernos dispositivos e mobiliário hospitalares, com hotelaria priorizando o conforto, funcionalidade e bem-estar.

O serviço de maternidade permite que a mãe e a criança tenham acesso imediato a todos os exames necessários antes e após o parto, como teste do pezinho, orelhinha, hemogramas, exames cardiológicos, entre outros. A estrutura de diagnóstico por imagem ainda é composta por aparelhos de ultrassom, tomografia pediátrica e raio x.

Curso para gestantes – A proposta do Hospital Real D’Or é contribuir, inclusive, com conhecimento das mães e familiares. Periodicamente serão oferecidos cursos de gestantes, com a participação de especialistas do novo hospital, repassando informações e cuidados essenciais nos primeiros dias e meses do bebê.

Atendimento Pediátrico – Estendendo os cuidados, o Hospital Real D’Or também oferece estrutura especializada para o tratamento e atendimento infantil – crianças e adolescentes, até os 14 anos. O serviço vai acolher os pacientes em casos de urgências e emergências infantis.  A equipe médica especializada e altamente qualificada, tem como diferencial o carinho e a humanização no atendimento aos pequenos pacientes. O serviço de pediatria conta ainda com uma completa UTI pediátrica para suporte aos pacientes da emergência, assim como para os pacientes em pós-operatório de cirurgias mais complexas.

terça-feira, 7 de março de 2017

Conheça mais sobre o Robô Da Vinci Si

O sistema cirúrgico robótico Da Vinci Si é composto por três unidades: um console de comando com binoculares e “joysticks” para controle dos braços, local onde fica o cirurgião; uma torre de vídeo que une as informações do sistema; e o console do paciente, composto pelos quarto braços mecânicos com câmera e instrumentos cirúrgicos.



Os instrumentos utilizam pequenas incisões para acessar a área a ser operada, assim como acontece na cirurgia laparoscópica pura. Embora seja conhecido como “robô”, este sistema não executa atividades com autonomia, ele reproduz os comandos, em tempo real, do cirurgião de uma maneira sutil.

Comparado à cirurgia laparoscópica convencional, isso é um grande ganho, já que até o momento eram utilizadas visão 2D e instrumentos menos articulados, que dificultavam os movimentos mais detalhados do profissional. O sistema cirúrgico de alta tecnologia utiliza visão de alta definição em 3D e braços mecânicos que eliminam qualquer possibilidade de tremor, pois reproduzem com precisão os movimentos do cirurgião de uma maneira mais delicada, harmônica e muito estável.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Estudo revela micronutrientes importantes para a formação do cérebro humano

O correto desenvolvimento fetal humano depende de diversos fatores, dentre eles da presença de nutrientes, como vitaminas e minerais. Em novo estudo publicado na revista científica PeerJ, pesquisadores brasileiros descreveram a composição e distribuição desses elementos em minicérebros humanos, estruturas tridimensionais criadas em laboratório a partir de células-tronco.

Até então, a investigação de nutrientes cerebrais por raio-x em seres humanos só era possível em tecido cerebral sem vida (pós-mortem).



Pesquisadores brasileiros utilizaram a radiação sincrotron, uma espécie de raios-X que consiste em excitar um tecido biológico e registrar a resposta de cada átomo. Como cada partícula atômica possui sua resposta característica, a técnica permite identificar a composição química dos minicérebros, também conhecidos como organoides cerebrais. Desta maneira, os cientistas descreveram como o fósforo, potássio, enxofre, cálcio, ferro e zinco estão distribuídos durante a formação nesse modelo de cérebro humano.

Para Simone Cardoso, Professora Adjunta do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a parceria multidisciplinar, que envolveu físicos e biólogos, foi fundamental para o ineditismo e sucesso do estudo: "Isso nos permitiu reunir expertises de diferentes áreas do conhecimento para planejar e realizar os experimentos."

Os minicérebros humanos analisados tinham até 45 dias desde o início do desenvolvimento, o que equivale a algumas semanas do desenvolvimento fetal. Para entender a distribuição dos elementos, os pesquisadores analisaram os organóides em duas etapas distintas: um estágio mais precoce (dia 30), em que há uma intensa neurogênese; e outra mais tardia (dia 45), quando as células começam a se tornar neurônios e se organizar em camadas.

Os resultados demonstraram que a concentração e distribuição dos elementos químicos estão relacionadas ao estágio do desenvolvimento dos minicérebros humanos e se assemelham ao observado no cérebro humano.

Sabe-se que a dieta de mulheres grávidas tem papel determinante no desenvolvimento fetal. Os elementos caracterizados no estudo são essenciais para a formação correta do cérebro dos bebês. Evidências científicas vêm demonstrando que sua diminuição ou ausência durante a gestação está relacionada a problemas de memória, e doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia. Desse modo, a descrição desses elementos no cérebro humano em desenvolvimento fornece informações importantes sobre as possíveis consequências geradas pela interrupção do equilíbrio químico neural.

De acordo com Stevens Rehen, líder da pesquisa e cientista do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, "o estudo ratifica a importância dos minicérebros para o estudo de diferentes aspectos do desenvolvimento cerebral humano".



O estudo foi realizado no IDOR, em colaboração com pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas e Instituto de Física da UFRJ, e Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), e financiado pelo BNDES, FINEP, CNPq, FAPERJ, CAPES e LNLS.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Dias de folia exigem atenção redobrada com a saúde


Especialista destaca importância dos cuidados para evitar DSTs e a doença do beijo, comuns durante o Carnaval. A atenção também deve estar dedicada à alimentação e uso de calçados apropriados

O Carnaval é uma das épocas mais aguardadas do ano. Fantasias, marchinhas, serpentina e muita alegria marcam os dias de folia, assim como os “amores de Carnaval” que podem ser relâmpagos ou se tornarem um amor para além da quarta-feira de cinzas. Independente da sua duração o importante são os cuidados com a saúde para que a única marca seja a lembrança desses momentos. Para tanto, a prevenção é recomendada afim de minimizar os riscos de contágio por doenças sexualmente transmissíveis (DST).

- No carnaval, devido a descontração, o consumo elevado de álcool e a própria cultura da festa, as pessoas ficam mais propícias aos “relacionamentos rápidos” e ao sexo casual. Caso não usem o preservativo, se tornam vulneráveis a DSTs, como a tricomoníase, gonorreia, clamídia, sífilis, hepatite B, HPV e HIV. Todas elas são transmitidas pela relação sexual seja ela vaginal, anal e oral e até mesmo com o contato com o líquido seminal ou lubrificação vaginal – explica o ginecologista do Hospital Caxias D’Or, João Marcello Guedes.

Um simples beijo também pode apresentar risco para a saúde, pois doenças como a mononucleose e o herpes labial são transmitidas pela saliva. A primeira, conhecida como doença do beijo, é benigna, podendo em alguns casos se apresentar em formas mais severas sendo os sintomas a febre, dor de garganta, aparecimento de gânglios submandibulares, dor articular e aumento do baço. Já a segunda tem como principal característica o aparecimento de lesões vesiculares ao redor dos lábios.

Sobre as principais DSTs – Na tricomoníase, gonorreia e clamídia o sintoma mais comum é o corrimento vaginal com odor, que pode estar associado a dor pélvica ou dor durante a relação. Já a sífilis pode causar o aparecimento de lesões genitais tipo úlcera indolores. A Hepatite B tem como principais sinais a dor abdominal, febre, mal-estar e aparecimento de coloração amarelada na pele (icterícia), enquanto que o HPV tem o aparecimento das verrugas genitais como o principal alerta, podendo ser responsável também pelos cânceres de colo de útero, vulva e vagina. Com sintomas iniciais inespecíficos como febre e mialgia, o HIV só é diagnosticado através da realização de testes sorológicos e moleculares.

A camisinha deve ser a companheira indispensável nos dias de festa para que o Carnaval seja aproveitado com responsabilidade e segurança.

Além da fantasia – Hidratação, alimentação balanceada, proteção solar, além de calçados e roupas confortáveis são imprescindíveis para curtir os dias de folia sem nenhuma surpresa desagradável. Especialistas da Rede D’Or São Luiz prepararam dicas simples para aproveitar o melhor do Carnaval com segurança:

· Calçado ideal – O Ortopedista Mário Fernandes, do Hospital Niterói D’Or, garante que o melhor calçado para se curtir a folia no carnaval seria o tênis, pois protege os pés e geralmente é confortável e ajuda na absorção do impacto. Se a fantasia exigir calçados altos, prefira o salto quadrado com frente meia pata ou plataforma, desde que a diferença entre a parte anterior e posterior do calçado não ultrapasse 4 cm. Estes calçados devem estar bem presos aos pés para evitar entorses ou até fraturas.

· Na hora do xixi – O Ginecologista do Hospital Caxias D’Or, João Marcello Guedes, reforça a importância para que as mulheres fiquem atentas à higiene dos banheiros públicos e químicos, evitando o contato da pele com o sanitário e fazendo a higienização das mãos. Uma dica é ter sempre um frasco pequeno de álcool gel e um rolo de papel higiênico para garantir a eficácia da higiene.

· Proteção da pele - A dermatologista do Hospital Oeste D’Or, Valéria Stagi, destaca simples dicas para cuidar da pele e da saúde durante a folia:
  • Usar chapéus, camisetas e protetores solares;
  • Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão);
  • Usar filtros solares diariamente com fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo, reaplicando a cada duas horas. 

Alimentação e hidratação - A nutricionista Viviane Loureiro, do Hospital Caxias D’Or, ressalta a importância da hidratação, pois a água é um condutor natural que além de hidratar ajuda a eliminação de toxinas e excessos cometidos como, por exemplo, com a bebida alcoólica. Aposte em alimentos leves evitando frituras, observando sempre o armazenamento dos alimentos.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A Emergência Pediátrica do Hospital Barra D’Or apoia o Dia do esportista!

Muitas vezes a criança pratica inúmeros esportes ao longo da rotina semanal, como: natação, volley, futebol, judô. E a dica é tentar praticar atividades em grupo aos finais de semana, como uma simples caminhada ao ar livre, andar de bicicleta, um mergulho no mar, um banho de mangueira.



Segundo a Dra Carla Cristiane Dall' Olio, Coordenadora Médica da Emergência Pediátrica do Hospital Barra D’Or: “Como Pediatra acredito que a melhor atividade física para crianças seja aquela que além de respeitar sua idade e condição de saúde atual, agregue a família ao redor do evento”.

O esporte deve ser oferecido para a criança dentro do contexto social e cultural da família, como uma rotina para que os resultados positivos à saúde sejam mantidos ao longo da vida adulta.

Crianças no início do período escolar tendem a adoecer mais


Calendário de vacinação em dia, alimentação saudável e idas regulares ao pediatra são grandes aliados da saúde dos pequenos

A ida das crianças pela primeira vez à creche ou escola envolvem grandes mudanças tanto para elas quanto para seus pais. Além da ansiedade quanto a adaptação e o convívio com os outros alunos, a preocupação maior acaba sendo com a saúde. É comum que as crianças adoeçam mais quando iniciam o período escolar e os pais precisam ficar atentos a essa frequência, mas sem desespero, pois há formas de prevenir ou minimizar a ocorrência das doenças mais comuns.



- Muitas famílias precisam colocar seus filhos ainda novinhos, com menos de dois anos, na escola. Com essa idade a quantidade de anticorpos ainda é pequena e o sistema imunológico não está maduro o suficiente para defender o corpo das infecções. O contato com outras crianças também influencia no aumento dessa frequência, assim como a falta de algumas vacinas que ainda não foram administradas – esclarece Dra. Carla Dall Ollio, coordenadora da emergência pediátrica do Hospital Barra D’Or.

Segundo a especialista, as infecções de vias aéreas superiores como tosse, coriza e espirro e suas complicações como a sinusite, pneumonia e otites são as mais comuns nesse período, porém é importante que os pais fiquem atentos a essa recorrência. Até o segundo ano de vida são esperados de quatro a seis quadros infecciosos sem gravidade por ano. Essa frequência começa a preocupar quando a criança precisa de antibióticos por mais de dois meses consecutivos ou se ela precisou de internação para cuidar de alguma infecção. Com esses sinais de alerta é preciso que o pediatra investigue mais a fundo a sua imunidade.

- Manter o calendário de vacinação em dia, ter bons hábitos de higiene, visitas regulares ao pediatra e uma alimentação saudável são as melhores de formas de cuidar da saúde dos pequenos – finaliza a pediatra.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Dia da Solidariedade Rede D'Or São Luiz

No Dia da Solidariedade, pedimos a alguns colaboradores da Rede D'Or São Luiz que nos enviassem depoimentos sobre as ações voluntárias que praticam no dia a dia. Conheça algumas histórias:

Janeise Costa, assistente administrativa da gerência de enfermagem do Hospital Esperança Recife:
Conheci o SOS Amizade, em 2013, aqui no hospital, na semana de enfermagem. Em 2015, Marianne, do Marketing, me indicou para a presidente da ONG, dizendo que tinha interesse em conhecer o trabalho deles, então fui convidada para uma visita. Passei pela seleção para estágio e não tenho como descrever esta experiência com o SOS Amizade, a alegria que as crianças me passam, mesmo em um momento tão delicado, lutando contra o câncer. O aprendizado é constante, com uma palavra e um gesto deles conosco. Desde então, meu lema é "fazer o bem sem olhar a quem!".



Raiana Santos da Silva, assistente de Relacionamento Médico do Hospital Santa Luzia: 
Estou no Sonhar Acordado há quatro anos e meio e hoje atuo como diretora de grandes festas. Com uma equipe de voluntários, passamos os dois semestre do ano organizando duas grandes festas para mais de 400 crianças. Entrar na ONG foi uma das melhores coisas que já fiz, pois ajudar ao próximo me faz ser uma pessoa melhor e me faz acreditar em um mundo melhor.

Adriana Argenton, colaboradora do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim:
Desde 2015 realizamos ações solidárias em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos- Casa Ondina Lobo, uma instituição sem fins lucrativos que conta com o apoio da comunidade local para doações e outros fins. Mensalmente realizamos palestras educativas com a participação da equipe multidisciplinar do Hospital para os idosos e funcionários da casa. Promovemos por dois anos a Festa de Natal e no ano passado a 1ª Festa Julina. Convidamos os colaboradores para participar e desenvolvemos atividades de bingo, música e lanches diversos. Oferecemos uma sacolinha no Natal, contendo presentes diversos. Esses eventos foram um sucesso.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Especialista do Hospital São Luiz dá dicas para evitar a candidíase

Mais comum no verão, a candidíase é uma infecção causada por fungos, sendo o mais frequente deles a Candida albicans. Apesar de poder acontecer durante o ano todo, nesta estação o calor constante poder resultar no abafamento da região genital. Além disso, a maior frequência em praias e piscinas intensifica o risco, devido à permanência com roupas de banho úmidas.

Segundo a Dra. Naira Scartezzini Senna, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, a candidíase pode acometer homens e mulheres, atacando principalmente as regiões genital, inguinal ou perianal. Porém, ela não é considerada uma doença sexualmente transmissível.

“Nossa flora genital natural é composta por fungos e bactérias que vivem em equilíbrio, nos protegendo de infecções. Porém, situações como calor excessivo, umidade e abafamento podem promover um desequilíbrio desta flora e criar oportunidades para o aumento da população de fungos”, esclarece a especialista.



Os sintomas mais clássicos são coceira na região genital e saída de secreção branca e espessa pela vagina. Também pode surgir ardência ao urinar e dores na relação sexual. “O diagnóstico é clínico e pode ser feito em um simples exame ginecológico, onde o médico verificará a presença de vermelhidão nos genitais e acúmulo de secreção característica da infecção por fungos”, diz a médica.

Cuidados de higiene íntima são essenciais para diminuir o desequilíbrio da flora genital e reduzindo as chances de multiplicação dos fungos na região. A Dra. Naira dá algumas dicas:

- Absorventes diários são vilões no combate aos fungos, pois aumentam a temperatura da região íntima e promovem abafamento com aumento da umidade. Protetores diários devem ser usados apenas durante a menstruação ou em situações específicas.

- Sabonetes líquidos íntimos poder ser usados, por serem cosméticos formulados especificamente para a região genital, com pH muito próximo ao natural e sem perfumes ou corantes agressivos à vulva.

- A roupa de banho deve ser trocada com regularidade. Não permaneça com biquínis ou maiôs úmidos por muitas horas.

- A roupa íntima deve ser bem lavada e seca. Evite pendurar e secar calcinhas no banheiro. Por ser um ambiente pouco arejado, a roupa pode ficar úmida e se tornar um ambiente propício ao fungo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Autocontrole está vinculado ao egocentrismo

Trocar o certo pelo duvidoso é uma condição que costuma balançar as pessoas. Falta, às vezes, autocontrole para encarar a perda inicial como uma condição de ganho futuro. Cientistas da Suíça acreditam que esse desconforto pode estar ligado a uma postura mais egocêntrica e, a fim de analisar a suspeita, decidiram identificar a parte do cérebro que indicaria esse vínculo. Detalhes do estudo foram divulgados recentemente na revista Science Advances e, segundo os autores, as conclusões poderão ajudar também no desenvolvimento de tratamento de problemas que envolvam o autodomínio, como o vício em drogas e a obesidade.

Os investigadores sabiam que a capacidade de abdicar do ganho imediato em prol de recompensas futuras está ligada ao  córtex pré-frontal — região do cérebro que controla os impulsos —, mas desconfiavam que uma área do órgão relacionada à capacidade de pensar no outro também poderia influenciar nesse processo. Confirmaram a suspeita em um experimento em que interromperam a ativação da junção posterior temporoparietal (pTPJ, pela sigla em inglês) e perceberam que os voluntários tomaram decisões mais egoístas e imediatas.



De acordo com os cientistas, a pTPJ está associada a funções ligadas à socialização, quando o indivíduo supera as próprias perspectivas sobre uma questão a fim de considerar, na tomada de decisão, os outros envolvidos. “Essa ligação é sugerida por alguns estudos feitos por meio de questionários. Devido a esses indícios, acreditamos que esse mecanismo do cérebro poderia estar envolvido na tomada de decisão para nossas necessidades futuras”, explicou ao Correio Alexander Soutschek, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade de Zurique, na Suíça.

No experimento conduzido por Soutschek e os colegas, 43 participantes responderam a questionários virtuais em que precisavam fazer duas escolhas. Primeiro, entre uma recompensa, uma quantia de dinheiro, por exemplo. O prêmio poderia ser recebido imediatamente em um valor menor ou ser mais valioso, mas retirado posteriormente. Depois,  entre uma recompensa que beneficiasse somente o respondente do questionário ou mais pessoas. Além disso, os participantes foram submetidos a uma técnica de estimulação cerebral magnética, método que anulou temporariamente a ativação da pTPJ, sem prejuízos físicos e cognitivos.

Após a suspensão da atividade da área cerebral ligada à sociabilidade, os participantes tenderam a fazer escolhas mais impulsivas (optar pela recompensa imediata) e mais egoístas (escolher a recompensa apenas para si) — sinais de comprometimento do autocontrole. Também ficaram menos propensos a assumir a perspectiva de outras pessoas. “O egocentrismo interfere no autocontrole, no sentido de que os indivíduos egocêntricos se concentram totalmente nas próprias necessidades atuais de tal forma que consideram menores as necessidades dos outros, bem como as do seu ‘eu futuro’,  num sentido metafórico”, explicou Soutschek.

Doenças

Para Mauro Suzuki, neurologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília, o estudo explora um tema conhecido na área científica trazendo novos dados. “Há uma região bem estabelecida como responsável pelo autocontrole, o córtex pré-frontal. É essa habilidade que te impede, por exemplo, de fazer xixi em público quando sente vontade, evita que você faça coisas impulsivas. Mas, agora, nesse estudo suíço, eles perceberam que a  junção posterior temporoparietal também teria uma ação nesse tipo de contenção. Dessa forma, podemos supor que o ego também pode influenciar o autocontrole”, detalhou.

Além de ajudar a compreender melhor o funcionamento do cérebro e o comportamento humano, o trabalho suíço poderá contribuir no desenvolvimento de terapias mais eficazes para o tratamento de problemas de saúde que estão ligados a dificuldades na capacidade de conter impulsos e atitudes. “Viciados sofrem de problemas de autocontrole. Os nossos resultados sugerem que a dependência pode ser tratada, por exemplo, com a ativação da pTPJ por meio de um treinamento que ajude a estimular a capacidade de dirigir a atenção para as nossas necessidades futuras”, explicou Soutschek.

O egocentrismo interfere no autocontrole, no sentido de que os indivíduos egocêntricos se concentram totalmente nas próprias necessidades atuais de tal forma que consideram menores as necessidades dos outros, bem como as do seu ‘eu futuro’, Alexander Soutschek, pesquisador da Universidade de Zurique e um dos autores do estudo

Suzuki também acredita que o estudo suíço possa ter implicações médicas. “O uso da estimulação magnética transcraniana é algo que tem sido explorado. Ela é usada em tratamentos para depressão grave desde 2007, e estudos subsequentes dessa linha de pesquisa incluem pacientes que são usuários de drogas. Essas informações podem ajudar a complementar essa estratégia com mais dados nessa linha”, completou o especialista, que não participou do estudo.

Segundo o neurologista, resultados do experimento também indicam que a técnica não compromete outras funções cerebrais. “Ao alterar a área da  junção posterior temporoparietal a uma região que também está ligada à habilidade de cálculo, os cientistas apresentaram tarefas relacionadas a números e não viram danos nos voluntários. Isso é importante porque mostra que, caso interferências sejam feitas com o objetivo de modular essa área e fazer com que a pessoa fique menos egocêntrica, não haveria prejuízos a essa habilidade”,  indicou.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Crianças de férias: saiba como proceder em caso de acidentes

Além da atenção para evitar acidentes domésticos, responsáveis pelos pequenos devem ter condutas de primeiros socorros corretas para evitar que os casos se agravem

Férias escolares são sinônimo de diversão e brincadeira para as crianças e de muito trabalho para os pais que precisam redobrar a atenção com os pequenos que, com mais tempo livre e muita criatividade, têm mais chances de se machucar. Em um momento de distração, acidentes podem acontecer, mas a prevenção ainda é a melhor forma de evita-los. Além disso, saber como proceder nos primeiros socorros é essencial para reduzir, em alguns casos, a gravidade do ocorrido.

- É comum que os pais e responsáveis tenham algumas condutas inadequadas no momento dos acidentes domésticos, como: passar creme dental em queimaduras, ou oferecer leite em casos de intoxicação. O alerta é que nestes casos, o procedimento incorreto pode gerar prejuízos a lesão, possibilitando a ocorrência de infecções, por exemplo. O mais indicado é se certificar de que o procedimento adotado é o mais indicado, mesmo que para isso precise acionar um especialista e/ou buscar um atendimento de emergência – explica a pediatra Carla Dall Olio, coordenadora da emergência Pediátrica do Hospital Barra D’Or.


Segundo a especialista, as quedas e a ingestão ou aspiração de pequenos objetos são as causas mais comuns para entradas em Emergências Pediátricas. Como nem sempre os pais presenciam o acidente, é preciso que eles fiquem atentos aos sintomas. No caso de quedas, o choro é sempre o primeiro sinal, mas nem sempre significa gravidade, assim como escoriações pelo corpo. Em caso de ingestão de objetos os sintomas mais comuns são a tosse sem causa aparente, perda de fôlego, secreção amarelo-esverdeada em apenas uma narina, obstrução nasal em apenas um dos lados e coceira ou dor intensas em um dos ouvidos. 

- Ao perceber algum desses sintomas, os pais devem levar a criança imediatamente à emergência pediátrica para que ela seja avaliada e exames sejam realizados, caso haja indicação. É muito perigoso tentar avaliar ou resolver o problema em casa. Vale ressaltar que é fundamental que a criança não durma após uma queda, pois é preciso observar os seus sentidos para que o sono seja identificado como cansaço ou como um sintoma mais grave. Caso a criança apresente sinais de sufocamento após engolir alguma pecinha, como ficar roxa e não conseguir respirar, é preciso acionar a emergência e encaminhá-la, com urgência, ao hospital – alerta a pediatra.

Prevenir é melhor que remediar – Retirar do alcance das crianças remédios e produtos de limpeza, isolar tomadas, extremidades de móveis e acesso a escadas, são algumas das principais medidas que devem ser adotadas nas residências. Além disso, o ideal é manter as crianças longe de utensílios cortantes e inflamáveis, evitando que estejam presentes na cozinha e, quando for preciso, os cabos das panelas precisam estar virados para o interior do fogão, afim de evitar queimaduras. 

Quando estiverem em área externa é preciso que sempre tenha um responsável supervisionando. No caso de praias, devem estar atentos as placas de sinalização do Corpo de Bombeiros, já em piscinas, o foco deve ser os ralos que podem aspirar cabelos e membros das crianças.

Atendimento ágil e especializado – Com ambiente humanizado e profissionais qualificados no atendimento a crianças de 0 a 13 anos, a emergência pediátrica do Hospital Barra D’Or oferece assistência especializada e rápida através do modelo Smart Track – de acolhimento imediato do paciente – adaptado ao público infantil. Consultórios médicos, salas para exames laboratoriais e de imagem, posto de enfermagem e leitos para o repouso compõem a emergência.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Realizar atividades físicas após estudos ajuda na memorização

Quem pensava que atividade física era benéfica somente para manter uma boa aparência vai se surpreender com uma pesquisa holandesa que estudou a relação entre memória e atividades aeróbicas. Os autores do trabalho que foi publicado na edição de junho da revista Current Biology, acreditam que exercícios físicos ajudam o cérebro a guardar as informações por mais tempo, em função das reações químicas impulsionadas pela movimentação do corpo.



Dra. Bruna Mendonça, neurologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília, explica que atividades físicas são responsáveis por ativar o hipocampo, região extremamente importante para memória, além de liberar neurotransmissores do grupo catecolamina (dopamina, adrenalina, e noradrenalina). “Também é uma forma de ativar os endocanabinóides, que são responsáveis pela atividade anti-inflamatória cerebral. Dessa forma, seria interessante a prática de atividades físicas até como forma de prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer ”, explica.

Embora o estudo tenha sido testado em um grupo pequeno de pessoas, a médica diz que a novidade abre portas para futuros debates sobre o assunto. “Ainda não podemos afirmar categoricamente que todos devem fazer atividades físicas 4 horas após estudar para conseguir melhor desempenho. Porém, este estudo é importante, pois a partir de agora podem surgir outras análises para aprofundar este tema", diz.

Estímulos

Aprender coisas novas e fora da área de atuação estimulam o cérebro e mantém a atividade. Segundo a  médica, o órgão tem grande capacidade de se moldar e melhorar. “Aprender a pintar, aprender novas línguas e fazer palavras cruzadas, por exemplo, são estímulos muito benéficos”, completa.

Qualquer atividade deve ser bem escolhida para que seja eficaz. Dra. Bruna acredita que Boxe e futebol americano são opções arriscadas. “Traumatismos cranianos repetitivos já possuem relação estabelecida com danos à memória.", finaliza.