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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Pneumologista do Hospital e Maternidade São Luiz dá 5 dicas para parar de fumar


Segundo a OMS, um terço da população mundial adulta é fumante (cerca 1,2 bilhão de pessoas, dentre as quais 200 milhões são mulheres). O fumo pode desencadear e ampliar os riscos de pelo menos 50 tipos de doenças, tanto para os fumantes quanto para os fumantes passivos, como o câncer de pulmão, doenças cardiovasculares, impotência sexual masculina, complicações na gravidez, entre outras.



Contudo, sabendo das dificuldades que os pacientes encontram na tentativa de parar de fumar, a Dra. Andrea Sette, pneumologista do Hospital e Maternidade São Luiz, reuniu algumas dicas para quem deseja largar o vício:

1 – Escolha uma data para a parada. Então, decida se essa jornada será imediata ou gradual

2 – Após alguns dias sem o cigarro, é muito comum que algumas pessoas ganhem peso, podendo chegar até dois quilos

3 – Busque atividades para substituir o cigarro que ajudem no controle da ansiedade e do estresse

4 – Beba água gelada e mantenha as mãos ocupadas. Estas são duas atitudes que o ajudarão a ficar longe do cigarro

5 – Respire fundo, relaxe os músculos, a cabeça e siga em frente.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Esporotricose: doença popular em animais de estimação pode passar para os donos


O nome é difícil, mas a forma de transmissão é simples em caso de pouco cuidado. A esporotricose é uma micose subcutânea causada por um fungo que pode contaminar animais e humanos. Geralmente afeta a pele e os vasos linfáticos próximos a ela, mas pode também afetar ossos, pulmão e articulações.
 

- A doença geralmente é benigna, restrita a pele, tecido celular subcutâneo e vasos linfáticos. A disseminação da doença pode ocorrer para os ossos e outros órgãos. E a inalação do fungo pode ocasionar pneumonia – explica Dra. Silvia Oliveira, infectologista do Hospital Rios D’Or.

O fungo causador da doença (sporothrix schenkii) vive disseminado na natureza, no solo, palha, madeira, vegetais e plantas. Por isso pode ser considerada doença ocupacional ou ligadas a atividades de lazer e no passado também era conhecido como “doença dos jardineiros”. Apesar disso, nas grandes cidades a transmissão tem sido feita por animais domésticos.



- A transmissão que ocorre através dos gatos ganhou especial atenção nos centros urbanos, apesar do tatu também ser considerado um importante transmissor, que neste caso não manifesta a infecção. Pode ocorrer pela arranhadura, mordida ou secreção da ferida do animal doente. Outros casos foram descritos esporadicamente, por picada de insetos ou mordedura de ratos, cães, peixes e cavalos – destaca a infectologista.  


 O tratamento proposto como primeira opção é com o antifúngico Itraconazol por no mínimo 90 dias, por produzir menos efeitos adversos, quando comparado ao uso do Iodeto de Potássio - esse por 12 semanas. Outros antifúngicos também podem ser utilizados como fluconazol, terbinafina, ou anfotericina B. No entanto, este tempo de tratamento inicial pode variar de acordo com a resposta clínica, sendo necessário acompanhamento médico em até 6 meses para avaliação da alta definitiva.

Porém, o ideal é a prevenção. Segundo a especialista, há diversas formas de evitar a esporotricose, entre elas uso de luvas ao manusear plantas, que também podem apresentar os fungos.

- Para se prevenir da doença é bom ter cuidado na manipulação das lesões dos animais doentes e, se possível, isolamento até o fechamento das lesões; castrar gatos doentes, a fim de evitar a saída do animal à rua; cremar animais mortos para o fungo não se perpetuar na natureza; limpar dos cômodos com hipoclorito de sódio; e usar luvas no manuseio de plantas e animais com lesões ulceradas ativas.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Homens são menos preocupados com a saúde, revela especialista

Prevenção é o melhor caminho para vida saudável

Exames de rotina, ida a médicos para cuidados com a saúde e observação de sintomas e mudanças no organismo não está entre as prioridades dos homens. Quem aponta essas questões é o Dr. Ênio Usiglio, cardiologista do Hospital Norte D’Or.

- Em geral, os homens são menos preocupados com a própria saúde que as mulheres. Isso fica evidente em dados que mostram que eles vão menos ao médico que as mulheres e geralmente demoram mais tempo para recorrer aos serviços de saúde quando apresentam algum sintoma. Isso faz com que geralmente cheguem com casos mais avançados e graves, dificultando o tratamento e as chances de cura de algumas doenças – destaca o especialista.


De acordo com o médico, não existe uma idade certa para começar a se preocupar com a saúde ou fazer exames. A prevenção é o melhor caminho para evitar problemas, seja com a prática de atividades físicas, com a manutenção do peso, ingerindo pouco sal e gorduras, ou mesmo buscando ajuda médica quando surgirem sintomas.

As doenças cardiovasculares, especificamente o acidente vascular cerebral e o infarto agudo do miocárdio, são as duas principais causas de morte entre os homens (e entre as mulheres) no mundo todo. Isso se explica por fatores de risco que o indivíduo vai acumulando ao longo da vida: sedentarismo, sobrepeso/obesidade, diabetes, tabagismo, elevação dos níveis de colesterol e principalmente um grande vilão que é a hipertensão arterial.

- O que vemos na sociedade de um modo geral é que esses fatores estão muito presentes, contribuindo para que as doenças cardiovasculares continuem a ser a principal causa de morte. Fatores genéticos também estão envolvidos, especialmente quando parentes de primeiro grau do sexo masculino foram acometidos por infarto miocárdico ou acidente vascular cerebral abaixo de 55 anos, e do sexo feminino abaixo de 65 anos – aponta Dr. Ênio.

Grande parte dessas doenças pode ser evitada com simples medidas, que não são seguidas pelos homens.  O cardiologista finaliza com algumas dicas para quem quer se cuidar.
·         Redução da ingesta de sal para 5 gramas por dia (normalmente ingerimos mais do que o dobro dessa quantidade, principalmente em alimentos industrializados e processados);
·         Redução da ingesta de frituras, açúcar e carne vermelha, preferindo carnes brancas. Evitar alimentos processados pela indústria e ingerir diariamente frutas, verduras e legumes;
·         Praticar atividade física regularmente. Atividade aeróbica (caminhar, por exemplo) por 30 minutos continuamente, 4 a 5 vezes na semana;
·         Interromper o tabagismo;
·         Controle adequado da hipertensão e diabetes. Aqui, além das medidas acima, medidas específicas para cada caso se aplicam. Seguir a recomendação médica e nutricional é fundamental para o controle de tais doenças.


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Cardiologista do Hospital São Luiz responde se paixão pelo esporte pode influenciar no coração

Durante a Copa do Mundo do Brasil, em 2014, um homem de 69 anos morreu após um quadro de infarto, durante o jogo entre Brasil e Chile. Segundo algumas reportagens publicadas na época, ele começou a se sentir mal ainda durante a partida no Mineirão e foi encaminhado para uma unidade de saúde particular.

Agora, a pouco mais de mês para a estreia do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, o Dr. André Feldman, coordenador da Cardio D’Or, serviço de cardiologia dos Hospitais São Luiz, unidades Anália Franco e São Caetano e do Hospital Villa-Lobos, fala sobre o quanto a paixão pelo esporte pode influenciar na saúde do coração.



“A probabilidade de acontecer um infarto apenas por conta da emoção passada durante a partida é pequena, e não chega ao ponto de recomendarmos que as pessoas deixem de assistir aos jogos. Ainda se falarmos em prevenção, essa questão está mais ligada aos cuidados do dia a dia”, orienta Feldman.

Durante as partidas, em que todos estão vidrados e torcendo a cada lance, os níveis de ansiedade aumentam e automaticamente estimulam a elevação da pressão arterial. São cerca de 1h30 a 2h de estresse absoluto, período de maior atenção, pois o organismo libera uma série de hormônios, como adrenalina, noradrenalina e cortisol, responsáveis pelo aumento da frequência cardíaca e “aperto” dos vasos sanguíneos, conjunto de fatores responsáveis pela elevação da pressão.

O momento em que ocorre o aumento da pressão, o coração, cérebros e outros músculos recebem uma quantidade maior de sangue, elevando os esforços de cada um e há o aumento das chances de ocorrência de eventos cardíacos, como o infarto, por exemplo. “Em um paciente que já tenha histórico de alguma doença do coração, esses esforços podem funcionar como um fator de risco. Se ainda sim ele for hipertenso, as chances podem crescer”, explica o cardiologista.

Além da tensão que envolve assistir as partidas, existe o clima gerado pela Copa do Mundo que facilita as pessoas a confraternizarem com mais ingestão de bebida alcoólica e tabagismo, facilitadores para o aumento da pressão arterial.

Fora dos eventos cardíacos, o enrijecimento da musculatura, causado pela tensão das partidas, pode levar a dores no pescoço, ombros e até torcicolo. Como medida preventiva, ter um lugar adequado para uma melhor postura, pode favorecer e evitar o aparecimento das dores.

O golaço de toda essa questão está no campo da prevenção. “Manter um estilo de vida regrado, com alimentação saudável e prática de atividade física faz toda a diferença”, finaliza.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Especialista do Hospital Assunção explica a relação entre distúrbios hormonais e aumento de peso



Há momentos em que as pessoas começam a observar que estão aumentando de peso. Mudam a dieta, começam a fazer exercícios físicos, mas não é suficiente para eliminar os quilos a mais. O paciente pode não perceber é que a alteração do peso não está relacionada apenas ao estilo de vida, mas com possíveis disfunções hormonais, que podem ocorrer tanto nos homens quando nas mulheres.

O endocrinologista do Hospital Assunção, da Rede D’Or São Luiz, dr. Luiz Akira Hata responde a 5 perguntas que podem ajudar a esclarece o tema:

1. Quais são os distúrbios hormonais que podem alterar peso?
Vários são os distúrbios hormonais que podem resultar o aumento do peso corpóreo. Listo alguns mais comuns: Síndrome de Cushing, por exemplo, que ocorre quando há um aumento anormal nos níveis de cortisol sanguíneo, hormônio liberados excessivamente em resposta ao estresse; a Síndrome dos Ovários Policísticos, em que há aumento de hormônios masculinos (andrógenos) levando a um ganho de massa muscular e, consequentemente, ao aumento do peso corpóreo; o Hipertireoidismo, quando a diminuição dos hormônios tiroideanos ocasionam maior retenção de líquidos corporais e aumento do peso; e o Hipogonadismo, ou falência dos ovários ou testículos, que causam acúmulo de gordura abdominal.

2. Quais são as causas dos distúrbios hormonais?
As causas podem ser tumorais malignas ou benignas, doenças acusadas por mutações genéticas, destruição da glândula por radiação nuclear (radioterapia) ou uso de determinados medicamentos como antiarrítmicos, cortisonas ou medicamentos para terapia de câncer.

3. Como diagnosticar e trata-los?
O diagnóstico se dá através de uma boa análise clínica e exames específico. Já o tratamento é feito com dosagens dos hormônios em laboratórios.

4. Quando é necessário passar por um procedimento cirúrgico?
Em casos de tumores malignos e dependendo da avaliação do médico, em alguns casos benignos também é necessário passar por cirurgia.

5. Como conviver com estes distúrbios e que hábitos tem que ser mudados?
É preciso fazer um acompanhamento clínico regular, monitoramento laboratorial periódico dos hormônios, não interromper a terapia hormonal, evitar comidas industrializadas, fast-foods, refrigerantes, sucos de caixinhas, bebidas alcoólicas e praticar muito esporte. Importante ressaltar que as alterações hormonais podem causar aumento de peso, porém não são as principais causas para a epidemia de obesidade que assola o mundo. A obesidade advém na sua grande maioria das vezes pelos maus hábitos alimentares e estilo de vida ruim.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

O que você precisa saber sobre câncer infantil e a importância do diagnóstico precoce

O câncer é composto por uma série de doenças que têm em comum a multiplicação anormal de células, que pode ocorrer em qualquer lugar do corpo humano e em qualquer idade. Em pessoas com menos de 18 anos corresponde a 2% dos casos de câncer.

Os mais comuns nessa faixa etária são as leucemias, que afetam os glóbulos brancos e representam quase 60% dos casos de câncer infantil, seguidos dos tumores do sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático). Há, também, os tipos exclusivos da faixa pediátrica, que quase nunca são vistos em adultos: os retinoblastomas, que acometem o fundo do olho, e o tumor de Wilms, que afeta o rim.



Segundo Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, assim como em países desenvolvidos.

A Dra. Viviane Sonaglio, oncologista pediátrica do Hospital da Criança, da Rede D’Or São Luiz, explica que o câncer infantil tem característica de crescimento muito acelerada, pois as crianças possuem tecidos ainda embrionários com capacidade de reprodução muito rápida. “Essas diferenças reforçam a importância de um diagnóstico precoce. Até por isso as respostas ao tratamento são mais rápidas”, pondera a especialista.

O tratamento é diferente dos adultos, mas também é composto por quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, combinados ou não. A radioterapia é usada em casos mais específicos, como câncer de rim. A Dra. Maria Lúcia Pinho, cirurgiã pediátrica do Hospital da Criança, da Rede D’Or São Luiz, explica que nesta faixa etária as cirurgias têm bastante importância, pois ajudam a frear o avanço da doença. “Em alguns casos a cirurgia pode ser fundamental para a cura, devendo ser planejada a retirada do tumor em um ou mais procedimentos”.

O câncer infantil não tem prevenção, por isso a enorme importância destinada ao diagnóstico precoce. A Dra. Viviane explica que os sintomas são muito comuns a outras doenças desta faixa etária, queixas bastante comuns em prontos-socorros. Entretanto, algumas dicas podem acelerar o diagnóstico:

Uma febre mais prolongada, que não responde a medicamentos ou associada a outros sintomas, como gânglios aumentados;
Infecções de repetição, que acabam levando a criança várias vezes ao hospital;
Perda de peso inexplicável e contínua;
Dor persistente nos ossos e nas articulações, com intensidades que prejudicam as brincadeiras ou atividades;
Dores de cabeças acompanhadas de vômitos, geralmente na parte da madrugada;
Caroços que não cedem – costumam aparecer no pescoço, axilas, virilhas e abdome.

“Quando a criança tem o acompanhamento de um pediatra desde cedo, o especialista consegue entender as diferentes características e sintomas de cada doença, seja para excluir uma suspeita mais séria ou confirmá-la”, orienta Sonaglio. Com o diagnóstico precoce, as chances de cura passam dos 70%, em boa parte dos casos. A doença em estágio avançado diminui consideravelmente essas chances.

Quando há diagnóstico positivo para o câncer, é importante que a criança seja acompanhada por uma equipe especializada em oncologia pediátrica, composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, além de subespecialistas em outras áreas da medicina. É essencial o paciente buscar um local que tenha equipamentos com tecnologia de ponta para a realização de todos os exames que possam ajudar no tratamento, além de um departamento de patologia qualificado.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Treinamento, alimentação e descanso são o tripé para a prática saudável de exercícios físicos


Especialista dá dicas para iniciar a prática esportiva e evitar lesões 

Quer começar a praticar atividades físicas, mas não sabe bem como entrar nessa “caminhada”? O primeiro passo é buscar um especialista para avaliar suas condições físicas e orientar quanto a melhor forma de iniciar. Neste sentido, o ortopedista Rodrigo Rezende, responsável pelo Centro de Ortopedia do Hospital Rios D’Or destacou alguns pontos importantes, principalmente, para evitar lesões.


1) Consulte um médico antes de começar
O check-up é o ponto mais importante na avaliação prévia ao início da atividade física. O ideal é buscar por um cardiologista e um ortopedista para fazer uma avaliação dos seus sistemas cardiorrespiratório e músculo articular.


2) Faça aquecimentos
Antes de começar a praticar exercícios, faça o aquecimento indicado pelo profissional de atividade física. Isso eleva a temperatura corporal e deixa o músculo mais preparado para o que for exigido dele. O aquecimento não precisa acontecer durante muito tempo, basta executá-lo corretamente. Dependendo da atividade que será realizada e de seu preparo, cinco a dez minutos serão suficientes. Comece de maneira lenta e vá acelerando aos poucos, gradualmente.


3) Dedique-se ao fortalecimento muscular
Seus músculos são a proteção para seus ligamentos e articulações. Eles absorvem consideravelmente a tensão que seria direcionada para as partes mais sensíveis do seu corpo. Construir uma musculatura de qualidade vai diminuir consideravelmente a probabilidade de se lesionar.


4) Faça alongamentos
Muita gente contesta a importância do alongamento antes da atividade física, mas fato é que ser flexível previne diversos tipos de dores e de lesões. Uma boa elasticidade faz com que os tendões, os músculos e os ligamentos tenham chances menores de lesão, além de permitir que você execute movimentos mais amplos sem tantos problemas. Mas, para isso, é preciso ter prática diária. Inicie de forma gradual e vá aumentando o alongamento, sem forçar o seu limiar de dor.


5) Correção do gesto esportivo
Em outras palavras, quando estamos desenvolvendo uma habilidade nova, seja correr, escalar, chutar, devemos primeiro aprender como fazer aquilo corretamente. Depois corrigir toda a forma e postura, refinando a técnica. Só então vamos adicionar potência no que estamos fazendo. Lapidar a postura exata para executar uma técnica vai fazer toda diferença, inclusive aplicando isso para o cotidiano. Todas essas atividades podem causar lesões graves se feitas com desleixo.


6) Mantenha uma boa alimentação
A dieta é fundamental para os atletas de final de semana. Além de dar a energia necessária para praticar os exercícios físicos, ficar dentro do peso ideal é muito importante para evitar lesões. Antes da prática, o ideal é um prato com carboidratos de boas fontes, como alimentos integrais, verduras, legumes e frutas. Para manter a forma, costumamos restringir as calorias que ingerimos. Quando entram menos calorias do que o corpo precisa para se manter, ele entra em um estado catabólico, ou seja, o corpo se alimenta dos músculos.

Assim como comer demais e estar acima do peso são fortes indicadores de que uma lesão está a caminho, ingerir menos calorias do que o necessário também pode ocasionar contusões, seja pelo processo de catabolismo ou por pura falta de nutrientes responsáveis pela recuperação dos músculos, ligamentos e ossos. Sendo recomendado uma boa combinação de carboidratos com proteínas, para restaurar os músculos. O ideal é consultar um nutricionista para descobrir a alimentação ideal.


7) Utilize equipamento adequado
Não basta praticar todos esses procedimentos acima se, por exemplo, não usar os equipamentos adequados e corretamente. Por exemplo, praticar exercícios físicas descalço, ou ainda com tênis desadequado, pode gerar mais prejuízos que benefícios.


8) Atenção as dores durante o exercício
Procure observar qualquer relação entre dores mais agudas com os movimentos das articulações. Se alguma dor impedir você de se movimentar da forma normalmente costuma, é um grande sinal de que é hora de visitar o ortopedista. Cuidado com dores que não são musculares.


9) Descansar é necessário
O tripé do treinamento deve ser equilibrado: se um lado falhar, de nada adiantou todos os outros. Treinamento, alimentação e descanso devem andar juntos. Com muita frequência, na busca por resultados mais rápidos, negligenciamos a base mais óbvia. Quando nos empolgamos com alguma atividade nova, queremos fazer aquilo o máximo de vezes possível. Quando começamos a notar os resultados queremos triplicar a frequência da atividade em busca de mais resultados. Vamos aumentando a carga até sobrecarregarmos a máquina e, com isso, ela falha. Perdermos grande parte do trabalho por falta de equilíbrio.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Saiba tudo sobre os distúrbios oftalmológicos mais frequentes que acometem os idosos e crianças

Os problemas oftalmológicos podem ser simples desconfortos até malformação ocular do bebê

Os livros e a tela do computador parecem mais distantes a cada dia. As receitas de bolo parecem mais escuras. As simples dificuldades para enxergar no dia a dia podem ser centenas de doenças que afetam os olhos e comprometem a visão. As causas são variadas, podendo decorrer de lesões, do processo de envelhecimento ou até mesmo se desenvolver por processos crônicos ou congênitos.

Dentre as queixas oftalmológicas mais comuns estão os erros de refração que são responsáveis pela maioria dos distúrbios: astigmatismo (causa visão borrada), miopia (dificuldade de enxergar de longe), hipermetropia (dificuldade de enxergar de perto) e presbiopia (visão cansada para perto) são muito comuns nos consultórios.



“Esses erros de refração podem acontecer por causa do tamanho do globo ocular, pela irregularidade da córnea ou porque os meios óticos estão opacos”, explica o Dr. Andre Luis Pellizzon, oftalmologista do Hospital Assunção, da Rede D’Or São Luiz.

Há também alguns distúrbios considerados mais graves, que podem surgir ainda na infância. Os tumores oculares, a catarata congênita (quando o bebê já nasce com o cristalino lesionado) e pode causar cegueira, o estrabismo (desvios de um dos olhos do eixo visual) e os erros de refração muito altos.

Já nos adultos, existe a preocupação com o glaucoma (doença que atinge o nervo ótico e envolve a perda de células da retina) e a catarata (perda da opacidade do cristalino, normalmente associada à idade), além das complicações oculares causadas pelo diabetes e hipertensão arterial.

Nos dias de hoje, os diagnósticos são mais precisos com o uso de equipamentos computadorizados, que garantem receitas de óculos e planejamento cirúrgico mais precisos. Temos como exemplo, o microscópio eletrônico, que é capaz de avaliar as células da córnea detalhadamente e há equipamentos que fazem a análise completa do fundo do olho.

O Dr. André explica que as cirurgias são indicadas quando há o risco de perda da visão, em doenças como catarata, glaucoma e da retina. “Outra indicação frequente são os casos em que o paciente deseja corrigir os distúrbios de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo), principalmente os casos mais acentuados”, explica.


A prevenção se dá a partir de visitas anuais, independente da idade, pois o oftalmologista consegue visualizar qualquer sinal de mínima alteração.