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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Exames da mulher










Para manter o bem-estar durante toda a vida, a mulher tem um grande aliado: seu médico ginecologista. A partir da primeira menstruação, o ideal é freqüentar regularmente o consultório do especialista. Ele vai poder indicar quais e quando realizar os exames de rotina que não só monitoram a saúde como podem diagnosticar precocemente doenças como o câncer de mama e de colo de útero. Além de prevenir doenças, os exames adequados para cada idade são essenciais para esclarecer todas as dúvidas, melhorando a qualidade de vida das mulheres.

Exame pélvico e das mamas:

Na consulta regular, o médico observa visualmente o colo do útero, com toque e palpação dos órgãos reprodutores e das mamas, procurando por doenças e infecções, corrimentos anormais, nódulos e outros problemas. Toda mulher com mais de 20 anos e com vida sexual ativa, deve realizá-los pelo menos uma vez ao ano.

Mamografia:

Principal forma de detecção precoce do câncer de mama, a mamografia (espécie de raios-X das mamas e de parte das axilas), é o único capaz de diagnosticar lesões pequenas, mesmo quando essas ainda não são palpáveis. Atualmente, a mamografia já é capaz de identificar lesões menores do que um centímetro, o que amplia enormemente a possibilidade de cura do câncer de mama. Deve ser realizada a partir dos 35 anos, a cada 3 anos e anualmente, a partir de 40 anos, com maior ênfase para o grupo entre 50 e 69 anos, faixa etária em que a doença tem maior prevalência. Mulheres com parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) que tiveram câncer de mama antes da menopausa, que ficaram menstruadas muito cedo, não tiveram filhos, cuja primeira gestação ocorreu depois dos 30 anos, ou menopausa iniciou-se tardiamente, são consideradas grupo de risco e devem manter um acompanhamento mais constante.

Papanicolau:

O famoso Papanicolau é o exame preventivo que pode identificar a doença. Ele deve ser feito pelo menos uma vez por ano, a partir dos 18 anos (ou da primeira relação sexual) e até os 65 anos, em média. O exame identifica as células do colo do útero alteradas pelo HPV, ou vírus do papiloma humano, que podem se transformar em lesões e, consequentemente, em câncer.

Colposcopia:

É a observação visual da vulva, da vagina e do colo do útero com o colposcópio, aparelho que ilumina a região e amplia de dez a 40 vezes a imagem, feito no consultório do médico. Sua função é detectar as lesões que correspondem às alterações porventura encontradas na colpocitologia (Papanicolau) e biopsiá-las.

Outros exames:

Alguns exames que saem do escopo ginecológico também são muito importantes no monitoramento da saúde da mulher como um todo. Converse com o seu ginecologista sobre a necessidade de realizá-los:

Colesterol e triglicérides - Exame de sangue indicado, especialmente, para mulheres acima de 35 anos, com destaque para as fumantes, hipertensas, com histórico familiar de colesterol elevado, ou obesidade. Sua função é prevenir doenças do sistema cardiovascular.

Glicemia de jejum - Exame de sangue solicitado pelo médico para avaliar possíveis distúrbios ligados à produção de insulina e ao diabetes. Deve ser feito regularmente por mulheres acima dos 35 anos, especialmente aquelas com casos de diabetes na família.

Eletrocardiograma - Este exame pode ser indicado pelo médico para analisar tanto a frequência cardíaca em descanso, como em movimento. O eletrocardiograma de repouso avalia problemas com o batimento cardíaco e o de esforço, o potencial do sistema cardíaco em aceleração causada por esforço físico. Em geral, são solicitados às mulheres acima de 35 anos, que sejam sedentárias, ou que estejam iniciando condicionamento físico
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Por Dr. Humberto Tindó
Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Quinta D'Or

Palestras gratuitas em homenagem ao Dia das Mães














Olá, queridas leitoras do Espaço Saúde da Mulher,

Gostaria de convidá-las para o encontro anual em homenagem ao Dias das Mães, realizado pelo Centro de Fertilidade da Rede D'Or, no próximo sábado, dia 9 de maio, das 10h às 12h. Vamos oferecer duas palestras muito especiais, principalmente para quem está aguardando a tão esperada chegada do bebê, ou encontra alguma dificuldade em engravidar.!

Este ano o Centro de Fertilidade convidou uma especialista para falar sobre o congelamento do sangue de cordão umbilical, assunto que interessa e muito às futuras mamães. Além disso, em minha palestra vou esclarecer as dúvidas a respeito de fatores que levam à infertilidade, como aumentar suas chances de gravidez e a partir de quando um casal deve se preocupar com o assunto.

E mais: todos os participantes receberão, gratuitamente, uma entrevista com avaliação e aconselhamento sobre fertilidade, a ser agendada durante o evento.

O Dia das (Futuras) Mamães acontece no próximo 9 de maio (sábado), de 10h a 12h, no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro. Endereço: Av. Ayrton Senna, 2541 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro


O evento é gratuito e aberto a todos os interessados, bastando se inscrever na página da Rede D’Or: www.rededor.com.br (no link “Cursos e Palestras”) ou pelo telefone: 21 2430.3600.

Convide os amigos! Esperamos você lá!

Palestras:

“Prevenção, diagnóstico e tratamento da infertilidade conjugal” - Às 10h
Dra. Maria Cecília Erthal, diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, esclarece as dúvidas a respeito de fatores que levam à infertilidade, como aumentar suas chances de gravidez e a partir de quando um casal deve se preocupar com o assunto.

“Célula-tronco adulta e congelamento do sangue de cordão umbilical” - Às 11h
Dra. Maria Helena Nicola, PhD em Ciências Morfológicas e coordenadora de Pesquisa & Desenvolvimento da Cryopraxis – Criobiologia, fala sobre usos atuais e futuros das células-tronco e de como o congelamento de sangue de cordão umbilical pode ser vantajoso.


Por Dra. Maria Cecília Erthal
Diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D'Or

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Prazer sexual feminino











Já faz algum tempo que o sexo deixou de ser encarado apenas como uma forma de reprodução para as mulheres, tornando-se parte cada vez mais importante para seu bem-estar. Mas mesmo com toda a informação disponível, o prazer sexual feminino ainda é um assunto que provoca muitas dúvidas e percebo que várias pacientes se perguntam se o que sentem é normal. E pior: se culpam por não ter orgasmos com a frequência que gostariam.

De uma forma geral, o prazer sexual pode ser encarado como sinônimo de saúde. Ele costuma ser associado ao orgasmo, mas é importante lembrar que nem sempre para se obter prazer é necessário atingi-lo. Por isso, as mulheres devem ter em mente que o prazer é o contato íntimo, que abrange a relação como um todo, incluindo as preliminares e a intimidade com o parceiro.

Porém, como o orgasmo é uma manifestação física de prazer, a preocupação por não conseguir alcançá-lo é normal. Na maior parte das vezes, as causas de não atingir o orgasmo são de fundo emocional, podendo ter a ver, entre outros motivos, com o cansaço, o stress, a falta de intimidade com o parceiro e a ansiedade. Além disso, fatores externos também podem atrapalhar no momento de se atingir o clímax, como o consumo de drogas e bebidas, o local não apropriado e a pressa. Para evitar que esses problemas aconteçam, é importante manter um diálogo aberto com o parceiro, para deixar bem claro o que você gosta ou não durante as relações sexuais. Procurar conhecer o próprio corpo, se tocando e vendo as formas de carinho mais prazerosas, é outra medida que pode ajudar bastante as mulheres a aumentar o prazer que sentem durante as relações sexuais.

Ter muita dificuldade para atingir o orgasmo ou não sentir prazer algum, no entanto, não é normal. Fungos (cândida), doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e irritação da mucosa vaginal podem ser apontadas como algumas das razões para a dificuldade em se ter prazer sexual. Outro motivo pode ser a disfunção hormonal, que entre outras alterações, diminui a lubrificação vaginal e interfere na libido da mulher. As alterações nos níveis hormonais costumam atingir principalmente as que já chegaram à menopausa, mas podem acontecer com mulheres de todas as idades.

Por essas razões, é importante estar atenta para o fato de sentir ou não prazer no ato sexual e, se for o caso, procurar um especialista para auxiliá-la a descobrir a razão do problema. O profissional mais indicado para tratar das dificuldades físicas é o ginecologista, enquanto o psicólogo é o especialista que você deve procurar caso ache que a dificuldade em obter prazer sexual pode ter fundo emocional.

Por Dr. Humberto Tindó
Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Quinta D'Or

Clique no ícone e ouça o Dr. Humberto Tindó falando sobre przer sexual feminino



terça-feira, 5 de maio de 2009

Métodos anticoncepcionais












Uma das perguntas que os ginecologistas mais ouvem nos consultórios é qual o contraceptivo mais adequado. A verdade é que cada método tem suas vantagens e desvantagens e alguns funcionam melhor do que outros para prevenir a gravidez. Além disso, é preciso ter em mente que todos têm suas limitações. Na escolha de qual adotar, é importante levar em conta diversos fatores, como a frequência das relações sexuais, a saúde geral da mulher e os possíveis efeitos colaterais de cada um. Não se pode esquecer, porém, que nem todo método anticoncepcional evita doenças sexualmente transmissíveis e, portanto, o uso da camisinha (masculina e feminina) é sempre recomendado.

Mas conhecer as opções disponíveis é fundamental para orientar-se nessa escolha. Os métodos contraceptivos dividem-se em 5 grupos: hormonais, de barreira, dispositivos intra-uterinos (DIU), cirúrgicos e comportamentais.

Métodos hormonais

A pílula anticoncepcional consiste na ingestão diária de hormônios, enganando o organismo, como se a mulher estivesse grávida. Assim, os ovários não produzem óvulos e a mulher não engravida. Existem diversos tipos de pílulas e apenas o médico pode receitar a mais indicada para cada caso. As mais comuns são:

Pílula diária:

Combinam os hormônios estrogênio e progesterona. Toma-se uma por dia, a partir do quinto dia de menstruação. Ao terminar a cartela, há uma pausa de uma semana, quando se deve iniciar nova cartela. Existem também pílulas de baixa dosagem, ou micro pílulas. Estas podem ser tomadas por lactantes e devem ser ingeridas todos os dias, sem interrupção. As desvantagens desses medicamentos vão desde efeitos colaterais como enjôo, inchaço, dor e sensibilidade nos seios, dor de cabeça, entre outros. Fumantes, e mulheres com problemas cardíacos, hipertensão, enxaqueca, derrame, ou outras doenças não devem usar pílulas. Além disso, caso haja falha na ingestão, o famoso esquecimento da pílula, a mulher corre risco de engravidar.

Anticoncepção de emergência:

Também conhecida como pílula do dia seguinte, é uma opção válida, mas que deve ser utilizada apenas, como o nome diz, em casos de emergência. É um medicamento hormonal oral que deve ser tomado até 72 horas após a relação sexual desprotegida. Se tomada em até 24 horas, o índice de falha é de apenas 5%. Já entre 49 e 72 horas, o índice chega a 42%. A pílula não tem efeito caso a mulher já esteja grávida. O medicamento pode causar diversos efeitos colaterais e não deve ser usado como método regular.

Injeção anticoncepcionais:

São injeções de hormônios que duram de um a três meses e devem ser receitadas diretamente pelo médico. Tem alta eficácia e a mesma função da pílula diária, mas nesse caso não há o risco de esquecer-se de tomar o medicamento e é também indicada para mulheres que não podem tomar a pílula via oral. Também pode apresentar efeitos colaterais como dor de cabeça, ganho de peso e sangramentos.

Anel vaginal:

Anel contendo hormônios que é inserido pela própria mulher na vagina no início do ciclo menstrual. Permanece no corpo por três semanas, impedindo a ovulação como uma pílula diária. As vantagens são a absorção direta dos hormônios pela circulação e a não possibilidade de esquecimento da pílula, muito comum no uso da pílula diária. Após os 21 dias de uso, há uma pausa de sete dias e outro anel deve ser inserido.

Adesivo anticoncepcional:

Contém os mesmos hormônios das pílulas comuns, mas em forma de adesivo. Cada adesivo permanece na pele por uma semana e deve ser trocado por outro. Isso se mantém por três semanas e depois há uma pausa. Como no anel vaginal, vantagem é que a mulher não corre o risco de esquecer-se de tomar a pílula e os hormônios são absorvidos pela circulação. A eficácia é a mesma.

Implante hormonal:

Microbastão de hormônio que é colocado embaixo da pele, com anestesia local, e inibe a ovulação por até três anos. Assim como os métodos anteriores, a eficácia é alta e os hormônios são absorvidos diretamente pela circulação.

Métodos de Barreira

Camisinha masculina:

Método mais utilizado e popular que existe, a camisinha barra os espermatozóides logo após a ejaculação. Além de barata e eficiente, protege contra as doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS. Em geral é feita de látex e a maioria das pessoas não encontra problemas em usá-la. Deve ser colocada no pênis ereto e, na ponta, deixado um espaço vazio e sem ar, para que ali fique o esperma. Caso contrário, a camisinha pode estourar ou o esperma subir até a base do pênis. Quando bem colocada, sua eficácia em evitar a gravidez chega a 96%.

Camisinha feminina:

É feita em poliuretano, no formato de um saco, com dois anéis flexíveis em cada extremidade, sendo uma delas fechada. Parece complicado, mas a camisinha feminina é simples. Um dos anéis facilita a colocação e o outro segura a camisinha, além de proteger os pequenos e grandes lábios. Também evita DSTs, como a masculina e sua eficácia contra a gravidez é de 97%.

Diafragma:

Em formato de concha, o diafragma é um dispositivo feito de látex ou silicone, que a mulher insere na vagina, cobrindo o colo do útero e impedindo a entrada de espermatozóides. Deve ser utilizado com uma pomada espermicida, garantindo maior eficácia. O ideal é que seja indicado por um médico, pois sua escolha depende do tamanho do colo uterino. Os cuidados com a limpeza e o armazenamento são muito importantes para não causar infecções. É recomendado que se insira o diafragma de 15 a 30 minutos antes da relação sexual e retirado de seis a oito horas após a penetração. Sua eficácia fica em torno de 80%.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU):

Os DIUs são dispositivos de plástico recobertos de cobre, inseridos na cavidade uterina pelo ginecologista. Eles evitam a fecundação, pois impedem que o espermatozóide alcance os óvulos, dificultando sua locomoção dentro do útero. Hoje, inclusive, já existem métodos que contém hormônios combinados ao dispositivo. Os DIUs mais modernos podem ficar no corpo da mulher por até 10 anos, mas para isso é preciso que ela faça um controle periódico com seu médico. O DIU é geralmente recomendado para mulheres que já têm filhos e que só desejam engravidar em alguns anos. Em alguns casos, ele pode apresentar desvantagens como dores abdominais, sangramentos, além de não ser recomendado para mulheres com cólicas fortes, hemorragias, alergia ao material e doenças como miomas ou anomalia intra-uterina. Em compensação é um método muito eficiente e garante contracepção em até 99% dos casos.

Métodos definitivos

Ligadura de trompas:

A laqueadura tubária é a esterilização da mulher. É um método cirúrgico, logo exige internação e anestesia geral ou regional, que consiste na ligadura ou corte das trompas de forma definitiva, impedindo que os óvulos alcancem o útero e, assim, haja o encontro e com os espermatozóides e, conseqüente implantação do embrião. Assim, a decisão de recorrer a esse método deve ser muito bem analisada levando em conta idade, a constituição da prole e o desejo de nunca mais ter mais filhos.

Vasectomia:

A esterilização do homem também não deixa de ser um método contraceptivo para a mulher. Consiste no corte do tubo que leva os espermatozóides dos testículos até as glândulas que fabricam o esperma, garantindo uma ejaculação normal, mas sem presença dos gametas masculinos. Assim como a laqueadura, a decisão de optar pela vasectomia deve ser muito bem pensada, pois é uma intervenção definitiva.

Métodos comportamentais

Tabelinha:

O método procura prever quando ocorre a ovulação da mulher e, assim, calcular o início e o fim do período fértil. Antes de tudo, a mulher deve analisar pelo menos os últimos seis ciclos menstruais para saber se este é regulado e quanto tempo dura. Teoricamente, a mulher é fértil no meio do seu ciclo. Ou seja, se ele dura 28 dias, a fertilidade máxima seria entre o 12° e o 16º dia, contando o primeiro dia da menstruação como 1º. Nesse período, é preciso abster-se de relações sexuais, ou optar por métodos de barreira como preservativos e diafragma. Mas lembre-se, a tabelinha é arriscada e só funciona para mulheres com ciclo menstrual regular.

Temperatura:

Quando a mulher ovula, sua temperatura corporal aumenta entre 0,3 e 0,8°C, pela ação hormonal. O método consiste em medir a temperatura oral, durante cinco minutos, pela manhã, após pelo menos cinco horas de sono, sem ter feito nenhum esforço e antes de comer. A mulher deve anotar os resultados durante pelo menos dois ciclos menstruais, desde o primeiro dia da menstruação até o período em que a temperatura se elevar por três dias consecutivos. Depois de estabelecer um padrão, ela poderá determinar o período fértil e evitar relações sexuais nesses dias. A desvantagem é que se por algum motivo, como doenças diversas, a temperatura for alterada, o método não é válido.

Muco ou Billings:

A mulher observa diariamente o muco vaginal, atentando para a quantidade de umidade e sua viscosidade e detectando se está ou não em seu período fértil. O muco surge cerca de três dias após a menstruação e, antes da ovulação, fica mais espesso e grudento. Quando percebe essa alteração, deve permanecer pelo menos quatro dias sem manter relações sexuais. É um método muito arriscado, porque depende da interpretação da mulher. E, geral, é usado pelos casais que querem engravidar, já que determina o período em que a mulher estaria ovulando.

Coito interrompido:

O coito interrompido é a tentativa de não haver a ejaculação dentro da vagina da mulher. O método é bastante falho porque antes mesmo do homem sentir que está na iminência de ejacular e retirar o pênis, já há a liberação de líquido que contém espermatozóides suficientes para fecundar o óvulo.


Por Dr. Humberto Tindó
Coordenador do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Quinta D'Or


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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Células-tronco para produção de óvulos sadios

Esta semana, o jornal O Globo publicou matéria do periódico inglês Independent sobre estudo chinês que indica um novo caminho no tratamento da infertilidade feminina. Em resumo, os pesquisadores transplantaram células-tronco ovarianas de fêmeas sadias de camundongo para os ovários de fêmeas inférteis e conseguiram fazer com que estas voltassem a produzir óvulos. Ou seja, talvez, num futuro não tão distante, seja possível haver uma nova terapia que aumente o vida fértil feminina consideravelmente.

Desde os anos 60, com a introdução da pílula anticoncepcional, a mulher começou a programar a constituição da sua prole, de maneira mais objetiva. A partir de então, o chamado sexo “frágil” abriu espaço na sua vida para outras atividades, incluindo o trabalho fora de casa. Hoje, são cada vez mais comuns os casos de mulheres que adiaram a maternidade para depois dos 40 anos. Mas nessa idade a fertilidade enfrenta uma queda muito brusca, devido à diminuição da quantidade e da qualidade dos óvulos.

Além disso, existem também casos de mulheres que, traídas pelo seu relógio biológico, experimentam a menopausa precoce, antes mesmo dos 40 anos, e passam a não produzir mais óvulos. E, para essas, o sonho de viver uma gravidez fica ainda mais distante. O cultivo das células tronco de origem ovariana é ainda um trabalho experimental, mas que sinaliza para uma possibilidade real no futuro. Para as mulheres que desejam vivenciar a gravidez na maturidade, essa será uma grande oportunidade. Vejam mais informações na matéria, abaixo.





Por Dra. Maria Cecília Erthal
Ginecologista e Obstetra, Diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D'Or

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Câncer de mama X terapia de reposição hormonal na menopausa

Esta semana recebemos uma dúvida aqui no Espaço Saúde da Mulher, que acredito ser interessante para dividir com vocês, já que é um tema bem específico, mas de enorme importância para mulheres que passam pela mesma situação dessa internauta.
“Desejo saber quais são as alternativas para tratar os sintomas da menopausa em mulheres que tiveram câncer de mama e se submeteram a quimioterapia e radioterapia, uma vez que a reposição hormonal parece inadequada.”

Está comprovado que o uso de hormônios femininos aumenta claramente o risco das mulheres desenvolverem câncer de mama. Conseqüentemente, o uso de estrogênios em mulheres que estão tratando, ou trataram um câncer de mama deve ser evitado.

Mas é preciso se levar em consideração que, só nos Estados Unidos, o número estimado de mulheres que sobrevivem ao câncer de mama pode chegar a 2,5 milhões. Como o câncer da mama tem sido detectado cada vez mais cedo e a quimioterapia adjuvante pode causar insuficiência do ovário, o número de mulheres na menopausa em idade mais precoce tem aumentado.

Assim, a questão que se apresenta nesse caso é a seguinte: uma vez que o risco de sofrer uma recorrência do câncer de mama será reduzido para uma grande percentagem destas mulheres, pode-se considerar a Terapia de Reposição Hormonal (TRH)?

Pelo menos um estudo prospectivo de TRH após um câncer de mama localizado indica que a TRH parece não aumentar os eventos de câncer. No entanto, o mais razoável para as mulheres que foram tratadas para o câncer da mama e que têm sintomas climatéricos é tratar os sintomas com terapias alternativas.

Dieta e exercício são eficazes para a prevenção de Doença Cárdio Vascular e controle de peso. A adição de bifosfonatos ou SERMs (por exemplo, o tamoxifeno e o raloxifeno) pode reduzir o risco de osteoporose. Algumas doses de progestágenos podem aliviar os fogachos, embora muitos oncologistas acreditem que o uso de esteróides sexuais seja contraindicado.

No entanto, o que se sabe ao certo é que, nas pacientes que superaram o câncer de mama que escolheram o uso da TRH, deve ser usada a menor dose eficaz, e essas mulheres devem ser cuidadosamente monitoradas.


Obrigada às internautas que nos enviam dúvidas. É partir delas que podemos criar posts que interessem a vocês. Por isso, continuem mandando! Faremos todo o possível para responder em, no máximo, uma semana.

Por Dr. Humberto Tindó
Chefe do Serviço de Ginicologia e Obstetrícia do Hospital Quinta D'Or

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Gravidez de alto risco

Toda gravidez é um período especial e requer atenção. O acompanhamento médico deve ser constante para a garantia de que tudo corra da melhor forma para mamãe e bebê. Se essa for de alto risco, então, a gestante precisa seguir cuidados ainda mais especiais, para não prejudicar seu filhote e evitar um nascimento prematuro.

Alguns fatores podem contribuir para transformar uma gestação saudável em uma condição delicada, pondo em risco o bem-estar dos dois. Gestações de alto risco ocorrem apenas de 6 a 8% das vezes. Mas essas complicações resultam em 70 a 80% dos casos de mortalidade e doenças subsequentes. Para evitar qualquer tipo de problema, é importante estar atenta às principais causas e tentar contorná-las, com o apoio do seu médico.


O bom condicionamento físico é premissa para uma gravidez tranquila, por isso a atenção ao peso é fundamental. Mulheres muito magras, ou obesas tendem a gerar fetos fora do tamanho ideal, pequenos, ou grandes demais. Quando a mulher ganha muito peso, pode também desenvolver hipertensão, ou diabetes durante os nove meses. Além disso, gestantes com altura menor do que 1,60m têm mais chances de entrar em trabalho de parto prematuramente, assim como de dar à luz a fetos menores, por isso o cuidado com elas deve ser redobrado.


Mas também não se pode esquecer o lado emocional. A má aceitação de uma gestação não planejada, assim como uma situação conjugal insegura, por exemplo, são obstáculos que podem gerar problemas futuros. Como este é um período no qual a mulher deve se sentir segura, manter uma relação familiar harmoniosa e confiante é importantíssimo.


Outro fator importante é a idade da gestante. Meninas muito jovens, com 17 anos ou menos, têm mais probabilidade de apresentar hipertensão arterial e retenção de líquidos durante a gravidez, assim como de desenvolver crises convulsivas e dar à luz a bebês com baixo peso ou subnutridos. Já as mulheres com 35 anos ou mais, são mais propensas a apresentar diabetes, miomas e complicações durante o trabalho de parto. Além disso, o risco de gerar um filho com anomalias genéticas aumenta nessa faixa etária e principalmente após os 40 anos.


Da mesma forma, a história ginecológica e obstétrica anterior pode elevar os riscos para mãe e bebê. Eventos em gestações passadas, como hemorragias e pressão alta, aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro, anomalias uterinas e doenças como mioma, aumentam a probabilidade de novas ocorrências. Gestações que se complicam, ou que por si só já apresentam mais risco, como a gravidez de gêmeos, devem demandam acompanhamento especial. Além disso, o pré-natal detalhado e constante é fundamental, especialmente para mulheres com algumas condições de saúde específicas. Doenças do coração, dos pulmões, da tireóide, do sangue, tumores e infecções, assim como doenças sexualmente transmissíveis, disfunções psiquiátricas e epilepsia podem ameaçar a saúde do feto.


Por todas essas razões, ter um bom médico ao lado da futura mamãe é indispensável. As consultas devem ocorrer constantemente, antes, durante e após a gestação. É seu papel instruí-la sobre como se alimentar, maneiras de se manter confortável durante todo o período, que polivitamínicos ingerir, além de quais exames realizar. E, no caso de gravidez de alto risco, indicar um acompanhamento mais rigoroso, garantindo saúde para mãe e filho.

Por Dr. Humberto Tindó
Coordenador do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Quinta D'Or

Clique no ícone e ouça o Dr. Humberto Tindó falando sobre gravidez de alto risco



quarta-feira, 1 de abril de 2009

Terapias complementares podem ajudar no tratamento para engravidar

Por mais alegre que seja o momento em que um casal resolve ter filhos, essa decisão, em geral, vem acompanhada de muita expectativa. Se os pais são jovens e sadios, o que se espera é que a concepção aconteça rapidamente. Porém, há casos em que o tão sonhado bebê demora a chegar, provocando muita frustração e ansiedade, sentimentos que podem diminuir as chances de sucesso dos dois. O estresse gerado por não realizar o sonho de ter um filho dentro do prazo esperado pode ameaçar a fertilidade de ambos os sexos.

Na mulher, ele pode atuar alterando a liberação de hormônios que influenciam no ciclo ovulatório e, no homem, baixando a libido e afetando a produção de espermatozóides. E mais: as substâncias secretadas no organismo feminino também podem interferir no movimento das trompas, que se tornam menos eficazes no processo de fecundação.

Uma certa dose de nervosismo durante o processo é normal, mas o casal só precisa se preocupar em casos específicos, como falamos em posts anteriores específicos sobre as dificuldades da mulher em engravidar: apenas mulheres acima dos 30 anos com mais de um ano de vida sexual ativa sem anticoncepção e as que estão acima dos 40, depois de seis meses, é que devem buscar técnicas de fertilização assistida.

Se os futuros papais não conseguem lidar com as emoções que essa fase desperta como gostariam, é recomendável procurar algum tipo de ajuda. Psicoterapia, acupuntura e medicina indiana são alguns deles. Qualquer terapia adjuvante que traga à mulher uma maior estabilidade emocional e tranqüilidade durante o processo, pode ser benéfica. A escolha deve ser da paciente, mas sempre acompanhada por um médico.

Uma das opções para lidar com os sentimentos que afligem o casal neste período é a Psicoterapia; apesar das pesquisas correlacionando fatores emocionais e infertilidade ainda não serem conclusivas, o simples fato de poder falar sobre a sua ansiedade ajuda o casal a lidar com ela. Esta técnica é indicada especialmente para aqueles que farão procedimentos de fertilização assistida, já que outras questões não resolvidas costumam aparecer nesse momento, como a dificuldade em assimilar a recepção de óvulos, sêmen ou embriões e contar ou não aos outros e à criança sobre como foi concebida.

Outra terapia que pode ser muito eficaz é a Acupuntura, que pode aumentar significativamente a possibilidade de sucesso. Uma pesquisa publicada no British Medical Journal em fevereiro do ano passado indica que mulheres que se submetem à fertilização in vitro e utilizam terapia de acupuntura no dia da transferência do óvulo, podem aumentar em até 65% suas chances de engravidar. A indicação é de que o procedimento seja feito no próprio centro cirúrgico para relaxar o útero, aumentar a vascularização e facilitar que o embrião se fixe no endométrio. Além disso, a acupuntura relaxa e acalma, fazendo com que a mulher lide melhor com seus sentimentos.

Mas não para por aí: há ainda opções naturais, como a milenar medicina indiana (Ayurveda) - por meio do uso da massagem ayurvédica, fitoterapia, aromaterapia e alimentação - o Yoga e a meditação podem equilibrar o corpo e auxiliar o bom funcionamento do sistema reprodutivo.

A alimentação saudável e a prática de atividades físicas é fundamental para atravessar toda e qualquer fase da vida, neste momento específico e delicado do casal essas práticas são ainda mais importantes. Na alimentação, por exemplo, de acordo com a medicina indiana, existem alimentos que energizam mais o tecido reprodutivo. De um modo geral, uma nutrição adequada, com alimentos mais quentes e de sabores picantes, pode ajudar a aumentar a fertilidade.


Por Dra. Maria Cecília Erthal
Ginecologista e Obstetra. Diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D'Or