Amanhã, 26 de abril, é o Dia
Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. A doença - hipertensão arterial
sistêmica (HAS) – atinge 24,3% dos adultos brasileiros, de acordo com dados do
Ministério da Saúde.
Ela é caracterizada pela elevação
dos níveis tensionais no sangue e, em geral, é diagnosticada quando assume
valores em repouso iguais ou maiores que 140/90 mmhg. Em outras palavras,
quando a pressão arterial está igual ou acima de 14 por 9.
A hipertensão atinge mais mulheres do que homens, e sua incidência
aumenta com o passar dos anos. “Isso porque, com o tempo, nossas artérias começam a ficar envelhecidas,
calcificadas, perdendo a capacidade de dilatar. Cerca de 70% dos adultos acima
dos 50 ou 60 anos possuem a doença”, afirma a Dra. Barbara Abufaiad, cardiologista do Hospital Oeste D’Or.
A médica revela ainda que 90% das
pessoas que sofrem da enfermidade têm histórico familiar. Mas que outros fatores
também podem causá-la: fumo, diabetes, obesidade, consumo de bebidas
alcoólicas, ingestão de grande quantidade de sal.
Geralmente, a hipertensão não apresenta
sintomas na fase inicial. Eles surgem quando o estágio já está avançado.
Entretanto, algumas pessoas podem apresentar sinais de alerta como: dor de
cabeça, no peito, tontura, falta de ar, palpitação e alteração na visão.
A “pressão alta” – como também é
conhecida - não tem cura, mas pode ser controlada
com tratamento adequado e acompanhamento médico. Por este motivo, é essencial
que o paciente visite o seu cardiologista regularmente.
Segundo a Dra.
Barbara, “as principais complicações da hipertensão são acidente vascular
encefálico, infarto agudo do miocárdio, doença nos vasos da perna e o desenvolvimento de
doença renal crônica.” Ela revela ainda que, em alguns casos, a “pressão alta” pode
levar a uma alteração do músculo do coração, causando arritmia cardíaca.
É importante
ressaltar que o tratamento para hipertensão nem sempre significa o uso de medicamentos. “Mas,
quando indicados, devem ter uso continuo mesmo que o
indivíduo esteja se sentindo bem. Também é importante adotar um estilo de vida saudável,
ainda que o paciente já esteja medicado”, completa a Dra. Barbara.
Confira abaixo
algumas orientações fornecidas pela cardiologista para prevenir a hipertensão:
- Verifique a pressão
pelo menos uma vez ao ano.
- Tenha uma alimentação
saudável, diminua o sal e gordura da comida.
- Diminua ou abandone
o consumo de bebidas alcoólicas.
- Procure realizar
atividade física pelo menos duas vezes na semana. As caminhadas trazem grandes
benefícios.
- Não fique parado:
caminhe, suba escadas.
- Mantenha o peso
ideal, fuja da obesidade. Se necessário, procure um profissional de saúde para
ter orientações.
- Evite o estresse.
Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer.
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#OesteDOr #ficaadica
Fontes:
2014. Evidence-Based
Guideline for the Management of High Blood Pressure in Adults. Report from the
panel members appointed to the eighth Joint National Committee (JNC 8). JAMA. 2014, 311 (5): 507-520.
I Diretriz Brasileira de prevenção
cardiovascular. Arq. Bras. Cardiol. 2013. 101 (6Supl 2): 1-63.
I Diretriz sobre o consumo de gorduras
e saúde cardiovascular. Arq. Bras. Cardiol. 2013.100 (Supl 3) 1-40.
VI Diretriz Brasileira de HAS. Arq.
Bras. Cardiol 2010. 95 (1 supl 1): 1-51.
Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Campanha temática de hipertensão arterial sistêmica. Prevenção cardiol.br/
campanhas/ hipertensão.
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