O doador de sangue é personagem fundamental para a recuperação de muitos pacientes. Apesar de o Brasil contar com milhares de doadores de sangue, esse percentual ainda está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é entre 3,5% e 5% de sua população. Em nosso país, o percentual não chega a 2%.
São várias as barreiras a serem vencidas para conseguir um doador voluntário de sangue. Muitas pessoas sequer sabem o tipo sanguíneo e fator Rh e grande parte só se sensibiliza quando algum parente necessita de transfusão. “Costumo dizer que acreditamos que nunca iremos precisar de uma doação de sangue, no entanto uma cirurgia ou mesmo um acidente pode nos colocar na situação de receptor. Dessa forma, tento convencer cada vez mais pessoas a se tornarem doadores”, diz o médico Marco Antonio Alves, gestor da Emergência do Hospital Esperança Recife (PE).
Pessoas entre 18 e 65 anos, com boa saúde e acima dos 50 kg podem se tornar doadores. E o mais importante: homens podem doar sangue a cada dois meses e mulheres a cada três. Além disso, uma só bolsa de sangue pode ajudar mais de um paciente. Isso porque os hemocomponentes – concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e plasma – são separados e destinados a quem precisar, o que inclui pessoas com anemia, que passaram por cirurgias ou que se encontram em tratamento do câncer. “Ou seja, dá pra ajudar bastante com uma única doação. Sem contar que doar sangue é um gesto de amor e caridade com o próximo”, incentiva o médico.
Cada pessoa doa cerca de 450 ml de sangue. Entre o cadastro, triagem e coleta, são em média 50 minutos. E o organismo repõe o volume de sangue doado ainda nas primeiras 24 horas após a doação. “É importante derrubar alguns mitos, como doar sangue enfraquece ou dói, nada disso é verdade”, reforça.
Sobre o que você quer saber?
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Acidentes de carro podem causar sérios problemas à saúde
O fim do ano está cada vez mais próximo e as famosas festas desta época chegam para aliviar o estresse de 2015. Com isto, o álcool vira forte companheiro e um facilitador de acidentes no trânsito. O Detran DF computou até outubro deste ano 12 mil pessoas pegas em blitzes dirigindo após ingestão de bebidas alcoólicas e outras 1750 presas por conduzirem totalmente embriagadas.
Porém, cada vez mais é comum flagras pessoas dirigindo sem o cinto de segurança ou usando o celular. No DF, um terço das colisões são provocadas pela utilização dos smartphones. Só este ano, entre janeiro e agosto, o Detran distribuiu mais de 33 mil multas na cidade - uma média diária de 140 casos. E por mais que pareçam simples, essas colisões “comuns” e aparentemente sem lesão são muito perigosas.
Dr. Márcio Vinhal, neurocirurgião do Hospital Santa Luzia, em Brasília, alerta a população sobre esses perigos e pede mais cuidado com as festividades deste mês. “No caso de um acidente, mesmo se não tiver alguma lesão visível é importante visitar o médico. O paciente pode não sentir dores no momento da colisão principalmente por estar nervoso ou com sangue quente, mas futuramente algum incômodo pode aparecer”, explica o médico.
Colisões Frontais
Dr. Márcio Vinhal, é especialista em colunas e explica que quando a atenção sai da pista e vai para o celular, ou o álcool não permite a concentração, o risco de colisão frontal é muito grande. Neste caso, o corpo faz o movimento de chicote indo para frente e para trás bruscamente. “O pescoço vai e volta. Causando lesão dos ligamentos cervicais e luxação, que é uma dor intratável. Se bebeu, aproveite o Natal e a estadia na casa do amigo, mãe ou tio e durma por lá mesmo”, sugere o especialista.
Colisões sem o uso de cinto
O médico destaca que a maioria dos carros não possuem airbag (bolsa de ar), apenas o cinto que segura a região do tórax. “Quando o paciente está alcoolizado, parte do seu reflexo fica comprometido. Se o acidente ocorrer e o carro não tiver a bolsa, o volante vem com toda a força em direção ao peito. E dependendo do impacto, o airbag diminui a velocidade do contato, mas não evita lesões. Nos dois casos, além da lesão cervical há a lesão da coluna e do tórax podendo ser ainda mais grave se a batida for muito forte”, comenta o neurocirurgião.
Colisões sem o uso de cinto e no banco de trás
Os passageiros são de responsabilidade do motorista do veículo, mas nem sempre eles se atentam de toda a segurança que o carro disponibiliza esquecendo com frequência do cinto de segurança. “Passageiros que utilizam o banco de trás não costumam colocar o cinto. Em qualquer batida são jogados para fora do carro e podem ser acometidos por tetraplegia - fratura torácica e lombar. Além de se atentar para isto, o passageiro precisa perceber se o condutor tem condições de dirigir. Se não, aconselho a sequer entrar no carro. Seria péssimo começar o ano enfrentando um acidente como este”, finaliza Dr. Márcio Vinhal.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Mitos e verdades sobre diabetes
Temido por muitos, sobretudo pela falta de informação, o diabetes é uma doença metabólica onde ocorre elevação dos níveis de glicose no sangue, chamada hiperglicemia. Esse aumento se dá pela falta de produção da insulina ou emprego inadequado da insulina produzida pelo organismo. A insulina é o hormônio responsável por regular a entrada de glicose (açúcar) para as células. “Esse processo ocorre durante a digestão, quando os alimentos são transformados em açúcar, que é absorvido para o sangue e se apresenta como fonte de energia para o corpo”, explica a endocrinologista Alyne Teixeira, do Hospital Esperança Olinda.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), mais de 13 milhões de pessoas vivem com a doença no país. No entanto, muitas dúvidas surgem ao receberem o diagnóstico. A principal delas é em relação à ingestão de açúcar. “A primeira coisa que muitos pacientes perguntam é se vão deixar de consumir sobremesas e bebidas adoçadas com açúcar”, diz a endocrinologista. O planejamento alimentar do diabético pode sim incluir doces, em alguns casos, desde que a doença esteja controlada e ele seja acompanhado regularmente pelo médico. “Eventualmente e em pequenas porções, uma sobremesa ou mesmo chocolate pode ser ingerido pelo diabético”, esclarece.
Entretanto, para controlar a taxa de glicemia no sangue, a primeira recomendação é evitar o açúcar, o que inclui açúcar mascavo, mel e, até mesmo, a ingestão de algumas frutas, pois a frutose também é um tipo de açúcar. “Para os pacientes que não conseguem ingerir alimentos não adoçados, pode-se indicar adoçante, mas em quantidades moderadas”, explica a médica. Outra recomendação é em relação aos carboidratos. O diabético precisa ter cautela ao consumir batatas, massas, pães e outros alimentos feitos com farinha branca, que apresentam alto índice glicêmico. Refrigerantes e outras bebidas adoçadas – como sucos industrializados – também devem ser evitadas. “Os grandes aliados dos diabéticos são os vegetais e alimentos fontes de fibras, que retardam a absorção de açúcar pelo organismo e auxiliam a ação da insulina”, aponta.
Outra grande dúvida é sobre a necessidade das injeções de insulina. Os portadores do diabetes tipo 1 é que precisam das injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais, uma vez que o pâncreas não produz insulina suficiente para o organismo por suas células sofrem uma destruição autoimune. O diabetes tipo 1 ocorre em qualquer idade, porém é mais frequente em crianças e adolescentes, acometendo cerca de 10% da população do país, de acordo com a SBD.
No entanto, a apresentação mais comum da doença é a do tipo 2, onde há a presença da insulina, mas sua ação é dificultada por fatores como a obesidade e o sedentarismo, sobretudo. “Esses são os principais fatores de risco”, alerta a médica. Além de dieta rica em açúcar e gordura e falta de exercícios físicos, outros fatores de risco para desenvolver o diabetes tipo 2 são histórico familiar e idade (pessoas acima dos 45 anos). Como geralmente não apresenta sintomas, a maioria dos pacientes desconhece a presença da doença. Por isso é tão importante a regularidade das consultas médicas e realização de exames. Dentre os perigos de uma identificação tardia destaca-se que pacientes com diabetes tipo 2 não diagnosticado têm maior risco de apresentar doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto do miocárdio.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), mais de 13 milhões de pessoas vivem com a doença no país. No entanto, muitas dúvidas surgem ao receberem o diagnóstico. A principal delas é em relação à ingestão de açúcar. “A primeira coisa que muitos pacientes perguntam é se vão deixar de consumir sobremesas e bebidas adoçadas com açúcar”, diz a endocrinologista. O planejamento alimentar do diabético pode sim incluir doces, em alguns casos, desde que a doença esteja controlada e ele seja acompanhado regularmente pelo médico. “Eventualmente e em pequenas porções, uma sobremesa ou mesmo chocolate pode ser ingerido pelo diabético”, esclarece.
Entretanto, para controlar a taxa de glicemia no sangue, a primeira recomendação é evitar o açúcar, o que inclui açúcar mascavo, mel e, até mesmo, a ingestão de algumas frutas, pois a frutose também é um tipo de açúcar. “Para os pacientes que não conseguem ingerir alimentos não adoçados, pode-se indicar adoçante, mas em quantidades moderadas”, explica a médica. Outra recomendação é em relação aos carboidratos. O diabético precisa ter cautela ao consumir batatas, massas, pães e outros alimentos feitos com farinha branca, que apresentam alto índice glicêmico. Refrigerantes e outras bebidas adoçadas – como sucos industrializados – também devem ser evitadas. “Os grandes aliados dos diabéticos são os vegetais e alimentos fontes de fibras, que retardam a absorção de açúcar pelo organismo e auxiliam a ação da insulina”, aponta.
Outra grande dúvida é sobre a necessidade das injeções de insulina. Os portadores do diabetes tipo 1 é que precisam das injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais, uma vez que o pâncreas não produz insulina suficiente para o organismo por suas células sofrem uma destruição autoimune. O diabetes tipo 1 ocorre em qualquer idade, porém é mais frequente em crianças e adolescentes, acometendo cerca de 10% da população do país, de acordo com a SBD.
No entanto, a apresentação mais comum da doença é a do tipo 2, onde há a presença da insulina, mas sua ação é dificultada por fatores como a obesidade e o sedentarismo, sobretudo. “Esses são os principais fatores de risco”, alerta a médica. Além de dieta rica em açúcar e gordura e falta de exercícios físicos, outros fatores de risco para desenvolver o diabetes tipo 2 são histórico familiar e idade (pessoas acima dos 45 anos). Como geralmente não apresenta sintomas, a maioria dos pacientes desconhece a presença da doença. Por isso é tão importante a regularidade das consultas médicas e realização de exames. Dentre os perigos de uma identificação tardia destaca-se que pacientes com diabetes tipo 2 não diagnosticado têm maior risco de apresentar doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto do miocárdio.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Câncer está entre as doenças que mais mata no Brasil
O câncer é uma das doenças que mais faz vítimas no Brasil. Em 2013, cerca de 2,7 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a patologia, conforme a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). A enfermidade é ocasionada devido a um conjunto de fatores que se desenvolvem de forma desordenada provocando tumores em diversos órgãos.
Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que em 2015 ocorra 576 mil novos casos entre homens e mulheres, número que causa preocupação entre os médicos. Doutor Anderson Silvestrini, oncologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília, afirma que várias outras doenças predispõem ao câncer, como infecção pelo HPV e cirrose, por exemplo.
“O câncer não é uma só doença. Qualquer célula do corpo pode dar origem a tumores, através de alterações moleculares e genéticas causadas, por exemplo, pela exposição aos produtos do cigarro ou radiação ionizante (radiação que possui energia suficiente para ionizar átomos e moléculas). As células do corpo começam a crescer desenfreadamente causando tumores”, explica o especialista. De acordo com o médico, o consumo do cigarro é o principal responsável pelo aumento da patologia. “O tabagismo desenvolve o câncer, pois pode provocar tumores na boca e na garganta, bem como no pulmão e até na bexiga”, completa.
Segundo o Ministério da Saúde, houve óbito de 13,9 mil pessoas no DF por causa do câncer, somente em 2013. O número representa cerca de 2,3% da população brasiliense. O especialista, afirma que o número de novos casos varia de acordo com o gênero. “Estima-se que o câncer de próstata, desenvolvido na população masculina, irá se desenvolver em cerca de 70 mil homens no Brasil, em 2015. O câncer de mama, por sua vez, poderá acometer cerca de 72 mil mulheres”, certifica.
PREVENÇÃO
Para o médico, a melhor forma de prevenir a patologia é de uma maneira bem simples: cuidando da saúde. “O câncer pode se desenvolver de várias maneiras. Um dos principais fatores é o tabagismo, mas a má alimentação e também da radiação solar, responsável pelo câncer de pele, por exemplo”, explica e complementa: “Hábitos saudáveis são primordiais: alimentação balanceada, assim como exercícios físicos regulares aliados à exclusão do álcool e tabaco da rotina são atitudes muito bem-vindas a quem não quer desenvolver um câncer”, conclui o especialista.
Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que em 2015 ocorra 576 mil novos casos entre homens e mulheres, número que causa preocupação entre os médicos. Doutor Anderson Silvestrini, oncologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília, afirma que várias outras doenças predispõem ao câncer, como infecção pelo HPV e cirrose, por exemplo.
“O câncer não é uma só doença. Qualquer célula do corpo pode dar origem a tumores, através de alterações moleculares e genéticas causadas, por exemplo, pela exposição aos produtos do cigarro ou radiação ionizante (radiação que possui energia suficiente para ionizar átomos e moléculas). As células do corpo começam a crescer desenfreadamente causando tumores”, explica o especialista. De acordo com o médico, o consumo do cigarro é o principal responsável pelo aumento da patologia. “O tabagismo desenvolve o câncer, pois pode provocar tumores na boca e na garganta, bem como no pulmão e até na bexiga”, completa.
Segundo o Ministério da Saúde, houve óbito de 13,9 mil pessoas no DF por causa do câncer, somente em 2013. O número representa cerca de 2,3% da população brasiliense. O especialista, afirma que o número de novos casos varia de acordo com o gênero. “Estima-se que o câncer de próstata, desenvolvido na população masculina, irá se desenvolver em cerca de 70 mil homens no Brasil, em 2015. O câncer de mama, por sua vez, poderá acometer cerca de 72 mil mulheres”, certifica.
PREVENÇÃO
Para o médico, a melhor forma de prevenir a patologia é de uma maneira bem simples: cuidando da saúde. “O câncer pode se desenvolver de várias maneiras. Um dos principais fatores é o tabagismo, mas a má alimentação e também da radiação solar, responsável pelo câncer de pele, por exemplo”, explica e complementa: “Hábitos saudáveis são primordiais: alimentação balanceada, assim como exercícios físicos regulares aliados à exclusão do álcool e tabaco da rotina são atitudes muito bem-vindas a quem não quer desenvolver um câncer”, conclui o especialista.
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Entenda a esclerose múltipla
Conversamos com Gabriel Rodríguez
de Freitas, Coordenador de Pesquisa em Neurologia do Instituto D’Or de Pesquisa
e Ensino (IDOr) sobre a esclerose múltipla, doença autoimune que ataca o nervo
central. O especialista explica que isso acontece porque o sistema imunológico
do corpo confunde células saudáveis com “intrusas” e as ataca provocando lesões
no cérebro. O sistema imune do paciente corrói a mielina – bainha protetora que
cobre os nervos.
Gabriel explica que os sintomas
variam de acordo com o caso e da quantidade de danos e os nervos afetados. “As
principais alterações que a doença provoca são alteração da visão, coordenação
motora afetada, dormência no corpo que tende a piorar, deterioração dos
próprios nervos, lesões no cérebro que podem levar à atrofia ou perda de massa
cerebral, dores crônicas, incontinência urinária, perda de força, falta de
equilíbrio, fadiga”.
A doença afeta de diversas maneiras, mas Gabriel destaca as duas principais:
- Remitente-recorrente: é a
manifestação clínica mais comum, caracterizada por surtos que duram dias ou
semanas e, em seguida, desaparecem.
- Progressivo-secundária: pacientes que evoluíram da forma
remitente-recorrente e vão piorando lenta e progressivamente.
A esclerose múltipla
não tem cultura, mas pode ser controlada. O especialista reforça dois
tratamentos:
- Com anti-inflamatório em casos de surto;
- Com medicação em longo prazo que acaba prevenindo um novo
surto.
Para ele, a doença é mais fácil de tratar em comparação aos
anos 90 pois, atualmente, há medicações capazes de prevenir novos surtos. “Estas
medicações podem diminuir o surto em até 80% a 90%. Os efeitos colaterais e
incapacidades também diminuíram. Melhora na qualidade de vida”, explica Gabriel.
O especialista ainda reforça que novas medicações também
estão em fase de aprovação. A previsão é de que haja novidades no mercado para
um futuro próximo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Psoríase: estigma e vergonha prejudicam a busca por tratamento
A psoríase é uma doença da pele relativamente comum, crônica
e não contagiosa. Porém, existem pesquisas que mostram que o dano físico e mental
provocado pela psoríase pode ser similar ou até mesmo maior do que o provocado
pelo câncer, artrite e diabetes.
Os sintomas da psoríase variam de paciente para paciente,
mas normalmente incluem manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou
prateadas, coceira, queimação e dor. A Dra Samar Mohamad El Harati,
dermatologista do Hospital São Luiz, explica que um
dos motivos para o dano psicológico provocado pela psoríase vem do falso
estigma de que essa doença é contagiosa.
“Por deixar marcas visíveis na pele, existe uma ideia de que
a psoríase pode ser transmissível. Por isso, é preciso conscientizar a
sociedade que o contato não precisa ser evitado, e é possível controlar essa
doença com tratamento adequado”. Samar explica que por esse motivo, por afetar
a qualidade de vida e autoestima e pelo medo do diagnóstico, já que é uma
doença crônica, muitas pessoas deixam de procurar um médico e buscar
tratamento.
Tratamento
A psoríase não tem grupo de risco, qualquer pessoa pode
desenvolver a doença, independente de cor, raça, sexo e idade. Porém, questões
genéticas, estresse, obesidade, tempo frio, consumo de bebidas alcóolicas e
tabagismo podem acelerar e desencadear o surgimento dessa doenças. Por isso, a
alimentação saudável e bons hábitos de vida ajudam no controle da doença.
A Dra Samar explica que, em casos leves, a simples
hidratação da pele por cremes tópicos e a exposição diária ao sol bastam para
melhor o quadro clínico e controlar os sintomas. “Caso o quadro não melhore,
ainda é possível utilizar um tratamento com exposição à luz ultravioleta que
utiliza combinação de medicamentos que aumentam a sensibilidade da pele à luz,
com a luz ultravioleta A (UVA), geralmente em uma câmara emissora da luz”.
Casos graves podem demandar medicação por via oral ou injetável. Muitas vezes,
por afetar drasticamente a autoestima e qualidade de vida, é recomendável um
acompanhamento psicológico.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Inovação tecnológica da neurocirurgia chega ao Centro-Oeste
Hospital Santa Luzia é o primeiro em Brasília a obter a última versão do microscópio mais eficiente do mercado
Um tumor cerebral é o desenvolvimento anormal de células, que crescem de maneira descontrolada e formam uma massa com nódulos. Como no cérebro existem vários tipos de células – neurônios, células da glia (uma espécie de "armação" onde ficam os neurônios), células ependimais (que revestem internamente as cavidades do cérebro), células das meninges e das glândulas hipófise e pineal – também há diferentes tipos de tumores no órgão. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os tumores das mais variadas áreas do cérebro devem afetar de 3 a 7,5 pessoas a cada 100 mil brasileiros.
Por se tratar de uma área extremamente sensível do corpo humano, é natural que os médicos utilizem equipamentos tecnológicos cada vez mais precisos e desenvolvidos para a realização de cirurgias na cabeça. É o que indica o neurocirurgião do Hospital Santa Luzia, em Brasília, Dr. Mauro Takao. “Na nossa área temos o costume de usar microscópios capazes de ampliar e iluminar essas áreas difíceis de enxergar a olho nu. Por meio destes equipamentos conseguimos garantir com mais certeza o sucesso destes procedimentos de grande complexidade”, afirma.
De acordo com o médico, a chegada da mais recente inovação na área de neurocirurgias ao mercado de saúde de Brasília, pelo Hospital Santa Luzia, assegura um atendimento ainda mais competente aos pacientes do Distrito Federal. “A Zeiss é a empresa referência na fabricação de microscópios utilizados em cirurgias e nós vamos inaugurar ainda nesta semana a versão lançada ainda nesse ano, o Pentero 900”, reforça Dr. Mauro.
Conheça o equipamento
“O Pentero 900 é uma combinação de lentes potentes e possui um jogo de canhões de luz que ilumina estruturas mais profundas do corpo. Ele as amplia e torna visível imagens que a olho nu não seriam enxergadas nitidamente”, descreve o neurocirurgião do Hospital Santa Luzia. O microscópio mede aproximadamente dois metros de altura e possui uma torre com um computador moderno responsável por processar tudo o que está sendo feito. O Pentero chega a 700 quilos, tem um braço móvel mecânico e acoplado a ele há o conjunto de lentes descritas pelo especialista.
Como ele auxilia nas cirurgias?
“Numa cirurgia neurológica quanto mais nitidez na visibilidade do órgão melhor. Por isso este microscópio proporciona melhor iluminação, qualidade de imagem, registra e grava todo o procedimento em full High Definition (HD) e permite usar contrastes que realçam algumas estruturas vasculares”, explica o especialista. Além disso, Dr. Mauro acrescenta que o Pentero 900 possibilita ainda que dois especialistas o utilizem simultaneamente na mesma cirurgia.
Em quais cirurgias ele pode ser utilizado?
“Além dos tumores cerebrais, o Pentero auxilia em procedimentos cirúrgicos da coluna, aneurismas cerebrais, má formações vasculares do encéfalo e dos nervos periféricos (os que estão fora do cérebro e da medula - mão pé, e braço, por exemplo)”, finaliza Dr. Mauro Takao.
Um tumor cerebral é o desenvolvimento anormal de células, que crescem de maneira descontrolada e formam uma massa com nódulos. Como no cérebro existem vários tipos de células – neurônios, células da glia (uma espécie de "armação" onde ficam os neurônios), células ependimais (que revestem internamente as cavidades do cérebro), células das meninges e das glândulas hipófise e pineal – também há diferentes tipos de tumores no órgão. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os tumores das mais variadas áreas do cérebro devem afetar de 3 a 7,5 pessoas a cada 100 mil brasileiros.
Por se tratar de uma área extremamente sensível do corpo humano, é natural que os médicos utilizem equipamentos tecnológicos cada vez mais precisos e desenvolvidos para a realização de cirurgias na cabeça. É o que indica o neurocirurgião do Hospital Santa Luzia, em Brasília, Dr. Mauro Takao. “Na nossa área temos o costume de usar microscópios capazes de ampliar e iluminar essas áreas difíceis de enxergar a olho nu. Por meio destes equipamentos conseguimos garantir com mais certeza o sucesso destes procedimentos de grande complexidade”, afirma.
De acordo com o médico, a chegada da mais recente inovação na área de neurocirurgias ao mercado de saúde de Brasília, pelo Hospital Santa Luzia, assegura um atendimento ainda mais competente aos pacientes do Distrito Federal. “A Zeiss é a empresa referência na fabricação de microscópios utilizados em cirurgias e nós vamos inaugurar ainda nesta semana a versão lançada ainda nesse ano, o Pentero 900”, reforça Dr. Mauro.
Conheça o equipamento
“O Pentero 900 é uma combinação de lentes potentes e possui um jogo de canhões de luz que ilumina estruturas mais profundas do corpo. Ele as amplia e torna visível imagens que a olho nu não seriam enxergadas nitidamente”, descreve o neurocirurgião do Hospital Santa Luzia. O microscópio mede aproximadamente dois metros de altura e possui uma torre com um computador moderno responsável por processar tudo o que está sendo feito. O Pentero chega a 700 quilos, tem um braço móvel mecânico e acoplado a ele há o conjunto de lentes descritas pelo especialista.
Como ele auxilia nas cirurgias?
“Numa cirurgia neurológica quanto mais nitidez na visibilidade do órgão melhor. Por isso este microscópio proporciona melhor iluminação, qualidade de imagem, registra e grava todo o procedimento em full High Definition (HD) e permite usar contrastes que realçam algumas estruturas vasculares”, explica o especialista. Além disso, Dr. Mauro acrescenta que o Pentero 900 possibilita ainda que dois especialistas o utilizem simultaneamente na mesma cirurgia.
Em quais cirurgias ele pode ser utilizado?
“Além dos tumores cerebrais, o Pentero auxilia em procedimentos cirúrgicos da coluna, aneurismas cerebrais, má formações vasculares do encéfalo e dos nervos periféricos (os que estão fora do cérebro e da medula - mão pé, e braço, por exemplo)”, finaliza Dr. Mauro Takao.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Entenda a Neuralgia do Trigêmeo, doença que causa imensa dor num dos lados da face
Uma dor extremamente forte, num dos lados da face, que chega de forma súbita e desaparece depois de algum tempo. Esse é o principal sintoma da Neuralgia do Trigêmeo, um distúrbio que ataca o trigêmeo, um nervo do rosto. Pessoas que sofrem dessa enfermidade descrevem essa dor como uma das piores que existem, e o problema é que ela é crônica e episódios podem ocorrer de forma frequente.
Álvaro Pentagna, neurologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, explica que, apesar das causas desse distúrbio poderem estar associadas com lesões tumorais, má formação, esclerose e quadros infecciosos, entre outros, a Neuralgia do Trigêmeo pode ocorrer sem nenhum motivo aparente. “Ela é algo comum, não existe grupo de risco e pode aparecer a qualquer momento”. Pentagna explica que o paciente deve procurar um neurologista assim que esse quadro de dor ocorrer. “O diagnóstico tardio pode significar episódios mais frequentes e maior dificuldade de tratamento”.
O trigêmeo é um par de nervos (um para cada lado da face) que tem esse nome já que se divide em três ramos que são responsáveis pela sensibilidade do rosto desde a parte frontal do couro cabeludo até o queixo. Por isso, a Neuralgia do Trigêmeo pode ocasionar dor em três regiões da face: a que vai do queixo ao lábio inferior, a do lábio superior à ponta do nariz e a do nariz que vai até o couro cabeludo, envolvendo o glóbulo ocular.
O tratamento dessa doença pode ser clínico através de medicamentos para dor, drogas anticonvulsivantes, antidepressivos e neuroléticos. “Se não houver melhora do quadro, ainda existe a possibilidade de tratamento cirúrgico. Existem várias técnicas menos invasivas, como fazer uma compressão do nervo, ou outros procedimentos mais invasivos”, explica o neurologista.
Álvaro Pentagna, neurologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, explica que, apesar das causas desse distúrbio poderem estar associadas com lesões tumorais, má formação, esclerose e quadros infecciosos, entre outros, a Neuralgia do Trigêmeo pode ocorrer sem nenhum motivo aparente. “Ela é algo comum, não existe grupo de risco e pode aparecer a qualquer momento”. Pentagna explica que o paciente deve procurar um neurologista assim que esse quadro de dor ocorrer. “O diagnóstico tardio pode significar episódios mais frequentes e maior dificuldade de tratamento”.
O trigêmeo é um par de nervos (um para cada lado da face) que tem esse nome já que se divide em três ramos que são responsáveis pela sensibilidade do rosto desde a parte frontal do couro cabeludo até o queixo. Por isso, a Neuralgia do Trigêmeo pode ocasionar dor em três regiões da face: a que vai do queixo ao lábio inferior, a do lábio superior à ponta do nariz e a do nariz que vai até o couro cabeludo, envolvendo o glóbulo ocular.
O tratamento dessa doença pode ser clínico através de medicamentos para dor, drogas anticonvulsivantes, antidepressivos e neuroléticos. “Se não houver melhora do quadro, ainda existe a possibilidade de tratamento cirúrgico. Existem várias técnicas menos invasivas, como fazer uma compressão do nervo, ou outros procedimentos mais invasivos”, explica o neurologista.
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