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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sentir dores durante a menstruação não é tão normal quanto se imagina












O que muitas mulheres não sabem é que as famosas cólicas menstruais podem esconder sérios problemas de saúde. Estas cólicas exageradas podem estar relacionadas com diferentes doenças como enxaqueca, anemia, asma, insônia, artrite, epilepsia, pneumotórax, entre outras.

Na matéria publicada no
site bagarai, o problema é discutido de forma ampla e ajuda as mulheres a descobrir quando a menstruação está virando uma doença. Confira a matéria abaixo.

Sentir dores durante a menstruação não é tão normal quanto se imagina

Se a cólica menstrual insiste em resistir mesmo depois de um forte analgésico e a troca de absorvente precisa ser feita de hora em hora já pode ser um alerta.

Todo mês, cerca de 80% das mulheres sofrem com a chegada da menstruação. Mas o que poucas sabem é que as famosas cólicas podem camuflar sintomas de doenças que chegam a causar até mesmo infertilidade. No caso da endometriose, uma mulher de 30 anos diagnosticada com a doença, por exemplo, que sofre de dores que nem mesmo com analgésicos e repouso melhora, já começou a sentir os sintomas com 23. O tempo do início das queixas e diagnóstico é de aproximadamente sete anos. Estas cólicas exageradas também podem estar relacionadas com enxaqueca, anemia, asma, insônia, artrite, epilepsia, pneumotórax. Mas como perceber quando a menstruação está virando uma doença?

Se a cólica menstrual insiste em resistir mesmo depois de um forte analgésico e a troca de absorvente precisa ser feita de hora em hora já pode ser um alerta. Se as dores abdominais e os incômodos persistirem durante as relações sexuais e ainda causarem alterações intestinais, pode ser grande motivo de preocupação. E se as fadigas intensas durante os ciclos menstruais e os fluxos alternados entre fortes e moderados vierem acompanhadas por dores de cabeça é porque já passou da hora de procurar um médico.

O especialista em saúde da mulher, Dr José Bento de Souza, explica que no caso da endometriose, por exemplo, ocorre quando a mulher não engravida e o endométrio – responsável por abrigar o óvulo fecundado – é eliminado durante a menstruação em locais fora do útero, causando a doença. “Muito comum na idade reprodutiva, a endometriose é a maior causa de infertilidade e afeta de 10% a 15% das mulheres”, explica o médico. A doença surge normalmente nas primeiras menstruações, por isso pode ser diagnosticada precocemente e assim tratada pelo uso de pílulas anticoncepcionais, que bloqueiam a ovulação. “A endometriose pode causar ainda durante a menstruação fortes cólicas que fazem muitas mulheres irem parar no hospital. O que não pode é achar que isso é normal”, afirma o médico.

Uma das maneiras que se tem de controle da endometriose é com o uso de métodos contraceptivos hormonais. É preciso ter um acompanhamento médico mesmo quando se pretende parar com o anticoncepcional para tentar uma gravidez. “Muitas mulheres suspendem o anticoncepcional por conta própria, achando que ele pode ser o “problema” ou a “solução” para os incômodos da menstruação. Cada organismo age de uma maneira diferente e há soluções para cada um dos ciclos perturbadores. Hoje em dia já existem inúmeros tratamentos para as mulheres que querem engravidar e para as que pretendem adiar, basta fazer o uso de contraceptivos de maneira segura, seja ele qual for”, explica o ginecologista acrescentando que “os ciclos menstruais precisam ser saudáveis e controlados e não representarem um problema mensal para as mulheres”.

Fonte: Dr. José Bento de Souza, especialista em reprodução humana e saúde da mulher

Confira a matéria no site bagarai.

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