Ortopedista do Hospital Barra D’Or reforça a importância da avaliação médica antes de iniciar qualquer esporte
A prática de exercício físico tem se tornado uma das principais metas do brasileiro. Para fugir do rótulo de sedentário, a população tem investido em uma nova rotina. Até porque, segundo a ciência, realizar algum tipo de atividade física não apenas deixa o corpo mais saudável, como estimula a criatividade e o dinamismo. O ortopedista do Hospital Barra D’Or, Luiz Simbalista reforça os benefícios da prática esportiva tanto para adultos quanto para crianças. “Ela beneficia nos aspectos físicos, psicológicos e sociais, atuando desde a prevenção de doenças até o melhor desenvolvimento psicomotor e convívio social”, explica Simbalista. Entretanto, é preciso ficar atento a certos cuidados básicos.
Apesar de ser altamente recomendável, a realização de alguma atividade física exige acompanhamento médico. O especialista em traumas do Barra D’Or destaca que uma das primeiras atitudes é fazer uma avaliação adequada para identificar potenciais riscos à saúde de quem deseja iniciar algum esporte. “É importante avaliar a condição física do novo esportista com o objetivo de planejar adequadamente o programa de condicionamento”, diz o ortopedista.
Quando não observado a tempo, é possível que haja o aparecimento – ou agravamento – de algum problema de saúde não identificado antes do início da atividade. Luiz Simbalista afirma que também é possível uma sobrecarga secundária devido a uma avaliação deficiente, ou a um aumento rápido na intensidade dos exercícios.
Seja qual for o objetivo desejado durante a prática de qualquer esporte, é importante manter esses cuidados gerais para que nada atrapalhe o resultado esperado. O ideal é escolher uma atividade que mais proporcione prazer ao esportista. “Só assim ele conseguirá aproveitar todos os seus benefícios por completo”, finaliza o especialista.
Sobre o que você quer saber?
quinta-feira, 3 de março de 2016
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Fazer o bem faz bem
Rede D'Or São Luiz humaniza tratamento de crianças
internadas graças à solidariedade de ações voluntárias
Mesmo em uma sociedade onde as questões pessoais são muito
latentes, ainda há espaço para a solidariedade. Nos corredores dos hospitais,
por exemplo, é perceptível a importância de ações voluntárias e solidárias para
os pacientes, principalmente para crianças que passam grande parte dos seus
dias internadas. Pensando nisso, a Rede D’Or São Luiz, ao lado de instituições
parceiras, desenvolve projetos especiais para estes meninos e meninas.
Mas, afinal, qual é a importância das ações solidárias? Dr.
Jorge Moll Neto, diretor-presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino
(IDOR), foi o primeiro neurocientista no mundo a concluir que fazer uma boa
ação ativa áreas do cérebro relacionadas com o prazer, o bem-estar e o
sentimento de pertencimento. João Ascenso, doutorando do instituto, relaciona o
estudo à linha filosófica de Sócrates, Platão e Aristóteles. Eles afirmavam que
a felicidade duradoura só é possível com práticas de virtudes como o altruísmo.
É o que também pensa o Instituto Rio de Histórias, projeto
da Associação Viva e Deixe Viver, que realiza visitas semanais nos hospitais
Rios D’Or, em Jacarepaguá; Copa D'Or, em Copacabana; Oeste D'Or, em Campo
Grande; e o Hospital Estadual da Criança, em Vila Valqueire, para contação de
histórias. Tais atividades lúdicas e recreativas auxiliam a criança no
enfrentamento da doença, além de atuar como agente terapêutico, contribuindo
para uma melhor qualidade de vida.
No Rios D´Or, as ações solidárias avançam ainda mais nos
finais de semana: dois novos grupos começaram a atuar na unidade em fevereiro.
O Faz de Conta vai levar às crianças os personagens encantados dos clássicos
infantis enquanto o Projeto Saving Lives vai possibilitar aos pequenos
pacientes ver de perto o Homem Aranha e vários outros super heróis.
Além dos medicamentos indicados pelos especialistas, a
presença do trabalho voluntário para os pequenos internados contribui para a
humanização do tratamento. A psicóloga do Hospital Caxias D’Or, Teresa Beatriz
Eder, destaca a importância do contato do voluntário com a criança. “Sempre que
possível, incentivo a realização dessas visitas para esses pacientes. É bom
estimular momentos confortantes para eles”, explica a especialista.
A Trupe Miolo Mole, outro parceiro da Rede D’Or São Luiz,
visita semanalmente inúmeras crianças na unidade de Jacarepaguá e de Vila
Valqueire para apresentações teatrais e brincadeiras. O grupo de palhaços
realiza vínculos não só com pacientes, mas também com seus familiares e equipe
médica. Assim como a Comunhão da Alegria que, durante todas as quartas-feiras,
marca presença na pediatria do Hospital Quinta D’Or e no Centro de Oncologia
D'Or, ambos em São Cristóvão, para apresentações musicais. Para eles, a música
não é apenas um entretenimento, mas também uma forma de acalmar e proporcionar
bem-estar durante o tratamento.
Em meio a tanta dor, atos de verdadeira solidariedade
representam um papel relevante tanto para quem os pratica quanto para os que
recebem. No fim das contas, todos saem ganhando.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Mitos e verdades sobre a vasetomia
Fazer ou não vasectomia? Dr. Camillo Loprete, urologista do
Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, responde os questionamentos mais
comuns entre os homens sobre o procedimento:
1. A vasectomia é
eficiente?
Sim, a vasectomia é um
procedimento rápido (com duração de cerca de 30 minutos), ambulatorial, com
anestesia local e de eficiência comprovada. Segundo o urologista, por meio de
duas pequenas incisões (menores que um centímetro) na bolsa escrotal, a vasectomia
interrompe o canal (ducto deferente) que conduz os espermatozoides dos
testículos (onde são produzidos) para a uretra.
2. Como posso saber se o
procedimento foi bem-sucedido?
Após realizar a
vasectomia recomenda-se manter uso de métodos contraceptivos por 10 relações
sexuais ou 10 ejaculações após a vasectomia. Passado esse período, o paciente
deverá realizar o exame chamado espectrograma. Se ele for diagnosticado com
azoospermia (ausência total de espermatozoides na ejaculação) a vasectomia
foi bem-sucedida.
3. Como é a recuperação?
Quantos dias são necessários para retomar a rotina, atividades físicas e vida
sexual?
A recuperação é rápida.
As atividades normais podem ser retomadas 24 horas após o procedimento.
Recomenda-se esperar 7 dias para voltar às atividades físicas e de 5 a 7 dias
para retomar a vida sexual.
4. A vasectomia altera a
libido, a ereção e volume da ejaculação?
Libido, ereção e volume
da ejaculação não são alterados com a vasectomia. “O procedimento apenas
interrompe o escoamento natural dos espermatozoides e não a sua produção. Mas,
devido ao não escoamento, a “fábrica” de espermatozoides (localizada no
testículo) para de produzi-los com o tempo. No entanto, isso também não traz
prejuízos à libido, ereção e volume da ejaculação”, diz Camillo Loprete.
5. E quanto à reversão da
vasectomia? É um procedimento simples? E a recuperação?
A reversão é mais
complexa do que a vasectomia em si. Por se tratar de um procedimento cirúrgico (2 a 6 horas de cirurgia), a recuperação é mais lenta. De
acordo com o urologista, o paciente fica internado no hospital em média por um
dia e deve permanecer em repouso por uma semana antes de retomar sua rotina
normal. É necessário aguardar 30 dias para atividades
físicas e 10 dias para retomar a vida sexual.
6. A cirurgia de reversão é eficaz? A produção de espermatozoides
retorna em quanto tempo após a cirurgia?
A reversão da vasectomia nem sempre tem um resultado satisfatório.
Mesmo se a cirurgia for um sucesso, a produção de espermatozoides pode sofrer
alterações e as chances de engravidar a parceira diminuem. “A eficácia da
cirurgia de reversão depende do tempo de vasectomia. Ou seja,
quanto mais antiga for a vasectomia menores serão as chances
de fecundação”, diz o urologista.
Confira como o tempo de vasectomia interfere na eficácia da
cirurgia de reversão e, consequentemente, na chance de engravidar a parceira:
|
TEMPO DE VASECTOMIA
|
CHANCE DE ENGRAVIDAR A
PARCEIRA
|
|
Até 3 anos
|
50% a 60%
|
|
De 3 a 8 anos
|
40% a 50%
|
|
Mais de 8 anos
|
30% a 40%
|
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Cuidados com a saúde no Carnaval
Os dias oficiais de folia estão chegando. Mas além de preparar as fantasias e montar o roteiro da diversão, é preciso estar atento à saúde. Descuidos com a alimentação, ingerir pouca água e o excesso de bebidas alcoólicas podem tornar a quarta-feira realmente ingrata. “Desidratação e infecção intestinal são algumas causas que costumam levar pessoas ao hospital após e até mesmo durante o Carnaval”, explica o clínico Marco Antonio Alves, gestor da Emergência do Hospital Esperança Recife.
Para que ninguém interrompa a brincadeira, o médico lista algumas recomendações:
– A maratona é intensa, principalmente para quem brinca em Olinda. Opte por um café da manhã reforçado. Pão, cereal, leite, sucos, frutas e queijos são algumas sugestões. É importante sair de casa bem alimentado.
– Lembre-se de comer ao longo do dia. Se preferir levar o lanche de casa, atente para a conservação dos alimentos. Se a refeição for na rua, cuidado redobrado ao acondicionamento e ingredientes utilizados. Evite molho branco, fritura e alimentos muito gordurosos, que dificultam a digestão.
– Procure se alimentar a cada três horas. Além de repor a energia perdida, evita a tão temida ressaca.
– Beba água. E beba durante todo o dia. Não esqueça que está perdendo bastante líquido no sobe e desce das ladeiras, acompanhando os blocos e apresentações e também por causa da alta temperatura. Sucos de frutas e água de coco também são boas opções para se hidratar. Vale lembrar que refrigerante refresca, mas não hidrata o organismo.
– Por falar em temperatura alta, estamos em pleno verão: não esqueça de usar protetor solar. O fator indicado é, no mínimo, o 30. Vale também apostar nas roupas com proteção solar, bonés e chapéus.
– Para os que vão ingerir bebidas alcóolicas, é importante intercalar com água, para manter a hidratação. E o alerta de sempre é válido também para o Carnaval: se beber, não dirija.
– Alongue o corpo. Isso vai ajudar a evitar a fadiga muscular e a manter o pique.
– Tente manter a qualidade do sono, dormindo, se possível, cerca de oito horas por noite. E não emende os dias; o organismo precisa de repouso.
– Use preservativo. Sexo seguro é grande garantia de manter a saúde.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
De onde vêm as cólicas dos bebês?
As indesejadas cólicas costumam ser um grande incômodo nos primeiros meses de vida de muitos bebês. A enfermeira e supervisora da UTI Neonatal do Hospital São Luiz, Talita Magalhães, explica quais são as possíveis causas dessas dores abdominais em recém-nascidos e o que as mães podem fazer para evita-las ainda durante a gestação:
Por que os bebês têm cólica?
O sistema digestivo dos bebês ainda é imaturo. Por isso, reações a algumas substâncias do leite materno ou artificial podem resultar em dores na região abdominal.
Qualquer bebê está suscetível a sentir cólicas?
Não se sabe ao certo porque alguns bebês são mais suscetíveis a sentir cólicas do que outros. A cólica acomete meninos e meninas, tanto amamentadas no peito como na mamadeira.
Os hábitos da mulher durante a gestação influenciam na intensidade de cólicas do bebê?
O consumo de alguns alimentos durante a gravidez, geralmente os que provocam gases, podem predispor o bebê a ter cólicas. Por isso, recomenda-se evitar leite chocolate, brócolis, couve-flor, repolho, feijão, cebola e comidas apimentadas. Estudos afirmam também que o consumo de tabaco na gravidez ou o próprio convívio com fumantes podem predispor o bebê ao problema, além de outros danos já conhecidos.
Quais sinais indicam que o bebê está com cólica?
Choro intenso, encolhimento das perninhas e eliminação de gases durante o choro são os sinais mais comuns de cólica.
Massagens ajudam a aliviar o desconforto do bebê?
Deitar a criança de barriga para cima e massagear suavemente a região abdominal com movimentos circulares em sentido horário costumam ser suficiente para resolver o problema. Aquecer a barriga do bebê durante a massagem também é eficaz. O uso de medicamentos é recomendado apenas com indicação do pediatra.
Por que os bebês têm cólica?
O sistema digestivo dos bebês ainda é imaturo. Por isso, reações a algumas substâncias do leite materno ou artificial podem resultar em dores na região abdominal.
Qualquer bebê está suscetível a sentir cólicas?
Não se sabe ao certo porque alguns bebês são mais suscetíveis a sentir cólicas do que outros. A cólica acomete meninos e meninas, tanto amamentadas no peito como na mamadeira.
Os hábitos da mulher durante a gestação influenciam na intensidade de cólicas do bebê?
O consumo de alguns alimentos durante a gravidez, geralmente os que provocam gases, podem predispor o bebê a ter cólicas. Por isso, recomenda-se evitar leite chocolate, brócolis, couve-flor, repolho, feijão, cebola e comidas apimentadas. Estudos afirmam também que o consumo de tabaco na gravidez ou o próprio convívio com fumantes podem predispor o bebê ao problema, além de outros danos já conhecidos.
Quais sinais indicam que o bebê está com cólica?
Choro intenso, encolhimento das perninhas e eliminação de gases durante o choro são os sinais mais comuns de cólica.
Massagens ajudam a aliviar o desconforto do bebê?
Deitar a criança de barriga para cima e massagear suavemente a região abdominal com movimentos circulares em sentido horário costumam ser suficiente para resolver o problema. Aquecer a barriga do bebê durante a massagem também é eficaz. O uso de medicamentos é recomendado apenas com indicação do pediatra.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Sepse tem controle
A sepse é conhecida erroneamente como infecção generalizada e a cada dia torna-se um desafio maior a ser vencido pelos profissionais das unidades de emergências e terapias intensivas dos hospitais do mundo. É uma doença de alta prevalência e associada a elevadas taxas de morbidade e mortalidade, bem como altos custos financeiros da iniciativa hospitalar pública e privada - no Brasil, o custo total para o tratamento da doença gira em torno de 9.632 dólares (R$ 38 mil).
“Para diminuir o número de pessoas afetadas pela sepse é importante estar atento ao modo como o corpo se comporta. Uma vez que aparece, o diagnóstico e o tratamento devem ser feitos o mais rápido possível. Para isto, precisamos trabalhar com o público divulgando campanhas de alerta e conscientização”, afirma Dr. Marcelo Maia, intensivista do Hospital Santa Luzia, em Brasília.
O médico destaca que a patologia é constituída de um conjunto de sinais e sintomas. Suspeita de infecção, febre, calafrios, coração batendo rápido ou cansaço para respirar, são alguns exemplos. “A fonte de infecção não é uma só e pode ser originada em diversos órgãos. Se estiver relacionada ao aparelho respiratório, por exemplo, o paciente pode ter pneumonia ou sinusite. Sepse também se manifesta por infecção de pele ou da urina”, explica o especialista.
Dr. Marcelo acrescenta que algumas pessoas desenvolvem a patologia com mais facilidade e alerta sobre os cuidados com a saúde. “O paciente só pode evitar o desenvolvimento da patologia prevenindo qualquer tipo de infecção, cuidando-se e visitando o médico regularmente. Aqueles com diabetes, câncer, os que trataram o HIV previamente com quimioterapia, usuários de corticosteroides, recém-nascidos prematuros e idosos são os mais propensos às formas mais graves de infecção”, exemplifica.
ATITUDE IMEDIATA
O grande desafio da sepse a ser vencido pelos hospitais é a identificação da doença logo que o paciente chega para fazer a triagem. Em 2004, foi iniciado no Hospital Santa Luzia um trabalho especial voltado ao tratamento da infecção. Hoje, a unidade conta com 58 leitos de UTI e comemora uma evolução em 80% no controle da patologia desde o início dos trabalhos.
“Procuramos realizar no Santa Luzia um protocolo gerenciado de sepse que inicia no departamento de emergência com monitoramento do paciente desde o primeiro atendimento. A finalidade deste protocolo é garantir a segurança daqueles atendidos em nossa instituição reduzindo de maneira drástica a evolução da doença e consequente risco de mortalidade”, relata.
De acordo com o médico, o alinhamento dos objetivos e propósitos do corpo clínico foi essencial para o sucesso do trabalho. “Preparamos nossa equipe por meio da capacitação para reconhecimento imediato e precoce da doença. A infraestrutura do hospital e acesso livre aos mais variados exames laboratoriais são cruciais na intervenção terapêutica em tempo hábil”, finaliza o especialista.
“Para diminuir o número de pessoas afetadas pela sepse é importante estar atento ao modo como o corpo se comporta. Uma vez que aparece, o diagnóstico e o tratamento devem ser feitos o mais rápido possível. Para isto, precisamos trabalhar com o público divulgando campanhas de alerta e conscientização”, afirma Dr. Marcelo Maia, intensivista do Hospital Santa Luzia, em Brasília.
O médico destaca que a patologia é constituída de um conjunto de sinais e sintomas. Suspeita de infecção, febre, calafrios, coração batendo rápido ou cansaço para respirar, são alguns exemplos. “A fonte de infecção não é uma só e pode ser originada em diversos órgãos. Se estiver relacionada ao aparelho respiratório, por exemplo, o paciente pode ter pneumonia ou sinusite. Sepse também se manifesta por infecção de pele ou da urina”, explica o especialista.
Dr. Marcelo acrescenta que algumas pessoas desenvolvem a patologia com mais facilidade e alerta sobre os cuidados com a saúde. “O paciente só pode evitar o desenvolvimento da patologia prevenindo qualquer tipo de infecção, cuidando-se e visitando o médico regularmente. Aqueles com diabetes, câncer, os que trataram o HIV previamente com quimioterapia, usuários de corticosteroides, recém-nascidos prematuros e idosos são os mais propensos às formas mais graves de infecção”, exemplifica.
ATITUDE IMEDIATA
O grande desafio da sepse a ser vencido pelos hospitais é a identificação da doença logo que o paciente chega para fazer a triagem. Em 2004, foi iniciado no Hospital Santa Luzia um trabalho especial voltado ao tratamento da infecção. Hoje, a unidade conta com 58 leitos de UTI e comemora uma evolução em 80% no controle da patologia desde o início dos trabalhos.
“Procuramos realizar no Santa Luzia um protocolo gerenciado de sepse que inicia no departamento de emergência com monitoramento do paciente desde o primeiro atendimento. A finalidade deste protocolo é garantir a segurança daqueles atendidos em nossa instituição reduzindo de maneira drástica a evolução da doença e consequente risco de mortalidade”, relata.
De acordo com o médico, o alinhamento dos objetivos e propósitos do corpo clínico foi essencial para o sucesso do trabalho. “Preparamos nossa equipe por meio da capacitação para reconhecimento imediato e precoce da doença. A infraestrutura do hospital e acesso livre aos mais variados exames laboratoriais são cruciais na intervenção terapêutica em tempo hábil”, finaliza o especialista.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Para curtir só o melhor do verão
Todo mundo sabe que dezembro e janeiro são os meses mais aguardados do ano. Não somente por causa das férias, mas também por conta do verão, estação do sol, da praia e da vida ao ar livre. Mas o que nem todo mundo sabe é que a estação também pede cuidados redobrados com o corpo e a saúde.
As altas temperaturas proporcionam condições ideais para a ocorrência de sintomas e doenças que podem afetar o bem-estar físico. Os mais comuns são aqueles que levam à perda de líquidos como a desidratação, além do risco de insolações e o aparecimento de micoses.
“A hipertermia acontece quando o corpo absorve mais calor do que consegue dissipar. Esse é um mal-estar muito comum com as altas temperaturas do verão. Alguns sintomas são: câimbras, vômito, tontura, dores abdominais, fraqueza, muito ou nenhum suor, e até delírios”, explica a Dra. Márcia Ribeiro, diretora médica do Hospital Oeste D’Or.
A desidratação é uma das maiores vilãs do verão e pode acontecer de duas formas: quando o corpo elimina líquido e sais minerais através da transpiração excessiva e pela ingestão de alimentos contaminados ou mal conservados, o que causa vômito e diarreia. Por isso, além de ingerir muito líquido, é recomendado o consumo de alimentos leves, como frutas, verduras e legumes, sempre bem limpos.
“A alimentação deve ser a mais natural possível, preferencialmente não industrializada, devido ao processo de preparação, conservação e refrigeração, muitas vezes desconhecido. Frutas como melancia, melão, abacaxi, manga, laranja, uva, pera e kiwi são uma boa pedida por terem alto teor líquido e vitaminas. Frituras devem ser evitadas. E sorvetes de palito são muito bem vindos, pois são refrescantes e hidratam”, orienta Márcia.
Além da boa nutrição, é importante estar atento também à exposição ao sol. Para afastar o risco de insolação e queimaduras solares, o recomendado é evitar os horários de calor mais intenso, apostar em roupas leves e nunca esquecer de usar o filtro solar. A prática de exercícios físicos também deve ser moderada nesta época do ano, para evitar mal-estar.
“O ideal para qualquer pessoa é beber no mínimo dois litros de água por dia. Por isso, ao sair para caminhar ou fazer exercícios é importante levar ou comprar uma garrafa de água. Além disso, a exposição excessiva aos raios solares pode trazer malefícios à saúde, como envelhecimento precoce e até câncer de pele. É importante o uso de filtro solar com fator de proteção maior que 15, além de barreiras físicas, como chapéus e bonés”, explica.
Outro risco à saúde atrelado ao verão é o aparecimento de micoses. Como nesta época do ano as pessoas frequentam com maior assiduidade praias e piscinas, a umidade da pele acaba favorecendo o aparecimento de fungos, que originam as micoses. As mais recorrentes são as das unhas e as dos pés, como a famosa frieira. A indicação é procurar um dermatologista nos primeiros sinais de micose.
“O excesso de umidade nos espaços entre os dedos dos pés ou nas axilas pode causar coceiras e rachaduras. Para prevenir o contágio de fungos, é importante sempre andar de chinelo e se deitar sobre cangas ou toalhas quando estiver na praia, além de secar muito bem todo o corpo, principalmente as juntas e entre os dedos dos pés”, ensina a médica.
Com um pouco mais de cuidado com a saúde e com a alimentação todo mundo pode curtir somente o melhor que a estação mais quente do ano tem a oferecer!
Dicas para você aproveitar só o melhor do verão:
• Evite sair nos horários em que o sol estiver a pino, das 10h às 16h.
• Use filtro solar.
• Evite ficar exposto ao sol, procure caminhar pela sombra.
• Prefira uma alimentação leve: frutas suculentas e saladas.
• Mantenha-se hidratado: beba bastante líquido, mas evite bebidas com cafeína, álcool ou muito açúcar.
• Facilite a transpiração: use roupas folgadas, de tecidos leves e claros.
• Uma boa ideia é incluir um chapéu ou boné no figurino.
• Também não se esqueça dos óculos escuros, que precisam ter proteção ultravioleta.
• Para se refrescar nos momentos mais críticos procure, se puder, um ambiente com ar-condicionado. Mesmo que você não permaneça no local por muito tempo, isso vai ajudar a manter seu corpo mais fresco quando você tiver que retornar para o calor.
• Mas, para aliviar mesmo, nada melhor do que água. Sempre que puder, lave rosto, nuca, braços e mãos, tome uma ducha fria, mergulhe na piscina ou tome um banho de mar.
• Tenha um cuidado ainda maior com bebês e crianças, maiores de 65 anos e pessoas doentes, especialmente cardíacos ou hipertensos.
As altas temperaturas proporcionam condições ideais para a ocorrência de sintomas e doenças que podem afetar o bem-estar físico. Os mais comuns são aqueles que levam à perda de líquidos como a desidratação, além do risco de insolações e o aparecimento de micoses.
“A hipertermia acontece quando o corpo absorve mais calor do que consegue dissipar. Esse é um mal-estar muito comum com as altas temperaturas do verão. Alguns sintomas são: câimbras, vômito, tontura, dores abdominais, fraqueza, muito ou nenhum suor, e até delírios”, explica a Dra. Márcia Ribeiro, diretora médica do Hospital Oeste D’Or.
A desidratação é uma das maiores vilãs do verão e pode acontecer de duas formas: quando o corpo elimina líquido e sais minerais através da transpiração excessiva e pela ingestão de alimentos contaminados ou mal conservados, o que causa vômito e diarreia. Por isso, além de ingerir muito líquido, é recomendado o consumo de alimentos leves, como frutas, verduras e legumes, sempre bem limpos.
“A alimentação deve ser a mais natural possível, preferencialmente não industrializada, devido ao processo de preparação, conservação e refrigeração, muitas vezes desconhecido. Frutas como melancia, melão, abacaxi, manga, laranja, uva, pera e kiwi são uma boa pedida por terem alto teor líquido e vitaminas. Frituras devem ser evitadas. E sorvetes de palito são muito bem vindos, pois são refrescantes e hidratam”, orienta Márcia.
Além da boa nutrição, é importante estar atento também à exposição ao sol. Para afastar o risco de insolação e queimaduras solares, o recomendado é evitar os horários de calor mais intenso, apostar em roupas leves e nunca esquecer de usar o filtro solar. A prática de exercícios físicos também deve ser moderada nesta época do ano, para evitar mal-estar.
“O ideal para qualquer pessoa é beber no mínimo dois litros de água por dia. Por isso, ao sair para caminhar ou fazer exercícios é importante levar ou comprar uma garrafa de água. Além disso, a exposição excessiva aos raios solares pode trazer malefícios à saúde, como envelhecimento precoce e até câncer de pele. É importante o uso de filtro solar com fator de proteção maior que 15, além de barreiras físicas, como chapéus e bonés”, explica.
Outro risco à saúde atrelado ao verão é o aparecimento de micoses. Como nesta época do ano as pessoas frequentam com maior assiduidade praias e piscinas, a umidade da pele acaba favorecendo o aparecimento de fungos, que originam as micoses. As mais recorrentes são as das unhas e as dos pés, como a famosa frieira. A indicação é procurar um dermatologista nos primeiros sinais de micose.
“O excesso de umidade nos espaços entre os dedos dos pés ou nas axilas pode causar coceiras e rachaduras. Para prevenir o contágio de fungos, é importante sempre andar de chinelo e se deitar sobre cangas ou toalhas quando estiver na praia, além de secar muito bem todo o corpo, principalmente as juntas e entre os dedos dos pés”, ensina a médica.
Com um pouco mais de cuidado com a saúde e com a alimentação todo mundo pode curtir somente o melhor que a estação mais quente do ano tem a oferecer!
Dicas para você aproveitar só o melhor do verão:
• Evite sair nos horários em que o sol estiver a pino, das 10h às 16h.
• Use filtro solar.
• Evite ficar exposto ao sol, procure caminhar pela sombra.
• Prefira uma alimentação leve: frutas suculentas e saladas.
• Mantenha-se hidratado: beba bastante líquido, mas evite bebidas com cafeína, álcool ou muito açúcar.
• Facilite a transpiração: use roupas folgadas, de tecidos leves e claros.
• Uma boa ideia é incluir um chapéu ou boné no figurino.
• Também não se esqueça dos óculos escuros, que precisam ter proteção ultravioleta.
• Para se refrescar nos momentos mais críticos procure, se puder, um ambiente com ar-condicionado. Mesmo que você não permaneça no local por muito tempo, isso vai ajudar a manter seu corpo mais fresco quando você tiver que retornar para o calor.
• Mas, para aliviar mesmo, nada melhor do que água. Sempre que puder, lave rosto, nuca, braços e mãos, tome uma ducha fria, mergulhe na piscina ou tome um banho de mar.
• Tenha um cuidado ainda maior com bebês e crianças, maiores de 65 anos e pessoas doentes, especialmente cardíacos ou hipertensos.
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