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terça-feira, 9 de junho de 2015

Cuidados básicos para manter a saúde em dia


Hábitos simples do cotidiano como lavar as mãos e não andar descalço, por exemplo, são comportamentos praticados desde criança que entram no “modo automático” no decorrer da vida. Mas nem sempre essas atitudes são obedecidas a rigor e, muitas vezes, geram transtornos que poderiam ser evitados facilmente.

Dra. Gabrielle Rezende, clínica geral do Hospital Santa Luzia, em Brasília, alerta sobre a importância de manter a higiene cotidiana atualizada. “Além de ser a manutenção da saúde, ajuda bastante na prevenção de várias doenças”, destaca a especialista.

Confira abaixo cinco dicas simples elencadas pela médica:

1. Lave as mãos
“É um hábito que nem sempre é levado a sério da maneira que deveria. O mais comum é lavar as mãos antes de comer e depois de usar o banheiro, mas é importante lembrar que isso deve ser feito após o contato com dinheiro, depois de usar o transporte público e sempre que que necessário. Assim, podemos evitar desenvolvimento de viroses e de doenças pegas por meio de vírus” esclarece a especialista.

2. Evite usar roupas molhadas
“Quem toma banho de piscina, geralmente permanece com a roupa de banho durante horas. Isto é um grande facilitador para o avanço de doenças de pele, além de aumentar o risco de micose, altera a flora bacteriana e ajuda no surgimento de doenças ginecológicas” alerta Dra. Gabrielle Rezende.

3. Use toalhas individuais
“Mesmo em famílias grandes, é fundamental cada indivíduo ter a sua própria toalha de banho. Quando este item é compartilhado, se um membro do grupo contrair micose, a chance da patologia infectar outras pessoas é considerável. Em toalhas de rosto o risco é menor, pois mantém contato apenas com mãos que acabaram de ser lavadas e o rosto. Mesmo assim, é recomendado deixá-las sempre secar ao sol” afirma a médica.

4. Evite andar descalço
“Além de correr o risco de se cortar, pés com rachadura ou com lesões podem desenvolver infecção por bactéria, micoses e parasitas. Esta indicação serve principalmente se o indivíduo tem a prática de andar descalço em locais sujos. O mesmo serve para quem não lava os chinelos com frequência”, explica.

5. Durma cedo
“O ideal é dormir no mínimo seis horas por dia. Esta quantidade serve para melhorar concentração e rendimento cotidiano, além de amenizar o estresse. Quem não dorme bem e entra em contato com alguém infectado com o vírus da gripe, por exemplo, tem maiores chances de desenvolver a doença”, conclui a clínica geral.


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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Obesidade é fator de risco para o acúmulo de gordura no fígado



Excesso de gordura corporal e/ou a ingestão abusiva de álcool podem sobrecarregar o fígado, levando ao acúmulo anormal de gordura neste órgão. O hematologista Paulo Soares, do Hospital Santa Luzia, em Brasília, explica que este processo é mais conhecido como esteatose hepática.

De acordo com o médico, esse é o distúrbio do fígado mais comum, sendo diagnosticado em até 24% da população em geral. Entre os obesos, Dr. Paulo informa que a doença atinge níveis alarmantes, de até 70%. “Essa porcentagem pode ser ainda maior – chegando a 85% – quando se analisa pessoas obesas que ingerem álcool em grandes quantidades”, observa.

A pesquisa Vigitel 2014, do Ministério da Saúde, revela que 50% da população adulta do Distrito Federal está acima do peso. O hematologista alerta que o mundo está vivendo, atualmente, uma epidemia de obesidade e que a esteatose hepática tende a se tornar um problema grave de saúde pública. “É geralmente a obesidade que impulsiona o armazenamento de gordura no fígado. Ou seja, qualquer pessoa que está acima do peso é suscetível a desenvolver a esteatose hepática”, avisa o médico.

O especialista ressalta que esta enfermidade é silenciosa. Assim, muitas pessoas têm o distúrbio, mas não sabem. “Isso porque não há sintomas nas fases iniciais, antes que ocorram complicações potencialmente mais graves”, comenta. O hematologista adverte que não há tratamento específico e eficaz para essa patologia. Ou seja, a prevenção é de fato o melhor caminho.

“A pessoa deve, basicamente, controlar o peso e a quantidade de gordura corporal. Além disso, é indicado praticar atividades físicas regularmente e manter uma dieta balanceada. Se o paciente apresentar diabetes ou elevação do colesterol, é necessário um controle dessas doenças, para evitar o desenvolvimento de esteatose hepática. Outro ponto importante na prevenção é evitar o consumo excessivo de álcool, hábito também relacionado a uma maior incidência desse problema”, recomenda.

O hematologista afirma que esse acúmulo de gordura é detectado por meio da ecografia. “Em casos estritamente necessários, o diagnóstico pode ser confirmado por biópsia hepática”, esclarece. Ele acrescenta que, se não controlada, a enfermidade pode progredir para graus mais severos e levar à morte. “Há uma porcentagem de até 20% que evolui para esteato-hepatite, uma condição de inflamação crônica no fígado. Quando não tratada, essa inflamação pode avançar para cirrose hepática, o que pode ocasionar o óbito do paciente” finaliza Dr. Paulo.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sete em cada 10 mulheres que têm cólicas fortes na adolescência poderão ter endometriose



Segundo dados da Sociedade Mundial de Endometriose (SME) 176 milhões de mulheres sofrem de endometriose em todo o mundo. No Brasil, esta doença atinge cerca de seis milhões de pessoas. “Caracterizada pela presença de tecidos semelhantes ao endométrio fora do útero, esta patologia pode causar cólicas, dores durante a relação sexual e dificuldade de engravidar”, explica Dr. Alysson Zanatta, ginecologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília.

Além do desconforto abdominal, outros sintomas podem indicar endometriose. “Fortes cólicas acompanhadas de náuseas e dores na região lombar também podem ser sinais da enfermidade. Porém, há mulheres que não apresentam nenhum destes sintomas e/ou não têm complicações para engravidar. Por isso, elas devem ter um acompanhamento regular da saúde ginecológica”, esclarece o especialista.

O médico alerta que aquelas que têm histórico familiar desta doença devem ter atenção redobrada. “Se a sua mãe tem endometriose, você tem cerca de 7 vezes mais chances de sofrer deste problema ao longo da vida. Por isso, mulheres que têm histórico genético desta doença precisam ficar muito atentas à saúde ginecológica, desta maneira é possível fazer o diagnóstico precocemente e iniciar um tratamento”, ressalta.

E não esqueça de que o acompanhamento médico deve ser iniciado desde as primeiras menstruações. “Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre é normal sentir muita cólica durante a adolescência, isto pode indicar que algo não está indo bem. As meninas que sentem dores muito fortes precisam de uma atenção especial, já que sete em cada 10 mulheres que têm cólicas fortes durante a adolescência poderão ser diagnosticadas com endometrioses no futuro”, observa.

Tratamentos

O diagnóstico da endometriose pode ser feito pela história clínica, por meio do exame de toque vaginal, da ultrassonografia transvaginal e/ou da ressonância magnética. “Uma vez detectada a doença, a mulher deve ser orientada sobre qual o melhor tratamento para o seu caso. Em geral, aquelas que sentem apenas dor podem tomar medicação hormonal para controlar os sintomas ou se submeterem à cirurgia para remoção total dos focos da patologia, a qual costuma ser mais efetiva. Já para as que têm dificuldade de engravidar, são indicados os tratamentos de reprodução assistida e/ou o procedimento cirúrgico”, conclui o ginecologista.

#RedeDOr #HospitalSantaLuzia #endometriose

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Check-up anual: 5 exames para manter a saúde feminina em dia



Começo de ano é, normalmente, a época de fazer o check-list. Os cuidados com a saúde não podem ficar de fora desta lista. Dr. Paulo Miranda, ginecologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília, lembra que o tradicional check-up de início de ano é de extrema importância, principalmente para as mulheres.

“Os exames de rotina avaliam as condições da saúde feminina e dão condições ao médico de fazer um acompanhamento constante do quadro clínico da paciente. Além disso, quando estes testes são feitos com frequência, muitas doenças podem ser prevenidas ou diagnosticadas precocemente”, esclarece.

Confira abaixo os seis exames que as mulheres devem fazer todos os anos:

1. Papanicolau

Este exame precisa ser feito todos os anos na consulta ginecológica ou a qualquer momento, se houver sinais de infecções ou inflamações. Pessoas que têm histórico de câncer de colo de útero na família devem fazê-lo a cada 6 meses.

2. Autoexame de mama

O autoexame é o primeiro passo para acompanhar a saúde dos seios da mulher. Ele deve ser realizado ao menos uma vez por semana, de preferência durante o banho, momento em que as mãos deslizam mais facilmente pelos seios. Mas fique atenta! Esta avaliação só é válida se for feita fora do período menstrual. As mulheres que estão na menopausa podem fazê-la em qualquer período. Se a você detectar algo, procure ajuda médica.

3. Mamografia

Exame radiológico que avalia as condições da mama. Deve ser feito anualmente, após os 40 anos. Mulheres com parentes de primeiro grau diagnosticados com câncer de mama devem começar a realizar a mamografia 10 anos antes da idade em que a mãe ou a irmã foram identificadas com a doença.

4. Ecografia de mama

Este exame de imagem é indicado para avaliar a saúde das mamas de mulheres com menos de 40 anos. A frequência dele é anual ou a qualquer momento necessário. Lembre-se que a ecografia mamária deve ser realizada fora do período menstrual e, se algo for detectado, você deve procurar o seu médico para uma avaliação completa.

5. Ultrassom transvaginal

Por meio deste exame, o ginecologista ou obstetra pode visualizar com precisão os órgãos do aparelho reprodutor feminino (útero, ovário e trompas). Com periodicidade anual, ele deve ser feito por mulheres com mais de 40 anos. Além disso, pessoas que têm histórico de câncer na família precisam realizar a avaliação a cada 6 meses ou quando recomendado pelo especialista.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Nódulos de tireoide são comuns, mas é preciso estar atento

O câncer de tireoide é o mais comum entre as glândulas endócrinas. Porém, esta doença não está entre as de maior incidência, totalizando apenas 2% dos cânceres do corpo humano. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) afirmam que a patologia é a mais comum da região da cabeça e do pescoço, atingindo três vezes mais o sexo feminino.

Dr. André Póvoa, cirurgião especializado em cabeça e pescoço, do Hospital Santa Luzia, em Brasília, explica que a presença de nódulos na glândula tireoidiana é bastante comum. “A formação de nódulos neste órgão é comum. As pessoas não precisam se desesperar, pois apenas 7% são malignos, caracterizando o câncer. Mulheres com mais de 50 anos e com histórico familiar, principalmente, de primeiro grau, estão no grupo de risco.”

O especialista esclarece que o diagnóstico do câncer é feito pela análise do nódulo. “A ultrassonografia é um dos exames para a avaliação morfológica, na qual o especialista analisa o tamanho, o aspecto e a vascularização do nódulo. A punção é indicada para avaliar se ele é benigno ou maligno, por meio da categoria de Bethesda, que varia de 1 a 6, sendo 6 a confirmação do câncer”, detalha o cirurgião.

Dr. André ressalta que o tratamento para o câncer de tireoide é a cirurgia para a retirada da glândula, complementado pela iodoterapia. “A tireoide tem o formato de uma borboleta, apresentando dois lobos. Quando se tem o diagnóstico de câncer, o indicado é ressecar toda a glândula”, afirma.

O cirurgião lembra que outros problemas também podem ser tratados com a extração da tireoide. “O procedimento cirúrgico é indicado, ainda, para casos de nódulos volumosos, que geram queixas estéticas e compressivas”, conclui Dr. André. 

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