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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Gastrite e esofagite estão cada vez mais comuns na infância e pré-adolescência


Estranho pensar em crianças com gastrite ou esofagite – doenças geralmente associadas à vida adulta devido à correria e estresse do dia a dia. No entanto, segundo Thiago Gara, gastropediatra do Hospital São Luiz Anália Franco, essas patologias estão cada vez mais comuns na infância (em crianças a partir dos cinco anos) e na pré-adolescência devido à má alimentação, estresse e ansiedade.
“Hoje as crianças e adolescentes possuem uma rotina cheia, com aulas de línguas, música, dança, natação etc. Esse excesso de atividades pode gerar ansiedade e estresse e, consequentemente, provocar uma gastrite ou esofagite”, explica Thiago Gara. Contaminação por bactérias, uso indevido de medicamentos e consumo excessivo de comidas condimentadas são outros fatores que podem desencadear as doenças caracterizadas por inflamações no estômago e esôfago.
Como nem sempre as crianças são capazes de explicar o que sentem, os pais ou responsáveis devem ficar a atentos quando ouvirem queixas de dores abdominais, principalmente no período da manhã, perda de apetite e queimação. Caso as queixas sejam frequentes é recomendável procurar ajuda médica. O tratamento costuma ser a base de medicamentos.
“Além de tratar os sintomas, é importante identificar o que provocou a doença. Isso ajudará a evitar que novos casos de gastrite e esofagite ocorram”, explica o especialista.
#RedeDOr #HospitalSaoLuiz #gastrite #esofagite

Exames de ultrassom devem fazer parte da rotina da mulher

Toda mulher sabe que é fundamental visitar um ginecologista regularmente, pelo menos uma vez ao ano. Porém, a consulta é apenas o primeiro passo.
A ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, Dra. Fabiane Sabbag Correa, explica que a realização de exames de ultrassonografia também é essencial para manter a saúde feminina em dia. Abaixo, a médica lista os exames que devem fazer parte da rotina de prevenção:
- US Abdominal
Avalia: vesícula, os rins, o fígado e o pâncreas, principalmente
Pode detectar: tumores benignos e/malignos, cálculos nos rins e na vesícula, doença hepática de infiltrações de gordura, cirrose, inflamações
- US Transvaginal
Avalia: útero e ovários
Pode detectar: miomas, cistos de ovário, endometriose
- US Mama
Pode detectar: cistos, nódulos
- US Tireoide
Pode detectar: cistos, nódulos, inflamações
Dra. Fabiane Sabbag reforça que a partir da primeira menstruação, a mulher já deve iniciar um acompanhamento com ginecologista. A partir de então, as consultas devem ser realizadas anualmente, exceto em casos de quadro de dor, quando o especialista deve ser procurado imediatamente.
É importante lembrar também que os resultados dos exames devem ser apresentados ao médico no retorno da consulta, para avaliação e controle.
#RedeDOr #HospitalSaoLuiz #ultrassom #ultrassonografia

terça-feira, 2 de junho de 2015

Mitos e dúvidas sobre o uso da pílula anticoncepcional

Apesar de ser um dos métodos contraceptivos mais usados pelas mulheres, a pílula anticoncepcional ainda gera muitas dúvidas e até mitos. A ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, Mariana Halla, esclarece algumas dúvidas sobre a eficácia da pílula e possíveis efeitos colaterais.
1. Quais são os efeitos colaterais do anticoncepcional? 
Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, cefaleia, sangramento irregular, acne e dor mamária. Eles costumam ser de baixa intensidade e mais frequentes nos primeiros meses de uso da pílula.
2. A pílula aumenta os seios? 
A pílula pode provocar inchaço e aumento da sensibilidade mamária. Esses sintomas tendem a regredir após três a seis meses do início de uso.
3. Engorda? 
“Nos primeiros meses de uso da pílula, algumas mulheres costumam reter mais líquido do que outras, provocando uma sensação de inchaço e até de ganho de peso”, explica Mariana.
4. Ajuda a diminuir as espinhas? 
Sim, a pílula auxilia no controle e diminuição dos níveis de testosterona, hormônio que deixa a pele mais oleosa e propensa às indesejadas espinhas.
5. Pode diminuir a libido?
“Uma das ações da pílula no organismo feminino é a redução dos níveis de testosterona. A alteração desse hormônio pode impactar na libido de algumas mulheres, além de provocar cansaço crônico, falta de disposição e dificuldade de ganhar massa magra”, diz a ginecologista.
6. Pode provocar trombose?
A pílula aumenta em quatro a oito vezes o risco de trombose nos membros inferiores, trombose pulmonar e até de AVC. Segundo Mariana Halla, mulheres que já tiveram trombose ou apresentam histórico familiar não devem usar a pílula. Nesses casos, recomenda-se o uso do DIU de cobre ou DIU Medicado.
7. É possível engravidar tomando anticoncepcional?
Sim é possível. O uso de alguns medicamentos, como antibióticos e anticonvulsivantes, pode reduzir a eficácia do anticoncepcional. O uso irregular da pílula também aumenta a chance de gravidez. Além disso, casos de diarreia ou vômito logo após a ingestão da pílula (em até 2 horas após a ingestão) também pode diminuir sua eficácia.
#RedeDOr #HospitalSaoLuiz #pilula #anticoncepcional

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Descubra o que é o acretismo placentário e por que ele é tão perigoso


Hoje é o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna. O Brasil tem registradas 62 mortes a cada 100 mil nascimentos, de acordo com o Ministério da Saúde. O número representa uma queda de 55% se comparado aos últimos 20 anos, porém, não atinge a meta estabelecida até o fim do ano pelo Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, da ONU, que é de 35 mortes por 100 mil nascimentos.
A pressão alta na gravidez, chamada de eclampsia, ainda é a primeira causa de mortes maternas no país. Porém, o acretismo placentário, que causa hemorragias no parto, tem aumentado e passa a ser uma das maiores causas de mortalidade materna no país. Em alguns países desenvolvidos, o acretismo placentário já é o principal motivo de óbitos maternos, uma vez que há um controle maior sobre a pressão arterial das gestantes.
Dr. Soubhi Kahhale, Coordenador de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, respondeu a uma série de questões sobre esta condição.
O que é o Acretismo Placentário?
O acretismo placentário é uma condição que se caracteriza pela invasão da placenta no músculo uterino. É uma patologia, pois em condições normais, o tecido placentário invade apenas o endométrio, não chegando a camadas mais profundas do útero. Em alguns casos, a placenta além de invadir a musculatura, chega a ultrapassá-la.
Por que esta condição é tão perigosa?
O problema maior é quando esta invasão ocorre na parte baixa do útero – placenta prévia. Nesta situação, não pode ocorrer parto normal porque a placenta fica localizada no colo do útero materno, onde está localizada a cabeça do bebê.
Até mesmo a cesárea torna-se um procedimento perigoso, uma vez que a placenta está no local que será aberto para a retirada do feto, ocasionando hemorragias graves que podem levar a paciente à morte.
O acretismo placentário também é perigoso para o bebê, pois pode causar morte fetal (em caso de hemorragias antes do parto), e morte após o parto devido à prematuridade ou ao sofrimento fetal.
Quais são as causas do acretismo placentário?
A incidência desta condição está aumentando no mundo inteiro por muitas razões, incluindo cesáreas realizadas em gestações anteriores. Abortamentos, curetagens e idade avançada da gestação também são causas consideradas.
Como é possível diagnosticar o acretismo placentário?
A placenta prévia e o acretismo placentário podem ser diagnosticados a partir da metade da gestação, durante o pré-natal pela ultrassonografia. Em caso de dúvidas, a gestante pode fazer uma ressonância magnética, que não é perigosa nem para ela nem para o bebê.
O que fazer quando há o diagnóstico?
Uma vez diagnosticado o acretismo placentário, é necessário programar o parto. Ele pode ser simples, quando não há placenta prévia, ou seja, quando a placenta está no “corpo” do útero e não em sua parte mais baixa. Por este motivo, é importante ressaltar que cada tipo de acretismo placentário tem de ser avaliado de maneira distinta pelo médico.
Em alguns casos, é necessária a realização de um procedimento mais moderno, que pode salvar a vida da mãe e do bebê. Nestas situações, um radiologista intervencionista acompanha o obstetra até a sala de parto. No centro obstétrico, antes do início do parto, o este profissional de radiologia intervencionista passa um balão dentro das artérias da mãe e esse balão é inflado, a fim de que os vasos sanguíneos sejam fechados e o obstetra possa realizar o parto sem que a mulher sangre e sofra uma hemorragia.
O Hospital e Maternidade São Luiz Itaim foi pioneiro entre os hospitais privados em adotar este procedimento. Há mais de dez anos, esta metodologia é aplicada por equipes especializadas na unidade.
#HospitalSaoLuiz #SaoLuizItaim #acretismo #mortalidadematerna

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Sinais e causas da obesidade infantil

O número de bebês e crianças pequenas que têm sobrepeso ou obesidade aumentou de 31 milhões, em 1990, para 44 milhões em 2012, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Segundo o Dr. Luiz Vicente Berti, especialista em cirurgia da obesidade do Hospital São Luiz, o diagnóstico da doença nos pequenos não é feito com o uso do cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal), como acontece com os adultos. “São sinais de alerta a criança ter gordura acumulada na barriga, ter “papada” no pescoço e estar bem acima do peso dos colegas.”
As causas da obesidade infantil continuam sendo estudadas, mas a mudança nos hábitos alimentares, a falta de exercícios físicos regulares e o incentivo ao consumo de “junk foods” são algumas das razões apontadas pelo aumento no número de jovens que sofrem da doença.
“Na minha infância, as mães ficavam mais tempo em casa. A gente levava lancheira para a escola com alimentos mais naturais. Não havia cantinas. Além disso, as brincadeiras na hora do recreio eram correr, jogar futebol, entre outros. Hoje, passados cerca de 40 anos, as crianças comem mais alimentos industrializados, bolachas, sucos de caixinha, salgadinhos da cantina. No intervalo das aulas, elas brincam com seus smartphones. A alimentação era mais correta e a atividade física era muito maior antigamente”, afirma.
Além disso, os pequenos não brincam mais nas ruas ou nas praças. Muitos pais acreditam que é mais seguro que eles fiquem em casa, brincando no computador ou assistindo à televisão. Cada vez mais sedentários, a tendência é engordarem cada vez mais. E uma criança obesa tem predisposição a se tornar um adulto obeso.
“Uma vez obesas, elas podem sofrer de hipertensão, diabetes, problemas osteoarticulares, respiratórios e acúmulo de gordura no fígado. Sem contar o risco de desenvolverem sérios problemas emocionais, ocasionados principalmente pela vergonha do próprio corpo e pelo bullying realizado pelos colegas”, explica.
Diante de um filho que sofre de obesidade, o melhor a fazer é dar o exemplo e alterar a dieta de toda a família. Não adianta os pais se sentarem diante da tv com um pacote de batata frita e uma garrafa de cerveja e dizer que a criança não pode comer chocolate, por exemplo.
“A boa educação alimentar precisa vir dos pais. Mudar os hábitos em casa é o maior ato de amor que os pais podem realizar”, completa Dr. Luiz Vicente.
#RedeDOr #obesidade #crianças

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Oito perguntas que você deve saber sobre a Dengue

Embora o número de casos de dengue continue alto no país, a doença ainda confunde muitos brasileiros. Para esclarecer algumas dúvidas, as infectologistas do Hospital São Luiz, Régia Domous e Raquel Muarrek, respondem a oito perguntas sobre a Dengue.
1. Fui picado pelo mosquito da Dengue. Em quanto tempo sentirei os primeiros sintomas?
Os primeiros sintomas serão sentidos somente após o período de incubação do vírus da dengue no organismo: em média de 5 a 6 dias. Este período também pode variar de 3 a 15 dias.
2. Quais são os primeiros sintomas da Dengue?
Febre alta (39° a 40°) de início abrupto com duração de até 48h. A febre pode estar associada a dor de cabeça, dor muscular, dor na barriga, presença de manchas vermelhas no corpo, náusea, sinais de desmaio e dificuldade na ingestão de líquidos.
3. Por que a Dengue pode evoluir para um quadro hemorrágico?
A dengue é caracterizada como um quadro inflamatório em todos os vasos sanguíneos do corpo, deixando-os mais permeáveis para a saída de sangue. Este quadro pode evoluir para o choque hemorrágico (perda aguda de sangue).
4. Como é feito o diagnóstico?
A doença é confirmada quando o exame de sangue de sorologia para Dengue der positivo. O resultado será obtido apenas no 6º dia dos primeiros sintomas. “A sorologia para dengue demora seis dias para se positivar, por isso é preciso esperar para ter o diagnóstico preciso”, explicam as infectologistas. Nesse período são realizados exames complementares, como a prova do laço e hemograma, que auxiliam no diagnóstico clínico e avaliam o possível quadro de dengue.
5. Quando devo procurar atendimento médico?
Aos primeiros sintomas recomenda-se procurar atendimento médico. No pronto-socorro o paciente passará por um diagnóstico clínico e será submetido ao exame “Prova do Laço” – com um aparelho de pressão, o procedimento avalia a fragilidade do vaso sanguíneo e a tendência do paciente à hemorragia. O paciente também realizará um exame de sangue para a medição de plaquetas e hematócitos. Caso a contagem de hematócitos esteja acima do normal e as plaquetas abaixo de 150 mil, há indícios de Dengue. Dependendo do diagnóstico e da gravidade do caso, recomenda-se que o paciente faça o tratamento em casa ou que seja internado.
6. Posso continuar o tratamento em casa?
Não há necessidade de internação em casos considerados fora de risco, geralmente quando a contagem de plaquetas está boa e a prova do laço der negativa. Nesse caso, em casa, o paciente deve seguir as recomendações médicas para garantir que a recuperação seja rápida e efetiva.
Embora o paciente volte para casa, ele deverá retornar ao pronto-socorro em 24 horas ou 48 horas para monitorar a contagem de plaquetas e hematócitos e realização do exame de sorologia para dengue. Dependendo do caso, há necessidade de ir ao hospital até três vezes.
7. Quando a internação é necessária? 
Há necessidade de internação quando o quadro é mais grave. Nesses casos, o paciente pode apresentar algum tipo de sangramento, não conseguir ingerir água e sua contagem de hematócitos e plaquetas não está normal. O paciente pode permanecer no hospital de dois a cinco dias.
8. Fui diagnosticado com dengue. Quais são os cuidados que preciso tomar?
Pessoas com dengue podem sofrer desidratação pela perda de líquidos por vômitos e diarreia, por isso a hidratação e boa alimentação são essenciais durante a recuperação, que demora em média uma a duas semanas a partir do primeiro dia de febre. Nesse período, é importante fazer repouso e seguir as recomendações médicas.
Hidratação: a ingestão oral diária de água deve seguir a conta de60 ml a 80 ml por quilo, ou seja, uma pessoa com 80 kg, por exemplo, deve ingerir cerca de 4 litros de água por dia. Além de água recomenda-se a ingestão de chás, água de coco, sucos ou soro caseiro. Não devem ser ingeridos refrigerantes, isotônicos e bebidas muito doces.
Alimentação: a febre pode ocasionar modificações na flora intestinal. Por isso, opte por alimentos leves e de fácil digestão. Alimentos gordurosos devem ser evitados, pois podem aumentar a diarreia.
Coceira na pele: banhos com água fria, compressas geladas nas regiões afetadas, ou pomadas de pele são indicados, pois ajudam a aliviar a sensação incomoda provocada pela coceira.
Evite: medicamentos, como ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios. Esses remédios interferem no processo de coagulação do sangue e podem favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.
#RedeDOr #dengue

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Perigos da obesidade na gravidez


Uma gestante obesa precisa de cuidados especiais durante a gravidez. São maiores os riscos de diabetes gestacional e hipertensão, por exemplo, doenças que podem trazer complicações importantes a ela e ao bebê.
Dra. Karina Zulli, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, afirma que estas mulheres precisam de acompanhamento médico mais rigoroso. “Um acompanhamento multidisciplinar, com nutricionista, educador físico, fisioterapeuta, psicólogo e médico pode ser muito eficaz.”
Com o educador físico, ela tem o incentivo à prática de exercícios com regularidade. “O psicólogo, por sua vez, pode ser importante para ajudá-la com a manutenção do peso devido à grande guerra emocional também travada por estas pacientes”, explica a especialista.
A atenção aos cuidados alimentares também é essencial para que não haja ganho de peso algum ou que ele seja o menor possível – no máximo, 5 kg durante toda a gravidez.
Em muitos casos, a gestante tem o hábito de ingerir alimentos com excesso de gorduras e carboidratos. Por outro lado, não consome alimentos mais saudáveis, como frutas e verduras.
Dra. Karina ressalta que durante a gravidez, a paciente geralmente está mais disposta a aceitar novas regras alimentares, uma vez que se sente responsável por estar gerando uma vida.
Este pode ser o momento ideal para a reeducação alimentar desta mulher e, consequentemente, das pessoas que vivem com ela.
#RedeDOr #obesidade #gestacao #gravidez

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Por que é necessário fazer exame médico antes da prática regular de exercícios físicos?

É fundamental realizar uma consulta médica antes de praticar exercícios físicos regulares. De acordo com o Dr. Wilson Mathias Junior, cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, esta avaliação é importante tanto antes quanto após os 40 anos.
Indivíduos com menos de 40 anos devem passar por uma consulta e realizar exames para identificar possíveis cardiopatias genéticas ou orovalvares (nas valvas cardíacas), que podem resultar em morte súbita.
Após esta idade, o objetivo da avaliação é evitar o infarto ou morte súbita após a prática de exercícios.
Dr. Wilson Mathias Junior ressalta que o fato de ser cardiopata não necessariamente impede o indivíduo de praticar exercícios físicos. Neste caso, o acompanhamento médico é essencial para estimar o nível máximo de esforço permitido, que é obtido no teste cardiopulmonar. “Em alguns casos, o paciente pode praticar exercícios não competitivos, desde que o nível de esforço seja dosado."
#RedeDOr #exercícios #cardiologia

quarta-feira, 25 de março de 2015

Você sabe o que é a Síndrome do Ovário Policístico?

A Síndrome do Ovário Policístico é uma doença de caráter metabólico em que vários eixos hormonais se alteram, como o da ovulação, dos hormônios masculinos e da insulina.
Dra. Fabiane Sabbag, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, explica que estas mudanças causam alteração no ciclo menstrual, infertilidade, obesidade, acne e pelos em excesso.
O diagnóstico deve ser feito com os sintomas e sinais, juntamente com alterações hormonais detectadas em exame laboratorial e mudanças no aspecto característico dos ovários ao realizar o ultrassom.
A especialista afirma que o tratamento depende do objetivo da paciente: se ela quiser engravidar, são utilizados hormônios indutores da ovulação e medicações que controlam a insulina, como a metformina.
“Caso ela não queira ter filhos, o tratamento pode ser feito com pílulas anticoncepcionais específicas ou hormônios que regulem o ciclo como a progesterona ou que melhorem a acne e pelos, como a espironolactona e a ciproterona”, conclui Dra. Fabiane.
#RedeDOr #ovario

terça-feira, 17 de março de 2015

Endometriose pode atingir o intestino feminino



Sintomas gastrointestinais, como constipação, cólica aguda e diarreia podem ser sinais de endometriose intestinal.
A endometriose, doença que ocorre apenas nas mulheres, é uma inflamação provocada pelo acúmulo indevido de células do endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero) fora da cavidade uterina. “Quando a mulher menstrua parte das células do endométrio são eliminadas na menstruação. No entanto, em alguns casos, essas células migram para outras partes do corpo formando nódulos, resultando na endometriose”, diz Rubens Gonçalves Filho, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.
De acordo o especialista, em geral a endometriose acomete 10% a 15% das mulheres em idade fértil, sendo mais frequente na faixa-etária dos 30 aos 40 anos.  O peritônio, membrana que envolve a face interna do abdômen, é a região mais afetada pela doença, seguido pelo ovário, bexiga e intestino.
Ao atingir o intestino, a doença também pode provocar dores e distensões abdominais relacionadas ao período menstrual e, em casos mais graves, sangramentos retais e obstruções intestinais. “A endometriose intestinal pode ser tratada com medicamentos ou cirurgia. Dependendo da gravidade é necessário cauterizar o local afetado do intestino ou até remover a parte do órgão doente”, explica o especialista.
Outro prejuízo ocasionado pela doença, independente do local da inflamação, é a infertilidade. De acordo com o ginecologista, metade das mulheres diagnosticadas com endometriose apresentam problemas para engravidar devido a falhas na ovulação, obstrução das trompas e entre outros fatores. “O diagnóstico precoce da endometriose é fundamental para reverter o quadro. Mulheres com dores pélvicas e abdominais frequentes ou com piora ao longo do tempo, relacionadas ou não ao período fértil, devem ficar atentas e procurar ajuda médica”, explica. 
Cólicas menstruais intensas e dor durante as relações sexuais são outros sintomas característicos da doença, independente do órgão afetado, que merecem atenção. 

#RedeDOr #endometriose

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Candidíase é mais comum no verão



A candidíase é uma infecção vaginal causado por um fungo chamado Cândida albicans. Estima-se que cerca de 75% das mulheres terão candidíase em algum momento de suas vidas e o verão é a estação em que a infecção ocorre com mais frequência.

Dra. Karina Zulli, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, explica que os fungos são oportunistas e que o aparecimento da candidíase depende de uma agressão interna ou externa.

As causas da infecção estão relacionadas a qualquer situação que depõe contra o equilíbrio da flora vaginal, sejam agressores internos, como alterações hormonais das mulheres, por exemplo, ou externos, como uso de protetores diários de calcinha, maiôs e biquínis úmidos por cloro ou sal da água do mar.

E é no verão que as agressões, principalmente externas, são mais habituais. A umidade constante do biquíni ou maiô após os banhos de piscina ou no mar, por exemplo, dificulta arejar melhor a vagina e propicia a proliferação dos fungos.

A médica esclarece que entre os sintomas mais comuns da candidíase estão a presença de secreção amarela esbranquiçada na calcinha - cuja quantidade pode variar -, e/ou a presença possível de sensação de coceira ou ardência local.

A candidíase pode ser facilmente diagnosticada através de exame um clínico com o ginecologista. O exame laboratorial através da cultura da secreção vaginal também pode ser realizado, mas não é necessário se já houver a avaliação do médico.

Após o diagnóstico, o tratamento pode ser realizado por medicação via oral e/ou via vaginal de antifúngicos. Depende do ginecologista escolher a melhor opção para cada caso.


Por este motivo, não deixe de procurar seu médico caso apresente algum dos sintomas acima. E, claro, evite permanecer com o maiô ou biquíni molhado após o mergulho.

#RedeDOr #candidiase #verao


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

No Carnaval, cuidados na praia vão além do protetor solar


É comum que quem passe o feriado na praia se preocupe em levar boné, protetor solar e óculos escuros para se proteger do sol.

Estes cuidados, porém, não são suficientes para que você mantenha sua saúde em ordem. Dra. Raquel Muarrek, infectologista do Hospital São Luiz, alerta que a água da praia pode transmitir uma série de doenças: “Como normalmente não é tratada, ela pode causar desde diarreias virais – que são mais comuns – até conjuntivite, dermatites de pele e hepatite A”.

A hepatite A, por exemplo, é transmitida por contato entre pessoas infectadas ou por meio de água e alimentos contaminados.  Por este motivo, a médica recomenda ingerir somente água tratada e alimentos higienizados. “A má limpeza, em qualquer ocasião, pode ser prejudicial. E também é importante ter atenção ao pedir sucos naturais. Qual é a procedência da água utilizada na bebida?”

Outra dica é evitar as duchas. Estudo realizado no ano passado pelo Centro de Tecnologia Cientifica da PUC-Rio revelou que a água dos chuveirinhos pesquisados na capital fluminense estava contaminada com coliformes fecais e fosfato, que indica contaminação crônica de urina.

Também é recomendável não ter contato direto com a areia. A úmida pode conter bactérias oriundas da rede de esgoto. A seca pode estar contaminada com vermes e parasitas, como o bicho geográfico, oriundos das fezes de animais. Para não ficar doente, ande sempre calçado e deite-se ou sente-se sobre uma toalha, por exemplo.

#RedeDOr #Carnaval #praia #cuidados

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Vai viajar de avião por muito tempo? Previna-se contra a trombose venosa.



Fazer uma longa viagem de avião implica não só em organizar a documentação e arrumar as malas. É importante estar atento aos riscos que esse tipo de deslocamento pode apresentar, com a trombose venosa profunda. Ela consiste na formação de um coágulo de sangue, normalmente nas pernas, que pode se deslocar pela corrente sanguínea e chegar a órgãos vitais, como o pulmão. Nos casos mais graves, a trombose venosa pode causar a morte.

Alguns indivíduos apresentam maior tendência a ter trombose. Dr. Jorge Kalil, cirurgião vascular do Hospital São Luiz, elenca quem são eles:

- mulheres que usam anticoncepcionais;
- mulheres que usam anticoncepcionais e fumam;
- mulheres grávidas;
- portadores de varizes;
- portadores de trombofilia;
- portadores de distúrbio da coagulação do sangue – hipercoagulação;
- pessoas que já tiveram trombose venosa em outra ocasião;
- obesos.

O especialista também dá dicas para prevenir a trombose venosa:

- Trabalhar a panturrilha;
- Fazer flexão e extensão dos pés e das pernas;
- Andar de 5 a 10 minutos por hora de voo;
- Usar meia elástica de média compressão até o joelho.

Dr. Jorge Kalil explica que para pacientes que apresentam maior risco, pode haver indicação de tomar um comprimido anticoagulante uma hora antes de embarque. Mas esclarece que apenas um médico poderá fazer a solicitação.

Por fim, o cirurgião vascular reforça que a aspirina e/ou AAS não fazem a prevenção da trombose venosa. Se você conhece alguém com estas características, o ideal é procurar um médico antes da viagem e seguir suas orientações.


#RedeDOr #trombose #trombosevenosa

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sucos detox ajudam a desintoxicar organismo após excessos de final de ano


Retomar a rotina alimentar após a comilança das festas de final de ano nem sempre é uma tarefa fácil. Segundo Maria Elisa Yaemi, nutricionista do Hospital São Luiz, os famosos sucos detox são boas opções para desintoxicar o organismo e começar o ano com saúde.
“Os sucos detox podem ser consumidos diariamente. Eles eliminam as toxinas do corpo, ajudam a desinchar e a melhorar o funcionamento do intestino”, explica a nutricionista.
O modo de preparo é simples. Os sucos detox costumam usar como base água de coco ou sucos cítricos. Dependendo da receita são adicionadas frutas e verduras, como couve, salsão, limão, abacaxi, hortelã e gengibre.
A nutricionista Maria Elisa Yaemi sugere duas receitas de sucos detox para recuperar as energias e equilibrar o organismo.
Suco de couve, pepino e maçã
Bata no liquidificador uma folha de couve, suco de ½ limão, um pedaço pequeno de pepino sem casca e sem semente, uma maçã vermelha sem casca e 150 ml (cerca um copo) de água de coco. Beba gelado.
Suco de laranja com gengibre
Junte no liquidificador uma laranja sem a polpa branca, suco de ½ limão, uma maçã gala ou Fuji, um pedaço de gengibre (do tamanho de uma moeda), uma folha de couve, ½ copo de água e bata tudo no liquidificador. Beba sem coar.
#RedeDOr #sucos #detox

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Para prevenir crises de asma brônquica é importante seguir as orientações médicas

A asma brônquica é caracteriza pela inflamação crônica das vias aéreas. Por ser uma doença de característica genética, não é possível prevenir o seu desenvolvimento. Mas sim, controlá-la e suavizar os sintomas.
Entre os cuidados para reduzir os sinais da doença destacam-se: evitar contato com poeira, bolor, consumo de tabaco e locais com clima seco. Mudanças de temperaturas, viroses e gripes também podem intensificar os sintomas da asma brônquica.
Dra. Andrea Aparecida Sette, pneumologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, explica que para minimizar a exposição do organismo a essas condições é válido incorporar alguns hábitos à rotina, como por exemplo, ter sempre um casaco em mãos, evitar situações e locais com contraste de temperatura. “Locais sem ventilação e muito fechados também devem ser evitados, principalmente no inverno (período de maior prevalência das síndromes gripais)”, ressalta.
Quem tem a doença respiratória precisa, primeiro, se conscientizar que tem uma doença crônica, reconhecer sintomas precoces e a necessidade de tratamento para controle dos sintomas e das chamadas crises. O controle da asma brônquica é fundamental para evitar as complicações da doença, como infecções pulmonares. Por isso, o acompanhamento médico é de grande importância.
“Episódios recorrentes de tosse seca irritativa (aquela tosse que incomoda), chiado no peito e/ou falta de ar. Esses sintomas são mais predominantes pela manhã ao acordar e/ou à noite e podem se manifestar ao mesmo tempo ou de forma isolada,” esclarece a pneumologista.
#RedeDOr #asma #asmabronquica


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Aproveite as férias para apresentar alimentos diferentes às crianças

A alimentação das crianças deve ser saudável sempre. Nas férias, entretanto, algumas exceções podem ser abertas, sem quebrar as regras da rotina alimentar dos pequenos.

Dr. Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz Morumbi, explica que este período pode ser utilizado como uma oportunidade para que os pais apresentem alimentos diferentes e de forma distinta às crianças. “Normalmente, eles estão mais distantes e não acompanham de perto as refeições dos pequenos, já que muitos comem na escola. Nesta época, os pais podem aproveitar para orientá-los sobre os alimentos, explicar o que são frutas, legumes, proteínas etc, e a importância de fazer um prato colorido.”

Dependendo da idade, a criança já pode entender que a carne pode ser substituída pelo frango ou pelo peixe. E que a alface pode ser trocado pela acelga, por exemplo. “Desta maneira, o pequeno deixa de ter uma relação meramente passiva com a comida e começa a entender o que compõe aquele prato que está diante dele”, explica Dr. Cid.

As férias também são uma boa chance para os pais alterarem os padrões de como os produtos são servidos e apresentarem outros temperos, com sabores diferentes. Este processo é bem importante, principalmente quando as crianças dizem que não gostam de determinado alimento. “Só consideramos que a criança não gosta de determinado produto quando ela o recusa dez vezes. Por isto, é importante os pais apresentarem o alimento “disfarçado”. Se servi-lo in natura não agradou, sirva-o com algum outro produto de que a criança gosta, cozido ou com outro tempero, que altere um pouco seu sabor”, recomenda o pediatra.

“Principalmente no verão, é essencial que as crianças bebam muito líquido, seja água, chá ou sucos naturais, feitos da própria fruta. E que comam várias vezes ao dia, em pequenas quantidades”, conclui o médico. 

#RedeDOr #alimentacao #ferias #criancas


Cuidado com a desidratação e a insolação



A situação se repete no verão, todos os anos. As pessoas vão à praia ou à piscina pela manhã e passam o dia inteiro sob um sol escaldante. Esta exposição excessiva sem os devidos cuidados pode levar a um quadro grave de insolação. Pessoas com extremos de idades, como crianças e idosos, são as que mais sofrem.

Ficar sob o sol muito quente pode causar várias manifestações do organismo. Os sintomas mais comuns costumam ser: mal estar, vômito, tontura e náusea. Em alguns casos, a pressão arterial pode cair e a frequência cardíaca aumentar.

Na insolação, a temperatura corporal aumenta rapidamente e o organismo fica impossibilitado de resfriá-lo. Em casos extremos, ela pode causar danos aos órgãos e até levar à morte. Caso perceba que alguém está com a pele vermelha, quente e seca, com febre alta, tontura e confusão mental, leve-a para um local fresco e tente baixar sua temperatura corporal, com um banho de água fria, por exemplo. Também é importante chamar o socorro imediatamente.

Dra. Andrea Sette, clínica geral e pneumologista do Hospital São Luiz, explica que prevenir a desidratação e a insolação é muito simples. Basta seguir algumas orientações:

- Hidratar-se frequentemente;
- Alimentar-se de forma saudável, evitando condimentos e comidas gordurosas;
- Usar boné, óculos escuros e protetor solar no corpo e no rosto;
- Evitar a exposição direta ao sol (principalmente entre 10h e 17h);
- Não ingerir bebidas alcoólicas, já que o álcool “desidrata” o organismo.

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Insônia pode causar depressão e ansiedade

Dificuldade para pegar no sono, acordar várias vezes durante a noite, cansaço constante e insatisfação com a qualidade do sono são alguns dos alertas que ajudam a diagnosticar a insônia – distúrbio que afeta mais de 40% dos brasileiros, segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A insônia afeta diretamente a saúde física e psíquica. Segundo Álvaro Pentagna, neurologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, quem sofre desse mal pode apresentar alterações de humor, dificuldade de concentração, baixa resistência, perda de apetite e da libido, falhas de memória e agressividade. “Vítimas de insônia devem apresentar mais de um desses sintomas, além da privação constante de sono, pelo menos três vezes por semana. Se essa rotina persistir por mais de três meses, temos a chamada insônia crônica. Se for inferior a três meses é, então, a chamada insônia aguda”, explica o neurologista.

O distúrbio também está associado a quadros depressivos e de ansiedade. Segundo o especialista, existem vários tipos de insônia, podendo ser a causa ou consequência de uma depressão ou transtorno de ansiedade. Isso acontece, pois a falta de sono afeta o bom funcionamento do sistema nervoso central e a manutenção do equilíbrio geral do organismo.

O tratamento é determinado pelo tipo de insônia. Por isso, é importante identificar o que motivou a privação do sono, ou seja, se é proveniente de uma doença física, mental ou decorrente de fatores ambientais. Em alguns casos é necessário o uso de medicamentos.

Para minimizar os sintomas da insônia e melhorar a qualidade do sono, Álvaro Pentagna também sugere incluir hábitos saudáveis à rotina e a prática da chamada higiene do sono, que reúne dicas para ter uma noite tranquila.

Higiene do sono

- Respeitar os horários fisiólogos do seu organismo
- Ter horários regulares para dormir e acordar
- Ter um ambiente de dormir adequado: limpo, escuro, sem ruídos, organizado e confortável
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e a base de cafeína no período da noite
- Priorizar o consumo de alimentos leves à noite
- Evitar o uso de celulares, computadores e tablets antes de dormir
- Preferência pela prática de atividades físicas pela manhã

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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Entenda a doença que causa excesso de náuseas e mal estar no início da gestação

Enjoo e vômito são sintomas comuns no início da gravidez. Esses desconfortos, chamados pela medicina de êmese gravídica, são reações fisiológicas normais, que costumam dar uma trégua apenas na 12ª ou 16ª semana de gestação.
Para algumas mulheres, como é o caso da duquesa Kate Middleton, grávida do seu segundo filho, a intensidade e frequência desses sintomas são maiores. “Chamamos esse quadro de hiperêmese gravídica, que nada mais é do que a êmese gravídica em um grau elevado. Embora os sintomas sejam os mesmos, nesses casos há riscos de perda de peso, desidratação e alterações sanguíneas, devido ao excesso de náuseas e vômitos” explica Igor Padovesi, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, de São Paulo.
Assim como a duquesa, as gestantes diagnosticadas com hiperêmese gravídica devem ficar atentas caso a perda de peso seja superior a 5% e a desidratação intensa. “Urinar poucas vezes ao dia, urina concentrada, mal estar, tontura e fraqueza são sinais de desidratação, podendo resultar na perda de sódio e potássio”, explica Igor.
Apesar de incômodos, esses sintomas fazem parte da gestação, já que estão associados à produção do bHCG – hormônio exclusivo da gravidez e necessário para preparar o útero para o crescimento do feto no início da gestação. Assim, quanto maior for à produção do hormônio, mais intenso será o mal estar.
Segundo o especialista, a incidência dos sintomas varia de gestação para gestação. Mulheres diagnosticadas com a doença na primeira gravidez possivelmente terão o mesmo quadro na segunda. Mães que estão à espera de gêmeos também apresentam mais propensão.
O tratamento da hiperêmese visa minimizar os desconfortos a partir de mudança de hábitos alimentares nos três primeiros meses da gestação. Em casos mais graves, recomenda-se o uso de medicamentos, sempre com acompanhamento médico.
Confira algumas dicas para diminuir a sensação de náusea e vômitos e garantir o bom desenvolvimento do bebê:

- Fracionar as refeições: comer de três em três horas e pequenas porções;
- Evitar alimentos: condimentados, apimentados e ácidos;
- Dar preferência a alimentos ricos em proteína, carboidratos e com baixo teor de gordura;
- Para beber de preferência a ingestão de líquidos gelados (enjoam menos). Água de coco e bebidas isotônicas são recomendadas;
- Evitar o consumo de café;
- Vitaminas: recomendável consumir nos horários em que os enjoos são menores.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Tratamentos mais modernos no diabetes infantil



O diabetes é uma doença causada pela má absorção de glicose devido à diminuição na ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, ou sua total ausência.  Em outras palavras, o diabetes ocorre quando a insulina não é suficiente ou não consegue agir adequadamente para metabolizar a glicose presente nos alimentos e transformá-la em energia, o que resulta no excesso de glicose na corrente sanguínea.

Se o diagnóstico da doença em adultos já é motivo de angústia, entre crianças e adolescentes a preocupação torna-se ainda maior, uma vez que nestas fases é comum os jovens apresentarem resistência a novos alimentos no cardápio.

Entretanto, Dra. Renata Noronha, coordenadora da Endocrinologia Pediátrica do Hospital São Luiz, de São Paulo, explica que nos últimos anos as restrições alimentares às crianças portadoras de diabetes diminuíram e a qualidade de vida dos pequenos melhorou consideravelmente e por muito mais tempo.

“Com as novas insulinas, que possuem ação ultrarrápida, hoje a criança não é completamente proibida de consumir alguns alimentos. Quando ela vai a um aniversário, por exemplo, ela pode comer o bolo.”

Esta liberdade é possível devido aos tratamentos mais modernos, de múltiplas doses e monitoramento da glicemia capilar a cada refeição. “Com o exame de glicemia capilar – também conhecido como exame de ponta de dedo – é possível realizar o cálculo da quantidade de insulina que a criança precisa para corrigir sua glicemia e absorver adequadamente os diferentes tipos de alimentos. A insulinas podem ser aplicadas através de canetas com agulhas bem finas, possibilitando a normalização do resultado do nível de glicose em poucos minutos. Desde que os pais saibam fazer a contagem de carboidratos e calcular a dose de insulina que será administrada, a criança pode abrir exceções eventualmente.”

A evolução do tratamento também é muito importante porque o diabetes tipo 1 tem sido diagnosticado com mais frequência e têm crescido entre crianças menores de 5 anos e em jovens em idade de puberdade. “Atualmente, os pais podem ver quanto as crianças comeram e fazer a contagem dos carboidratos para depois aplicar a dose. Isto evita muitos casos de hipo e hiperglicemia nos pequenos que apresentam muita irregularidade alimentar ou em momentos em que estejam doentes e com baixo apetite”, esclarece.

Dra. Renata ressalta, porém, que a insulina é apenas uma parte do tratamento do diabetes infantil. “Assim como fariam com qualquer outra criança, os pais devem estimular a prática de exercícios físicos e incentivar os hábitos alimentares saudáveis, como alimentar-se de frutas, verduras e produtos integrais.”


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